Vasco

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domingo, 17 de agosto de 2014

SÃO JANUÁRIO RECEBE UM DUQUE

Nem só de Rei – goleiro com este apelido – viveu São Januário. O Vasco já teve, também, Duque no seu time. Primeiramente, entre 1953/1954, como zagueiro. Mais tarde, como treinador, em 1964.
Davi Ferreira era o verdadeiro nome do apelidado Duque. Mineiro, nascido em Belo Horizonte, em 15 de maio de 1926, além de Cruzeiro e Vasco, ele jogou, também, por Fluminense e Canto do Rio. Como treinador, o primeiro clube foi o Olaria, promovido após ter sido auxiliar de Jorge Vieira, que saíra rumo a São Januário. Pela Rua Bariri, Duque ficou até 1963, classificando o time da Rua Bariri para ao Torneio Rio-São Paulo-1964.
Duque e as suas bolas coloridas
Se o Vasco, tirando Jorge Vieira do Olaria,a dera a Duque a chance de subir na profissão, com o sucesso dele, também, no clube suburbano, foi buscá-lo. Mas demorou pouco. Segundo ele, porque tinha ideias muito modernas e “o clube não estava preparado para recebê-las”, conforme afirmou à Revista do Esporte Nº 504, em novembro de 1968. “O Vasco é um clube de grandes paixões e só admite vitórias,” criticou Duque, garantindo que, se os vascaínos tivessem lhe dado tempo para desenvolver o trabalho que idealizou, “o Vasco tomaria um impulso sem precedentes em sua história”.
De repente, poderia até estar certo, pois saiu da Colina para ser campeão pernambucano, pelo Náutico, invicto. Em 1965, voltou ao Olaria e foi vice do Torneio de Acesso. Um ano depois, tentou a careira no exterior e tirou o venezuelano TiquiriFlores do último lugar no campeonato venezuelano, e o levou ao terceiro posto. Voltou ao Náutico, em 1967, e faturou mais dois títulos estaduais, em 1967/1968, além do terceiro lugar da Taça Brasil-1967 e o bi da Taça Norte-1967 – fio também, campeão pernambucano pelo Santa Cruz, em 19070/1971, e pelo Sport, em 1975.
O sucesso no Nordeste não fez o Vasco se interessar pelo trabalho de Duque. Mas o Corinthians foi buscá-lo, por duas vezes. Em 1972, Duque o levou às semifinais do Campeonato Nacional. Da segunda, a entre 1976/1977, comandava o Timão quando a sua torcida invadiu o maracanã, em 5 de dezembro de 1976, e após 1 x 1 com o Fluminense, o eliminou nos pênaltis, para fazer afinal contra o Internacional. Foi vice. Em 1973, ganhou seu primeiro titulo no sul, campeão carioca, pelo Fluminense. Se bem que, durante a campanha paulista de 19787, foi ele quem comandou ao time, primeiramente.
 

sábado, 16 de agosto de 2014

VASCO DA GAMA 2 X 0 CEARÁ SPORTING

O "Gladiador" Kléber e o capitão Douglas compareceram ao filó, e o Vasco já está na ponta da Segundona. Igualou-se ao "Vovô", com 31 pontos, mas o alvinegro nordestino, para efeito de tabelamento, fica na frente, por ter mais vitórias.
E rolou a 'maricota. Aos 17 minutos, Guilherme Biteco jogou bola na área do visitasnte. Um zagueiro tocou na pelota, com uma das mãos,  não teve do que reclamar. Mas Douglas (foto abaixo) não enganou o goleiro, que foi noo canto certo e espalmou. Como escreveu o redator do site oficial do Vasco, "a redonda explodiu no pé da trave mas não entrou". Sem problemas! Aos 20, o goleiro que mrececera aplausos minutos antes, agora merecia levar uma pedrada de sua torcida. Marlon cruzou a bola, ele a rebateu, e a danadinha sobrou, livrinha, para o "matador" Kléber acertar "um bonito chute que estufou o barbante",escreveu o www.crvascodagama.com.br: 1 x 0, placar do primeir tempo e o primeiro gol de Kleber em São Januário.
Douglas morde o manto cruzmaltino e Rodrigo sente o gosto da vitória
Na etapa final, aos 3 minutos, o goleiraço uruguaio Martin Silva fez uma defezaça. Aos 11, bastendo falta, Douglas mandou a bola lá "onde a coruja dorme", como diriam os criativos "speakers" de antigamente: 2 x 0, o resultado final,que deixou a rapziada com 8 vitórias, contra 9 dos cearenses. O próximo jogo do Vasco será na terça-feira que vem diante do Vila Nova-GO, em Brasília, no estádio Mané Garrincha, que ainda não esá concluido e já consumiu R$ 2 bilhões de dinheiro seu.
                            FICHA TÉCNICA
16.09.2014 - (sábado) - Vasco 2 x 0 Ceará. Campeonato Brasileiro Série B. PEstádio: São Januário-RJ. Juiz: Edivaldo Elias da Silva-PR. Público: 16.495 pagantes e 18.495 total. Renda: R$392.375,00. Gols: Kléber, aos 35 min do 1º tempo, e Douglas, aos: 11 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Carlos César, Douglas Silva, Rodrigo e Marlon (Henrique); Guiñazu, Fabrício, Dakson (Jhon Cley) e Douglas; Guilherme Biteco (Edmílson) e Kléber. Técnico: Adílson Batista. CEARÁ: Luís Carlos; Samuel Xavier, Anderson, Sandro e Helder Santos; João Marcos, Ricardinho, Eduardo (Lulinha) e Nikão (Michel); Bill e Magno Alves (Gil). Técnico: Sérgio Soares. (imagem clicada por Marcelo Sadio, fotógrafo oficial do Club de Regatas Vasco da Gama). Agradecimento.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

VASCO DAS PÁGINAS - QUEBROU O 'SANTO'

A edição Nº 46, de “Manchete Esportiva”, de outubro de 1956, registra, à página 6, uma goleada, por 5 x 1, imposta pelos vascaínos, ao São Cristóvão, durante a campanha pelo título estadual conquistado na temporada.
Diz o texto que o Vasco voltou a jogar bem. “Sólido na retaguarda e com linha de frente impressionante”. Válter Marciano, Sabará Vavá, Laerte e Benedito marcaram os gols, e o time, treinado por Martim Francisco foi: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Valter e Pinga.
Naquele dia, a rapaziada entrou em campo com o capitão Bellini à frente, correndo ao lado do campeão olimpico Adhemar Ferreira da Silva, que foi membro da "Turma da Colina", a partir da metade da década-1960. Vê-se, em segundo plano, na foto, o goleiro Carlos Alberto Cavalheiro, que jogava como amador, por ser militar da Aeronáutica.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

NEI OLIVEIRA, FIGURINHA CARIMBADA

Coragem, rapidez e oportunismo. Esta foi a receita que o centroavante Ney Oliveira passou ao repórter Eliomário Valente, pelo Nº 504, da Revista do Esporte, para os candidatos a artilheiro. De sua parte, o “escriba”, que o acompanhou de perto, porque era torcedor vascaíno, o definiu como “rápido, insinuante e voluntarioso”, além de vê-lo como um “jogador de fibra” e um dos mais perigosos do futebol carioca da década-1960.
 Na entrevista – de novembro de 1968 –,  Nei revelou quais foram os seus principais gols. E elegeu o mais bonito como tendo sido o segundo dos 2 x 0 sobre o Olaria, com a camisa do Vasco. Tão engraçado, que ele não sabia se a torcida ria pelo tento, ou pela situação embaraçosa em que ficou, ao fechar o placar. Estava na intermediária, quando Danilo Menezes atacava, pela ponta-esquerda. Correu para a área, quando Danilo centrou a bola à  meia-altura. No instante, estava a cerca de cinco metros longe do lance.  “Voei, peguei a bola no ar e fui cair dentro do gol, me embaralhando na rede. Foi um custo para me desvencilhar do barbante”, contou.
Um outro tento engraçado marcado por Ney, como cruzmaltino,  rolou diante do Botafogo, em cabeçada. A bola pingava na área, o goleiro Manga olhou para ele e preparou-se para a defesa. Nei sentiu-se debochado, como se o alvinegro estivesse fazendo pouco de sua altura. “Fiz um esforço grande, pulei mais alto do que ele, testei a bola e o gol estava consumado. Enquanto eu estava sendo abraçado...olhei para trás e vi o Manga dando socos no ar”, lembrou.
Nei citou, ainda, um terceiro gol marcado pela “Turma da Colina”, o qual considerou o seu mais engraçado. Diante do Fluminense. Nem esperava mais nada do lance, quando a bola bateu em uma de suas canelas e foi parar na rede tricolor. “Fiquei até sem jeito de receber os cumprimentos dos companheiros, pois achava que não era merecedor. Foi m gol sem trabalho”, definiu.           
Nascido em 6 de julho de 1944, em Piracicaba-SP, Ney de Oliveira, que a imprensa escrevia Nei Oliveira,  passou três temporadas –1967/1968/1969 – na Colina. Na primeira, teve três treinadores – Zizinho, Gentil Cardoso e Ademir Menezes – e estes colegas de time: Franz (Édson Borracha/Pedro Paulo), Jorge Luís, Brito (Sérgio), Fontana (Álvaro) e Oldair; Salomão (Paulo Dias) e Danilo Meneszs; Nei (Nado/Zezinho), Valfrido (Paulo Mata), Adílson (Paulo Bim) e Silva (Tião/ Luisinho). No ano seguinte, comandado pelo técnico Paulinho de Almeida, os companheiros foram Pedro Paulo; Ferreira (Jorge Luís), Brito (Sérgio), Fontana (Fernando) e Eberval (Lourival); Buglê e Danilo Menezes (Alcir/Beneetti); Nado, Nei (Adilson), Valfrido (Bianchini) e Silvinho.
A última temporada de Ney no Vasco foi de umtime muito confuso, com quatro treinadores: Pinga, Evaristo de Macedo, Paulinho de Almeida e Célio de Souza. O grupo teve: Andrada (Valdidr Aplle), Fidélis, Brito Moacir), Orlando Peçanha (Fernando/Renê) e Eberval (Dutra); Alcir e Buglê (Benetti/Valinhos); Luiz Carlos Lemos (Nado), Nei (Adílson), Valfrido (Bianchini) e Acelino (Silvinho/Raimundinho).   (foto de Nei (D) e Adílson reproduzida da Revista do Esporte) 

 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O VENENO DO ESCORPIÃO: O ENCANTADOR DE VOTOS ACIMA E ABAIXO DO EQUADOR

         A América do Sul é imbatível em "exdruxulismos". Em alguma parte do planeta alguém já foi eleito presidente da república por cinco vezes e derrubado em quatro? Aconteceu no Equador, com José María Velasco Ibarra, um sujeito do século trasado (nascido em 1893), estudado em Paris e dono de uma verve "ducarvalho", capaz de entorpecer eleitorados que os viam e o ouviam em cima dos palanques e carrocerias de caminhões.

 Além de bom encantador de votos, o Ibarra era vivo, vivíssimo, enxargava acima e abaixo de qualquer linha equinocial, Acabou com os ventos da economia colonial equatoriana e soube como dar um nó na oposição. Quando candidatou-se a chefe supremo pela promeira vez, em 1934, o planeta vivia tempos de crise econômica. Ele levou setores conservadores no papo e chegou lá, pra, depois, aplicar um golpe nos fazendeiros, com plano de reforma agrária que dividia as terras da moçada - pediu pra ser derrubado, o que rolou em 1935, por golpe militar.

Reprodução de capa de livro

 Ibarra voltou ao poder, em 1944, mas, por pisar na bola, durante conflitos ronteiriços com o Peru, novamente,  ” aos militares para derrubá-lo. Era 1947 e ele aproveitou a perda do emprego paracurtir um exilio. Voltou ao Equador, em 1952, para ser “trieleito”. Daquela vez, porém, chegou ao final do  mandato, em 1956, quando seu país consguira uma grande safra de bananas e amplas exportações.

 Chegou a década-1060 e o bom de voto Ibarra foi eleito, pela quarta vez. Mas só sentou-se na antiga cadeira por apenas dois meses e uma semana, pois o parlamento nacional viu o seu  governo muito comunistão. Sem problemas! Em 1968, lá estava ele sendo eleito e empossado, pela quinta vez, presidente do Equador. Só que ele se esqueceu do que havia aprontado três décadas antes, quando tentou sacanear os grandes fazendeiros. Andou falando em revolução cubana, em esmagar as oligarquias e aquelas coisas todas já muito manjadas e que não colavam no país. Em 1972, cinco meses antes de terminar o mandato, voltou a “ser convidado” pelos militares a se retirar do poder - em uma terça-feira de Carnaval, no golpe que ficou conhecido por El Carnavalazo.

Fim de festa? Nem tanto. Em 1977, quando estava exilado na Argentina, o veterano Ibarra foi procurado pelos seus chegados pra tentar se eleger, pela sexta, vez presidente equatoriano. Aos 84 de idade,  ele só não topou porque não tnha mais saco para ser derrubado por ativistas sociais, golpistas militares, conspiradores e ex-aliados políticos. Quando nada, saiu desta “para uma outra melhor” (em 1979), pintado no mais mais perfeito retrato da instabilidade política já clicada acima e abaixo do Equador.