Vasco

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - CUCA LEGAL

 1 - Em 1950, o Vasco tinha um dos times mais fortes da galáxia, que batia em quem aparecesse pela frente. De qualquer planeta. No dia 26 de novembro, a "Turma da Colina" mandou 4 x 1 nos rubro-negros, com gols aos 23 (Ipojucan), aos 25 (Alfredo II), ao 28 (Ipojucan) e aos 29 (Ipojucan). O Fla fez o dele, de pênalti, aos 51 minutos. Portanto, o “Urubu” não conseguiu respirar, e nem transpirar, durante quatro minutos.  Anote os impiedosos sufocaadores do dia: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely do Amparo, Danilo e Jorge; Alfredo II, Maneca, Ademir, Ipojucan e Djayir.

2 -  Marcar seis gols em duas rodadas do Campeonato Carioca nunca foi tarefa fácil para nenhum artilheiro.  Mas Nei Oliveira (na verdade, Ney de Oliveira) o fez, durante a temporada-1968: em 3 de abril, aos 10, aos 60 e aos 75 (em cabeçadas) minutos de Vasco 3 x 0 Portuguesa, no estádio da “Lusa Carioca”, na Ilha do Governador. O time vascaíno, escalado pelo treinador Paulinho de Almeida, foi: Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Lourival; Buglê e Danilo Menezes; Nado, Nei, Bianchini (Adilson) e Silvinho. Dez dias depois, no Maracanã, Nei fez mais três, em Vasco 3 x 1 Fluminenses – Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Lourival; Buglê e Danilo Menezes; Nado, Nei, Bianchini e Silvinho (Sérgio) foi a turma dele.  Detalhe: entre esses dois jogos, houve Vasco 2 x 0 São Cristóvão, em 6 de abril, no mesmo “Maraca”, com Nei deixando mais um no filó e totalizando sete tentos em três partidas – time do dia: Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Lourival; Buglê e Danilo Menezes (Paulo Dias); Nado, Nei, Bianchini e Silvinho (Adilson). E tinha mais. No dia 19, Nei fez mais  dois em Vasco 2 x 0 Olaria, sendo um de cabeça, o quarto nesse estilo. Logo, 9 "matanças" em quatro jogos. Sensacional!  Nei  foi o vice-artilheiro, com 12 gols, um a menos do que o botafoguense Roberto Miranda.
 
3 - A gravadora RGE acabara de colocar na praça, em 1964, o primeiro compacto simples de (vinil, na época), de Erasmo Carlos, com as músicas "Terror dos Namorados" e "Jacaré". Pouco depois, ele foi divulga-lo em São Paulo – no Rio de Janeiro, o futuro "Tremendão" não conseguia emplacar. Aos seus shows, só assistiam os garçons do estabelecimento. Estava Erasmo em "Sampa", quando o "disck-joquei" Ademar Dutra o convidou para cantar em uma boate, em Santos. Por aquele tempo, usando apenas o seu violão, ele só cantava, além das duas músicas já citadas, dois sucessos de Roberto Carlos – "Parei na Contramão" e "Splish Splash" –, alguns sambinhas e alguns rocks. Estava, então, o show rolando na boate santista, quando Erasmo cantou "Moleque Trinta", que terminava fazendo referência a Pelé. E o que aconteceu? Pelé estava escondidinho, em um cantinho da boate, com uma namorada. Achou interessante a letra da música. Avisado, Erasmo foi falar com o "Rei". Ao se abraçarem, o "Tremendão" foi desatando: "Eu estava no Maracanã (dia de junho de 1957) e vibrei com três gols seus, com a camisa do Vasco (pelo Tornei Internacional do Morumbi), naquele jogo (do Combinado Vasco/Santos), contra o (português) Belenenses. Quando se encontrou com Roberto Carlos, Erasmo não perdeu tempo. Foi logo contando: "Bicho! Sabe quem foi ao meu show? O Pelé!"

4 - Após conquistar a Taça Guanabara-1987, o Vasco ficou com um astral tão estratosférico que, após golear o América mexicano, viajou por quatro mil km, encarando mudança de três horas nos fusos horário, para jogar em New Jersey (14.06) e mandar 3 x 0 (gols de Vivinho, Mauricinho e Titã) no Benfica, o campeão português da temporada 1986/1987, em jogo único, pela Copa TAP- Transportes Aéreos Portugueses, a promotora do Los Angeles Gold Cup. Com caneco na mala, o Vasco disputou, depois, na mesma Loos Angeles, a Copa Ouro, e empatou, com a Roma, por 0 x 0. No jogo seguinte, novo empate, por 1 x 1, com o Guadalajara, mas com vitória na decisão por pênaltis: 4 x 3. Veio a final, com o Rosário Central, e 2 x 1 nos hermanos.  Vasco, um campeão de ouro. Afinal, em 1987, além da Taça Guanabara, da Los Angeles Golden Cup e da Copa TAP, os “Meninos da Colina” levaram para as prateleiras de São Januário, também, a Taça Cidade de Juiz de Fora, e os títulos do Campeonato Estadual-RJ e do Torneio Ramón de Carranza, na Espanha.

5 - Na data 13 de junho, o Vasco empatou, com o Flamengo, em três oportunidades: 2 x 2, em 1926, no campo da Rua Paysandu, em um domingo, com dois gols de Russinho, valendo pelo Campeonato Carioca; em 1976, também em um domingo, mas no Maracanã, pelo Estadual-RJ, 1 x 1, com gol de Roberto Dinamite, e em 1999, pela mesma disputa e no mesmo local, novo 1 x 1, com o gol vascaíno marcado por Edmundo. 

6 - Vasco e Benfica já se enfrentaram em sete oportunidades. São três vitórias “cruzcristenses”, três empates e só uma escorregada. Confira: amistosos - 12.07.1931 – Vasco 5 x 0; 30.06.1957 – Vasco 5 x 2; 08.07.1965 – Vasco 1 x 1 Benfica; 16.08.1984 – Vasco 1 x 1 Benfica. Torneio Internacional de Verão-RJ - 18.01.1972 – Vasco 0 x 2. Torneio Cidade de Luanda – 07.02.1987 – Vasco 1 x 1 Benfica. Copa TAP –  14.06.1987 - Vasco 3 x 0.  

 7 - A “Turma da Colina” já se pegou em 13 amistosos contra os beradeiros portugueses do Futebol Clube do Porto. Veja o que rolou: 19.07.1931 – Vasco 3 x 1; 26.07.1931 – Vasco 1 x 2; 24.06.1947 – Vasco 2 x 0; 10.06.1955 – Vasco 2 x 4; 20.06.1956 – Vasco 2 x 1; 05.06.1958 – Vasco 2 x 4; 05.07.1961 – Vasco 0 x 3; 13.08.1964 – Vasco 3 x 0; 10.11.1971 – Vasco 0 x 1; 25.06.1975 – Vaco 2 x 2 Porto; 11.06.1977 – Vasco 1 x 1 Porto; 14.06.1981 – Vasco 2 x 1; 12.08.1981 – Vasco 2 x 3.    

8 -  Em 1980, o Vasco venceu o Torneio Prefeito José Fernandes, em Manaus-AM. No primeiro jogo, em 30 de janeiro, mandou 2 x 0 no Nacional-AM, com Paulinho e Zandonaide marcando os gols. Em 3 de fevereiro, o batido foi o Flamengo, por 1 x 0, com Zandonaide beijando o filó e decidindo a taça, por antecipação. Obrigou ao rival Fla a cumprir tabela, três dias depois, diante do Nacional, Todos os jogos vascaínos foram no demolido Estádio Vivaldo Lima, transformado em Arena da Amazônia, par a Copa do9 Mundo-2014.


9 - O Vasco só jogou uma fez, oficialmente, em Rondônia: 03.02.1999, mandando 4 x 2 no Ji-Paraná, pela Copa do Brasil, no Estádio Aloísio Ferreira, na capital rondoniense, Porto Velho.  Dirigido por Antônio Lopes, o time teve: Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Paulo Miranda e Juninho Pernambucano (Alex Oliveira) e Chiquinho (Alex);  Vanderlei (Luizinho) e Guilherme. O árbitro foi o brasiliense Jamir Carlos Garcez, o público de 5. 458 e a renda de R$ 57 mil740 reais.

 10 - Vasco e Palmeiras de Petrópolis-RJ se pegaram, pela Segunda Divisão, em 10 duelos, dos quais a rapaziada crzumaltina venceu seis e empatou um: Confira 22.07.1917 – Vasco 0 x 2; 20.12 .1917 – Vasco 5 x 1; 02.06 – 1918 – Vasco 0 x 5; 15.09.18 – Vasco 4 x 3; 10.08.19 -  Vasco 4 x 2; 14.12.1919 – Vasco 2 x 4; 03.04.1921 – Vasco 2 x 0; 21.08.1921 – Vasco 1 x 1 Palmeiras; 16.04.1922 – Vasco 4 x 0; 23.07.1922 – Vasco 5 x 0.  Todos os Vasco e Palmeiras-Ptsp, pela Segunda e Primeira Divisões, foram na cidade do Rio de Janeiro








domingo, 14 de junho de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ROSE DI PRIMO: PRIMEIRA CANGA


A capa mais famosa das revista carioca Manchete
 Uma das brasileiras mais marcantes das década-1970/1980 foi a modelo Rose de Primo. Mulher inteligente, bom caráter, criativa e de atitude, por sinal, sempre positivas, reinou bem antes de Xuxa e de Luiza Brunet. Foi a principal musa dos verões cariocas, com seu sorriso encantador, alegria contagiante e corpo escultural que levava as revistas a disputar uma capa com a sua imagem. Por isso, era a mais bem paga.
Atribui-se a Rose de Primo a invenção de uma das maiores curtições das gatinhas das praias cariocas, a tanga. Em um daqueles domingãos de verão, encarando muito sol e calor, ela pegou o seu biquíni e resolveu fazer umas mexidas. Casualmente, estava inventada uma nova moda, que encantava as estrangeiras que vinham passear no Brasil.
Foi nas revistas Manchete, Ele & Ela, Status e Playboy que Rose de Primo reinou em capas superbem produzidíssdimas e ousadas para a época. Além de estampar as primeiras páginas mais vendidas do país, era vista, também, em comerciais de TV. Atualmente, ela não vive mais da fama. Dedica a sua vida a Deus, servindo a uma igreja evangélica que pretas serviços aos necessitados, na Espanha, juntamente com o seu marido. E trabalha como decoradora.
Alta, morena, elegante, cabelos castanhos e ondulados, Rose de Primo vai para os seus 51 anos. Para ser a grande musa carioca dos anos 70, ela chegou à Cidade Maravilhosa, em 1964, juntamente com a mãe, Nayr, e os irmãos Edy e Tharik, todos crianças. Nove anos depois, mais precisamente no setembro de 1973, estampava a capa da revista Manchete, da Editora Bloch, avisando que não seria mais uma modelo de chegada. Viria para marcar. E marcou! A foto mostrava uma moreníssima queimada pelo sol de Ipanema, usando cabelos longos e pilotando uma moto. Encantou o mundo e consagrou a sua beleza brasileiríssima.

sábado, 13 de junho de 2015

FOTO DO DIA - GOL ANULADO

O Vasco havia vencido o Flamengo, por 2 x 0, em 20 de dezembro de 1958, com gols de Pinga e Almir. Interrompido para as comemorações de fim de ano, o Campeonato Carioca recomeçou em 3 de janeiro de 1959, com a “Turma da Colina” podendo liquidar a fatura, se vencesse o Botafogo. Rolou a "maricota" e os botafoguenses fizeram 1 x 0. O Vasco empatou, mas o árbitro Gualter Gama de Castro, que se dizia torcedor cuzmaltino, para comprovar total imparcialidade, anulou este tento surgido de uma cabeçada de de Pinga (foto), alegando falta, que teria sido cometida, por Roberto Pinto, na jogada anterior. Os repórteres que cobriram o clássico não viram irregularidade no lance. Com aquilo, Gualter levou o Vasco para um “SueprSuper”, atrasando a festa, que só foi encerrada 14 dias depois, após Vasco 2 x 1 Botafogo e Vasco 1 x 1 Flamengo. Por coisas como aquelas, o Vasco não gostava de jogar com apito de juiz vascaino.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

1 - Em 1954, o Vasco venceu dois e perdeu dois jogos pelo mesmo placar de 4 x 1. Respectivamente, contra São Cristóvão, Bangu, Flamengo e Corinthians. Primeiramente, pisou na bola, em 26 de abril, pelo Torneio Rio-São Paulo. Naquele vexame, no Maracanã, o tento cruzmaltino foi marcado por Naninho, e o time, treinado por Flávio Costa, derrapou com: Ernani, Elias e Belline; Mirim, Danilo e Benito (Jorge); Sabará, Vavá (Vadinho), Alvinho (Iêdo), Naninho e Djayr. Em 6 de maio, no Pacaembu, pintou nova escorregada pela mesma disputa interestadual. Sabará fez o gol de honra cruzmaltino e o time de Flávio Costa teve: Osvaldo, Dário e Belline; Amauri, Laerte e Beto (Alfredo); Sabará, Iêdo, Vadinho (Naninho), Alvinho e Dejair. O sucesso por aquele placar começou em 12 de dezembro de 1954, em São Januário, pelo Campeonato Carioca, diante do São Cristóvão. Os tentos foram de Vavá, Sabará, Parodi e... e o time escalado por Flávio Costa foi: Vicor Gonzalez, Elias e Mirim; Ely do Amparo, Laerte e Dario; Sabará, Pinga, Alvinho e Sílvio Parodi. O segundo grito de vitória rolou cinco dias depois, no Maracanã. Parodi (2), Vavá e Pinga pingarem na rede e o time teve: Barbosa, Paulinho e Bellini e Orlando, Écio e Coronel; Sabará, Teotônio, Delém, Roberto Pinto e Pinga.

2 - O lateral-direito Augusto da Costa foi o capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo-1950. Vascaíno, entre 1945/1954, era carioca, nascido em 22 de outubro de 1922. Em 20 jogos pelo selecionado, obteve 14 vitórias, três empates e três quedas, tendo sido campeão da Copa Rio Branco-1947 e do Campeonato Sul-Americano-1949. Marcou só um gol nessa sua história selecional.
UM CAPITÃO MUITO ECONÔMICO NOS GASTOS COM AS REDES.
3 - 24 de maio de 1931 - O Vasco encarou o uruguaio Sudamérica, amistosamente, em São Januário, com dois apitadores. Começou com Jorge Marinho, ligado ao Fluminense, e terminou com Carlos Scapinachis, atleta e jornalista no Uruguai. Na época, o futebol uruguaio, campeão da primeira Copa do Mundo-1930, e da Olimpíada-1928, era fortíssimo. Até clube sem expressão, como o Sudamérica, que não era da primeira divisão, despertava a atenção dos brasileiros. Reforçado por atletas de Wanderers, Olympia Club, Peñarol e Nacional, aquela galera veio excursionar ao Brasil. O Vasco mandou-lhe 4 x 2, com gols de Mattos (2) e Paes (2), jogando com: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Molla (Nevi); Bahianinho, Paes, Waldemar, Mattos e Sant’Anna.
NOME DO FILME: DOIS APITOS E SEIS GRITOS (DE GOL).
4 - 1993 - O Vasco foi indiscutível durante a campanha pelo título da Taça Rio. Nas finais, mandou 2 x 0 e 2 x 1, além de um 0 x 0, com no Fluminense. Foram 16 vitórias, cinco empates e quatro quedas, marcando 47 gols e sofrendo 19. A“Turma da Colina” ainda teve o principal artilheiro, Valdir 'Bigode', com 19 bolas nas redes.
VALDIR, FEZ CABELO E BARBA, COMO SE FALAVA, ANTIGAMENTE.
 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

 
Ita, Joel Felício, Caxias, Maranhão, Fontana e Barbosinha, em pé, da esquerda para a direita; Mário 'Tilico', Célio, Saulzinho, Lorico e Zezinho, agachados. Esta foi uma das formações do Vasco da Gama durante o Campeonato Carioca-1964. Mas o time não fez uma boa temporada, terminando em sexto lugar, com 11 vitórias, 7 empates e 6 derrotas.  Isso equivalia a 29 pontos ganhos e a 19 perdidos. O ataque marcou 44 gols e a defesa deixou passar 28 bolas para o fundo das redes.

2 - A dupla de zaga vascaína campeã mundial-1958, na Suécia, formada por Bellini e Orlando, tem histórias incríveis. Exemplo: Orlando Peçanha de Carvalho, chamado de ‘Senhor Futebol”, pelos argentinos, por jogar horrores, evidentemente, um dia, pisou, feio, na bola. Está no caderninho: 10 de dezembro de 1960, em Vasco 0 x 1 Fluminense. Para desespero do treinador Abel Picabéa, um “hermano”, o grande quarto-zagueiro vascaíno marcou um gol contra. Perdoável! Orlando tinha o crédito de ter marcado um gol (não era a dele), no dia 15 de abril de 1956, em Vasco 3 x 1 Besiktas, durante amistoso na Turquia.

3 - No tempo em que era quase proibido zagueiro subir ao ataque, Hideraldo Luís Bellini ajudou o Vasco a empatar, por 2 x 2, com o uruguaio Nacional, em Montevidéu, incendiando um amistoso em que os anfitriões abriram dois tentos de vantagem. Aconteceu no Estádio Centenário, construído para a I Copa do Mundo-1930. Era 1º de novembro de 1061, e o “Boi”, o apelido do zagueirão, por trabalhar duro, sem reclamar, partiu para o ataque e, com o seu gol, “revascainou” o time. Ficou tão cruzmaltinado, que o meia Viladônega igualar o placar, deixando os uruguaios embasbacados com a reviravolta.  

4 -  Por ser o capitão da equipe e exercer muita liderança (dentro e fora de campo), as vezes (poucas), Bellini exagerava com os árbitros. Depois de voltar do amistoso citado acima, no Uruguai, ele foi expulso de campo, por Vítor do Espírito Santo, em um clássico do Campeonato Carioca. Por reclamação. E aos 16 minutos, por discordar da marcação de um pênalti. Sem ele, o Vasco caiu, por 1 x 2, ante o Botafogo.

5 – Em um tempo em que jogador defensivo marcar gols não estava fácil, o Vasco foi ao Estádio Raulino de Oliveira, em 12 de abril de 2000, em Volta Redonda, e sapecou 3 x 0 no time da terra e do mesmo nome, apelidado, pela imprensa, de “Voltaço”. A dupla de zaga, formada por Júnior Baiano e Odvan, compareceu ao filó, respectivamente, aos 10 minutos do primeiro tempo, e aos 41 do segundo, enquanto o volante Paulo Miranda deixava o dele aos 44 da etapa inicial. Odvan gostou da brincadeira. Tanto que, uma sedmana depois, em São Januário, subiu ao ataque e, aos 22 minutos, colaborou para a goelada, por 5 x 0 sobre o Cabo Frio.

6 - Dizia o mais fanático dos botafoguenses, Carlito Rocha, que “praga de vascaíno dura 20 anos”. E o time alvinegro passou 21 temporadas sem ver o título estadual, após o 9 de junho de 1968, quando mandou 4 x 0 pra cima do Vasco, na final do Campeonato Carioca. Mas nem tinha como os cruzmaltinos encararem aquele “adversaraço, superiorzaço”. A “praga vascaína” pela goleada, no Maracanã, durou um ano e 12 dias a mais do que o previsto por Carlito, do qual os vascaínos guardavam bronca, por ter anulado um gol cruzmaltino, diante do Flamengo, na disputa de 1923, impedindo a “Turma da Colina” de ganhar o título carioca invicto – na época, representantes de clubes apitavam partidas.

 Moreira, Cao, Zé Carlos, Leônidas, Carlos Roberto 
e Valtencir, em pé; Rogério, Gérson, Roberto Miranda,
 Jairzinho e Paulo César Lima, agachados.
A “praga vascaína” de 1968 caiu com várias comemorações numéricas alvinegras: em 21 de junho de 1989, sob temperatura de 21 graus, com público pagante de 56.415 (5 + 6 + 4 + 1 + 6 = 21) e com o gol do titulo marcado aos 12 minutos do segundo tempo (12 é o contrário de 21), em Botafogo 1 x 0 Flamengo.  A historia das pragas entrou na vida vascaína a partir do Campeonato Carioca de 1937, quando o Vasco goleou o Andarahy, por 12 x 0. Chovia durante a noite da partida, e houve um acidente com o ônibus que levava o time vascaino ao estádio. O "Andara" poderia ter vencido por W x O, porque o Vasco chegou com uma hora de atraso. Mas recusou-se, preferindo esperar pelo rival. Então, aborrecido pela goleada, o ponta-esquerda Arubinha teria jogado uma praga nos vascaínos: só dentro de 12 anos voltariam a ser campeões. E, ainda, teria enterrado um sapo no meio do gramado de São Januário, diz a lenda. Se Carlito Rocha errou por um ano a mais, Arubinha errou por um ano a menos. O Vasco foi campeão carioca, em 1945. E as duas pragas desmoralizaram as pragas, tornando-as pragas inexatas.