Vasco

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO FUTEBOL CANDANGO. JACARÉ NA COPA DO BRASIL DE 2004

07.04.2004 – Brasiliense 0 x 0 Goiás. Nesta pega, pela Copa do Brasil.  disputado no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, o Jacaré (apelido do Brasiliense) atingiu 20 partidas sem vencer fora de casa.  Além disso, foi elimiando da competição, porque os 2 x 2 do primeiro encontro, no Serejão-DF, favoreceram o então time visitante, pelo maior número de gols marcados.
O prélio teve 2.830 pagantes – renda de R$ 32.211,85 – e o “Jaca” sendo: França; Dida, Gérson, Jairo e Rochinha; Deda (Val Baiano), Cleisson, Salvino e Leandro Tavares; Tiano (Abimael) e Creedence. Técnico: Mauro Fernandes.
Criado em 01 de agosto de 2000, o Brasiliense Futebol Clube passava duas dezenas de partida sem vencer fora, mas o seu DNA era de vencedor. Vejamos:  2000 – campeão brasiliense da Série B; 2002 – vice-campeáo da Copa do Brasil (Corintians campeão) e campeão brasileiro da Série C; 2004 - campeão candango e campeão brasileiro da Série B.     

domingo, 2 de dezembro de 2012

ÁLBUM DA COLINA - RAIOS DE TUPÃ


Ademir Menezes, o maior ídolo da torcida cruzmaltina, até o surgimento de Roberto Dinamite, em 1971, jogou a favor e contra o Vasco, na data 30 de junho. Aconteceu em Tupã, distante 530 quilômetros da capita paulista.

 Ademir Menezes, the greatest idol of the cruzmaltina fans, until the emergence of Roberto Dinamite in 1971, played for and against Vasco, on June 30. It happened in Tupã, 530 kilometers away from the capital of São Paulo.

 

sábado, 1 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DO KIKE - MATADOR RUBRO-ANIL DERRUBOU VASCÃO E BOTAFOGO

Em 1965, o Rio de Janeiro celebrava o seu IV Centenário e tudo era festa na Cidade Maravilhosa. No futebol, todos queriam o título da temporada, principalmente porque o Vasco da Gama vencera a I Taça Guanabara e o I Torneio Internacional (houve dois) que homenageou a terra. Era grande a expectativa das torcidas do Fluminense por um bi; do Flamengo, para recuperar o caneco que não levantava desde 1963 e, principalmente, do Botafogo, que passava longe do título há três temporadas. Só América, Bonsucesso e Portuguesa não aspiravam nada, sabiam que os sus times só seriam pra cumprir tabela.

E rolou a bola. Surprendentemente, o Vasco da Gama saiu cedo da luta pelo título, deixando rubro-negros, tricolores, banguenses e botafoguenses travaando luta ferrenha pelo caneco. Estava animado. A quatro rodadas do final, no 27 de novembro, mais uma surpresa: o Botafogo, inesperadamente, ficou no 1 x 1 Bonsucesso, diante de incrédulos 5.334 pagantes, no Maracanã. Afinal, o treinador Daniel Pinto tinha sob seu comando um timaço – Manga, Joel Martins, Zé Carlos Gaspar, Paulistinha e Rildo; Elton e Afonsinho; Jairzinho, Humberto, Bianchini e Arthurzinho.

Embora o Bonsucesso não amedrontasse ninguém, sua rapaziada estava motivada pela promessa do cartolão Rubens Araújo Reis, de premiar a rapaziada, com Cr$ 150 a 200 mil cruzeiros, caso eles vencesse a partida. Funcionou o doping financeiro, que incluiu concentração no Hotel Nice, no centro do Rio de Janeiro.

O Bonsuça chegou ao Maraca com o treinador Alfinete não escondendo da imprensa a sua escalação da imprensa: Jonas; Marcelo, Jerry, Nogueira e Albérico; Jardel e Ivo; Gilbert, Adauri, Sabará e Escurinho. No  entanto, aos 11 minutos, Jairzinho passou pro dois e cruzou bola para o miolo da área rubro-anil, onde estava o afobado zagueiro Marcelo, que marcou gol-contra. Parecia que a ordem natural das coisas iria rolar mesmo. Só que passou a acontecer tudo ao contrário do que se esperava. O Bonsucesso passou a mandar na partida, Criou e perdeu várias chances de gols, principalmente por conta de Adauri, que infernizou a vida dos zagueiros alvinegro. E o cotejo ficou pelo que estava ao final do primeiro tempo.           

Em pé, da esquerda para a direita, Marcelo, Jonas, Nogueira, Jerry, Jardel e Albérico; agachados, na mesma ordem: Gilbert, Adauri, Sabará, Ivo Sodré e Escurinho. 

Veio a etapa complementar, como falavam os speakers radiofônicos de antigamente, e os rubro-anis quase empataram, com 30 segundos de peleja. Aos 13 minutos, Gilbert centrou bola para área alvinegra e o centroavante Sabará cabeceou para empatar: 1 x 1, placar que, também, tirou a Estrela Solitária da luta pelo charmoso título de campeão do IV Centenário do Rio de Janeiro assim que o árbitro José Gomes Sobrinho (auxiliado por Cláudio Magalhães e Gualter Portela Filho) fez o apito final.

Mas aquela não fora a única estrepolia do Bonsucesso no Campeonato Carioca de 1965. Antes, no 24 de outubro, com um gol e muita aprontação por Adauri, o time suburbano havia mandado 2 x 0 Vasco da Gamas, no estádio da Rua Teixeira de Castro. Quem era, afinal, aquele tal de Adauri que enchera o saco de botafoguenses e cruzmaltinos?

Surgido no mineiro Sport Club Juiz de Fora, em 1960, logo ele foi tentar a sorte no Fluminense, mas não dava, pois Seu Zezé Moreira estava com time montadinho, que terminou vice-campeão carioca. Com aquilo, foi para o Bonsucesso, um time fraco pelo qual marcou sete gols durante os Campeonatos Cariocas de 1962/1963. Chamou a atenção do Bangu, que o levou, em 1964, mas só o lançou em 14 jogos, nos quais marcou dois tentos diante de argentinos, durante excursão sul-americana. A seguir, disputou o Torneio Rio-São Paulo e  voltou ao Bonsuça, para escrever a sensacional vitória sobre o Vasco da Gama.

Pouco depois, o Atlético-MG estava precisando de um atacante veloz, com boa técnica e que fosse íntimo do fundo da rede. E levou Adauri para vestir a sua camisa em 10 jogos e marcar dois gols.

Fase melhor Adauri viveria no Bahia, entre 1967/1970, sendo campeão estadual na primeira temporada e deixando nesta passagem, 15 gls em 24 jogos. Por fim, pendurou as chuteiras, no mesmo 1970, defendendo a Portuguesa-RJ. As últimas notícias sobre este cidadão nascido em Juiz de Fora-MG, em 11.04.1942,  dizem que ele segue vivo, aos 82 de idade, com boa saúde – que legal!  

Publicado por Jornal de Brasília (12.01.2025) e trazido pra cá via Túnel do Tempo     

https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/historias-da-bola/o-matador-rubro-anil/

            

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

VASCO DAS PÁGINAS - ERANDIR

      Depois de Ademir Menezes, Vavá, Almir e seu irmão Adílson, o Vasco da Gama tentou ter sucesso com mais um centroavante di futebol pernambucano, Erandir, buscado, por empréstimo, até o final de 1967, junto ao Santa Cruz.
 Ele estreou bem, marcando dois gols dos 4 x 1 Madureira, em 14 de setembro, no Maracanã - Valdir Appel (Franz), Ari, Brito, Jorge Andrade e Lourival; Oldair e Danilo Menezes; Nado, Nei, Erandir e Luisinho foi o time do treinador pernambucano Gentil Cardoso, campeão carioca pelo Vasco de 1952. 
Erandir marcou gols nos 2 x 0 São Cristóvão (28.09) e um nos 2 x 2 América (01.10). Não conseguiu manter a sequência do bom começo, perdeu a vaga de titular e voltou para o Santa Cruz, em 1968.
 Na temporada seguinte, Erandir defendeu o Fortaleza-CE, mas em gramados cearenses o seu grande lance rolou quatro temporadas depois, em 18 de novembro de 1973, em Ceará Sporting 1 x 0 Vitória da Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. 
Eram jogados 22 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Odélio serviu Jorge Costa, que serviu Zé Eduardo, que  o lançou. Ele bateu para o gol e entrou para a história do Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, marcando o primeiro gol da casa.
  Erandir se dizia fascinado pelo Vasco desde garoto, e não esperava vestir a camisa cruzmaltinas, por acreditar ser algo muito difícil para um jogador nordestino, mesmo sabendo do exemplo dos quatro atacantes citados acima. “Só acreditei quando o avião aterrissou. Parecia um sonho”, contou à “Revista do Esporte” – N 449, 14.10.1967.
 Erandir Pereira Montenegro, embora tivesse aparecido quando defendia o Santa Cruz-PE, nascera em Bananeiras, na Paraíba – 24.04.1946. Filho de Francisco Montenegro com Anália Pereira Montenegro, o seu ponto de partida fora o Campinense, da paraibana Campina Grande, em 1963. Dali foi para o pernambucano Central, de Caruaru, e para chegar à “Cobra Coral (apelido do Santa Cruz), em 1966.
 Com 1m73cm de altura, pesando 68 quilos e calçando chuteira de número 40, pelo empréstimo,  ele custou NCr$ 10 mil novos cruzeiros aos cofres vascaínos, ficando o  “Almirante” de pagar mais 60, caso quisesse ficar com ele - faltaram mais gols para ficar.






















quinta-feira, 29 de novembro de 2012

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FLUZÊRA

1 - O Almirante já afundou o rival Fluminense, coincidentemente, pelo mesmo placar, em duas oportunidades, na data 3 de novembro. Confira como foi:

2 - VASCO 3 X 2 FLUMINENSE -  Em 1946, o pega rolou nas Laranjeiras, a casa tricolor, em um domingo, com gols vascaínos marcados por Santo Cristo, Danilo Alvim e Isaías. Ernesto Santos era o treinador e o time teve: Barcheta, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Lelé, Santo Cristo, Jair e Isaías.

3 - VASCO 3 X 2 FLUMINENSE - Em 1979, o rolar da bola contra os tricolores foi em um sábado, no mesmo "Maraca", com Katinha, Roberto Dinamite e Marco Antônio comparecendo ao filó. Otto Glória era o chefe desta rapaziada: Leão; Orlando "Lelé', Ivan, Gaúcho e Marco Antônio; Zé Mário, Dudu e Guina; Wilsinho, Roberto Dinamite e Katinha (Lito).

4 - O 25 de julho de 2012 foi ocasião de pintura para a Turma da Colina. Encarando o Botafogo, na casa deste, o Engenhão, o Almirante o venceu graças a uma jogada magistral de Juninho Pernambucano. Caído, dentro da área alvinegra, durante disputa de bola com a zaga anfitriã, mesmo assim, ele conseguiu ganhar o lance e lançar o centroavante Alecsandro, que pimbou a rede - Vasco 2 x 1.