Vasco

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SOBROU PARA "REI" AFUNDAR "ALMRANTE"

 Era 16 de novembro de 1969, no estádio Otávio Mangabeira, a "Fonte Nova", em Salvador. A torcida do Bahia preparava-se para comemorar um gol contra o seu time. Isso mesmo! Só que não seria um tento qualquer. Mas o tão esperado milésimo de Pelé. E o "camisa 10" iria marcá-lo (foto), quando o seu chute para a rede foi cortado pelo zagueiro Nildo, do "Tricolor de Aço", levando uma tremenda vaia. Veja na foto que ele tira a bola em cima da linha fatal, um ato de tremenda honestidade de um "becão" que tinha o apelido de "Biro Doido". Mereceu os cumprimentos do" Rei do Futebol", imediatamente. Resultado: o Vasco pagou o pato, sofrendo o gol mais famoso do planeta, três dias depois, no Maracanã.
Naquela tarde na Bahia, Pelé havia driblado o goleiro Jurandir e só tinha a rede à sua frente. Foi quando surgiu Nildo, que declarou, depois das vaias: "Se fosse gol, seria bom para o Bahia, mas eu não apareceria. Felizmente, Deus me ajudou a tirar aquela bola. E eu faria tudo novamente".
Conta-se que Nildo levou bronca até do presidente do Bahia, e que, no vestiário, os dirigentes do clube baiano ordenaram aos seus jogadores não abraçarem Pelé, "após o gol", para deixá-lo comemorar. E lhes proibiram de pedir a camisa 10 ao craque santista.
Registrado como Nildon Braga Veloso, o “Nildo” nasceu em Maragogipe-BA, foi criado em Ilhéus, surgiu no time do Colo-Colo local e viveu até 18 de outubro de 2008. Campeão baiano, em 1967, defendeu, ainda, os time do América de Rio Preto-SP e do Galícia-BA. Ao encerar a careira, trabalhou em supermercado, fábrica de água mineral, corretagem de imóveis e foi, também, funcionário público. Deixou seis filhos. Se tivesse colaborado com o "Rei", aquela não teria sobrado para o Vasco. Se bem que a torcida cruzmaltina (da qual também faz parte o próprio Pelé) comemorou o "Gol do Século", pois a "Turma da Colina", que abrira o placar, só cumpria tabela no jogo de 19 de novembro de 1969, válido pelo então chamado Campeonato Nacional.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

HISTORI&LENDAS DA COLINA - ROMÁRIO

Em 1998, o time do  Vasco da Gama foi aos Emirados Árabes vencer o selecionado local, por 1 x 0. Data: 12 de janeiro, com gol marcado por um atacante chamado Alan Kardeck. Valieu pela  Dubai Football Challenge, no estádio Al Maktoum, e o time cruzmaltino era: Tiago; Wágner Diniz, Vílson, Jorge Luiz e Calisto (Marcus Vinícius); Amaral (Xavier), Jonílson (Alex Teixeira), Leandro Bonfim (Rafael Nascimento) e Morais; Villanueva (Beto) e Alan Kardec. Até aí nada de esquisito. Esquisito mesmo só Romário estar como treinador. Explica-se: um dos maiores craques do Século 20, o “”Baixinho” dizia que tudo o que ele jamais fora chamava-se  atleta. Adorava a ”night”, embora afirmasse não beber, e não gostava de treinar. Coisas da bola.  



domingo, 14 de dezembro de 2014

COERREIO DA COLINA - TAÇA DAS PRATELEIRAS

“Quantas taças já tem o Vasco?” Nicanor dos Santos, de Taguatinga-DF.
Prezado Nica! Da última vez em que o “Kike da Bola” visitou São Januário, uma senhora que trabalhava na sala de troféus, a dona Angelina Oliveira, disse que eram cerca de 7.500. Por sinal, uma simpatia aquela senhora, que contou trabalhar para o Vasco desde o dia 2 de janeiro de 1979. Ela garantia que o local tem uma energia muito forte e ter visto muitos torcedores chorarem, emocionados, ao entrarem e verem as prateleiras.
A Angelina contou, também, ser devota de Nossa Senhora de Fátima e que, sempre, pedia uma ajudazinha, também, à Nossa Senora das Vitórais, para o Vasco ganhar. O “Kike” indagou-lhe se  acreditava nas macumbas daquele mineiro (nascido em Andrelândia), o glorioso Pai Santana, e ela, meigamente, mandou um drible, respondendo: “Ele diz que é filho de Xangô....!”
Nicanor, há um livro com a fotografia de todos os troféus ganhos pelos vascaínos, até a década-1950. O “Kike” não descobriu, ainda, se ele foi reeditado, com acréscimos de novas peças. Valeu?

How many cups have already Vasco ? " Nicanor dos Santos, de Taguatinga- DF.
Dear Nica ! The last time the " Kike Ball " visited San Gennaro , a lady who worked in the trophy room , the mistress Angelina Oliveira , said there were about 7.500 . By the way, a sympathy that lady who told work for Vasco since January 2 , 1979. She ensured that the place has a very strong energy and have seen many fans cry , thrilled , to enter and see the shelves .Angelina also said to be a devotee of Our Lady of Fatima and that always required a little help , too, to Our Senora of Vitórais to Vasco win. The " Kike " asked her if she believed in that macumbas miner (born Andrelândia ) , the glorious Father Santana , and she , tenderly , sent a dribble , answering : " He says he is the son of Xhangô .... "Nicanor is a book with a photograph of all the trophies won by Vasco until the mid -1950s. The " Kike " not yet discovered if it was reissued, with additions of new parts . Worth?

sábado, 13 de dezembro de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - TAÇA GB-1968

A Taça Guanabara-1968 foi uma disputa para ser esquecido pela torcida vascaína. O time só conseguiu vencer o América. Enganchou-se até com o “pequeno” Bonsucesso. Desde a estreia – 1 x 1, com o Botafogo, em 28 de julho – viu-se que a participação da rapaziada não seria das mais + mais. O Vasco abriu o placar, mas não demonstrou competência para seguir na frente. Pra completar, ainda, teve o meia-armador Danilo Menezes expulso de campo, deixando o time capenga.
No jogo seguinte, em 3 de agosto, mais uma vez, o Vasco abriu o marcador e não segurou  a conta, cobrada pelo “Bonsuça”, velho freguês: 1 x 1. Perspectivas nada boas para o próximo compromisso, contra o Flamengo, no dia 18. Não podia-se esperar muito. E a “Turma da Colina” caiu: 0 x 1. Uma semana depois, o adversário era o Fluminense. Nova derrota: 2 x 3. Para os gozadores torcedores adversários, o "Almirante"  “era ponto certo”. Tão certo, que o Bangu tirou mais um dele, em 31 de agosto: 1 x 1. Na época, vitória valia dois e empate um ponto.
Enfim, no feriado do 7 de setembro, pintou uma vitória: 2 x 1 pra cima do América. E, assim, graças a uma vitória e três empates, o Vasco terminou em quarto lugar, atrás dos grandes rivais. Colocação decepcionante para quem esperava bem mais do time do técnico Paulinho de Almeida, que usou: Pedro Paulo, Erres; Zé Maria, Zé Carlos, Ari, Sérgio, Ferreira; Brito, Moacir, Ananias, Fontana; Eberval, Lourival; Buglê, Alcir e Danilo Menezes; Nado, Nei, Paulo Mata, Adílson Albuquerque, Valfrido, Raimundinho e Silvinho.

 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CORREIO DA COLINA - DUPLICATAS

“O Vasco já repetiu placar em jogos no exterior?” Josevaldo Rodrigues, de Formosa-GO. Grande Josevaldo!
 Mas que pergunta esquisita, cara ! Repeteco externo! De onde você tirou esta? Imagino que seja a repetição do escore, de um jogo para o outro, é isso?  Se for, a resposta é sim. O “Kike” passou vários dias consultando nos 5.823 jogos já disputados pela rapaziada, sem contar com o de hoje à noite, e encontrou um “repeteco” no México.
Anote aí, Josevaldo! Em de 9 de janeiro de 1949, a rapaziada, comandada pelo “sargentão” Flávio Rodrigues Costa, mandou 4 x 3 no América da Cidade do México, com gols de Ademir Marques de Menezes (2), do glorioso alagoano Ipojucan e do grande goleador Dimas. Rolava um belo domingão na capital mexicana e a moçada do serviço do dia foi: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Friaça (Nestor), Ademir, Pacheco (Dimas), Ipojucan (Maneca) e Chico.  
Na partida seguinte, em 16 de janeiro, os 4 x 3 foram para cima do Atlas, com Ademir (2) Ipojucan e Friaça comparecendo ao filó. A escalação foi quase a mesma: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely Danilo (Ipojucan) e Jorge; Friaça, Ademir, Pacheco, Maneca e Chico. (Nestor).
Detalhe, Jose! Em 1954, o Vasco quase repetiu  placares contra times mexicanos. Em 21 de fevereiro, um domingo, sapecou 5 x 2 no Tampico, com Maneca (2), Sabará (2) e Djayr escrevendo na conta – Ernâni, Fernando Fantoni e Bellini; Alfredo II, Danilo e Jorge; Sabará, Alvinho, Vavá (Ademir Menezes), Maneca e Djayr foi o time.  Quatro dias depois, aplicou 5 x 1 no Necaxa. Alvinho (2), Sabará, Ademir e Djayr marcaram e o time teve: Ernâni, Fantoni e Bellini; Mirim (Alfredo II), Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Alvinho (ipojucan), Ademir (Vavá) e Djayr   
 De outra parte, há um "repeteco" metade pra lá e metade pra cá. Em 29 de julho e em 25 de setembro de 2001, o Vasco e o argentino Boca Juniors se enfrentaram, em Brasília e em Buenos Aires, pela Copa Mercosul, e repetiram os 2 x 2 nas duas partidas.
No Mané Garrincha, em um domingo, Pedrinho e Patrício marcaram os gols cruzmaltinos e o time escalado por Joel Santana tinha:  Hélton: Patrício, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Jorginho Amorim, Jorginho Paulista, William e Pedrinho; Euller e Romário (Botti). “En La Bombonera”, o treinador vascaíno já era Hélio dos Anjos e os gols foram marcados por Odvan e Euller. Confira o time: Hélton; Patrício, Odvan, Géder e Gilberto; Fabiano Eller (Siston), Ricardo Bóvio e Léo Lima; Euller, Léo Macaé (Ely Thadeu) e João Paulo (Wagner). Valeu, José?