Vasco

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MEIA-TRAGÉDIA DA COLINA

 Tragédias pela metade? Com o Almirante já rolou. Podes crer! No 25 de fevereiro de 1993. Dia de mais uma grande vitória, mas, também, de uma decepcionice.... para o tesoureiro da Colina. 
Na data, embora a rapaziada tenha sapecado 6 x 0 nos costados do América, de Três Rios-RJ, o funcionário do Almirante  saiu do estádio quase chorado. Evidntemente, nunca se soube e alguém que chorou após o seu time mandar uma goleada. Mas o tesourinha quase aarranca os cabelos, por conta da pouca comparcença de pagantes à pugna: 1.029 . Era uma quinta-feira e, com o que sobou para o seu clube, não dava para pagar à peãozada que trabalhava em São Januário e deveria morder uma graninha, na sexta - quando saíria da Rua General Almérico de Moura pra ir ao boteco do português ladrão, do lado do estádio, pra molhar o pescoço por dentro, evidentemente.
Quanto à refreta goleadeira, Valdir Bigode (2), Bismarck (2), Carlos Alberto Dias e Alexandre Torres mexeram no placar. Treinado por Joel Santana, o time mandou ver com: Carlos Germano; Cláudio Gomes (Tinho), Jorge Luiz, Alexandre Torres e Cássio; Luisinho, Leandro Ávila (Sidney), William e Carlos Alberto Dias; Bismarck e Valdir.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

HISTÓRIAS DO GAMA - ALMIR VIEIRA

Supervisor gamense da grande temporada-1979, Almir de Azevedo Vieira esteve sempre ligado ao esporte, desde quando chegou a (então sendo construída) Brasília, em 1957. Servidor do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões do Industriários, futuro INPS e atual INSS), ele não tinha tempo para jogar futebol, como o fazia no Rio de Janeiro, sendo meia-esquerda ou centroavante.  Sem poder correr atrás do placar, o (louco por futebol) Almir se juntou à turma da bola, pelo lado de fora do campo e participou da criação do Clube de Regatas Guará. E se juntou à moçada desportiva pra pedir tratores a órgãos governamentais para fazer campos de futebol.

- Ajudei a construir um dos primeiros campos (de futebol) de Brasília, Foi onde havia sido o hospital do IAPI. Mais pra frentee, ajudei a fazer um campo para lazer de operários, na hoje 305 Sul – lembra ele, que chegou a jogar algumas peladas na quadra do IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), na atual 208 Sul.

Almir Vieira reproduzido de álbum de família 

  Depois de suas primeiras participações nas esportividades candangas, o carioca Almir Viera só voltou ao ramo, em 1965, como cartola do Clube dos Inapiários (depois, Clube dos Previdenciários), militando com o futebol mirim. Adiante, participou de diretorias desportivas de Cota Mil, Monte Libano, CR Guará, Grêmio Esportivo Brasiliense e Corintians do Guará, que se juntou ao Humaitá e ao CR Guará pra se ter um só representante da cidade-satélite do Guará no futebol gerido pela Federação Metropolitana de Futebol, em 1976. Um pouco antes, fora supervisor da Seleção Brasiliense Juvenil-1976 e de um selecionado profissional formada para enfrentar o Atlético-MG, em data festiva de 1977.

 A liderança mostrada por Almir durante aquelas as atividades citadas acima levou a Sociedade Esportiva do Gama a “requsita-lo”, como gostava de falar. No Periquitão, ele foi um dos responsáveis pela contratação do treinador Martim Francisco, velho amigo dos seus tempos vascaínos.

 Nascido no 16.04.1926 e vivente até o 05.03.2028, aos 91 de idade, o jovem Almir era atleta do futebol juvenil do São Cristóvão, quando recebeu convite para mudar-se para o Vasco da Gama. Subiu ao time de aspirantes, que tinha dedo de Martim Francisco (campeão carioca-1956) e, ao se profissionalizar, passou pelos paranaenses Coritiba e Água Verde. Mas estava escrito que, na temporada seguinte, ele chegaria ao futuro novo DF para, em 1979, entrar para a história do Gama.         

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 5

“O primeiro jogo que vi do Vasco foi vencendo a seleção da Alemanha, por 3 x 2, no Maracanã. Eu tinha uns 12 anos de idade, não mais do que isso, e nunca me esqueci. Fui com o meu pai, o meu avô e um tio, todos vascaínos de quatro costados. O meu tio era tão fanático que fazia um álbum colando os recortes de todos os jogos do Vasco que ele assistia. Como criança se lembra de tudo, eu ainda tenho na memória o meu pai passando uma mão pela cabeça, quando os alemães fizeram o primeiro gol da partida. Não me lembro mais de como seguiu o placar, mas lembro bem que o vovô Válter abraçou o meu pai, Seu Cesário,  e o Tio Alberto, o meu padrinho e a quem homenageio no nome, comemorando a vitória”. Edgar Alberto Silva Ramos – Rio de Janeiro.

KIKE NO LANCE – O jogo não foi contra a seleção alemã principal, mas a da então Alemanha Oriental, comunista, da época do muro de Berlim.  Aconteceu em  17 de janeiro de 1965 e valeu pelo I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, no Maracanã, com arbitragem de Eunápio de Queirós, auxiliado por Armando Marques e Antônio Viug. Rendeu antigos Cr$ 19 milhões, 701 mil, 493 cruzeiros. Peter Ducke abriu o placar, aos 21 minutos. Célio, cobrando pênalti, empatou, aos 23; Frenzel fez mais um para os visitantes, aos 27, enquanto Maranhão, aos 38, e Célio, novamente, aos 39, fecharam o placar. Zezé Moreira era o treinador e o Vasco jogou com: Ita; Massinha, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e lorico; Mário, Sauzinho, Célio e Zezinho. A Alemanha Oriental era: Weigang; Fraesdorf, Walter, Pankau e Koerner; Geisler e Erler; Frenzel, Noelner, Peter Ducke e Vogel (Roland Ducke).

BELAS NA ESPORTIVA - AQUÁTICAS

 Estas são as garotas do balé aquático de Crisca. Mais precisamente, Crisca Jane Cotton, professora de Educação Física e tradutora, para o português,  das regas do nado sincronizado. Além de atriz nas cenas da modalidade, em “Tem Boi na Linha”, com Zé Trindade e Wilza Carla (1957), tempos das chanchadas da Atlântida.
Na época em que o Nº 21 da “Manchete Esportiva”, de abril de 1956, “ektacromou,  oloridssimamente”, o grupo de Crisca, as lentes de Jader Neves e de Jankiel Gonzgarowska deram um recado maneiro para o texto de Meg. Veja a graça das gatinhas nas fotos. Concorda?
Desde 1947 que Crisca tinha o seu grupo de balé aquático. E o danado parecia ter visgo. Pelo menos, ela confidenciou à repórter que suas meninas se casavam, descasavam e voltavam para o grupo. Entregou duas: Mina e Luciana Alencasatro.      
Uma fã do trabalho de Crisca foi a primeira dama Sarah Kubitscheck. Chegou a encomendar-lhe uma apresentação da moçada, para uma de suas festas beneficentes. E Crisca, então, produziu uma peça chamada “Oh”, pela qual a turma levava presa ao maiô uma bateria luminosa, que acendia, frequentemente, levando à assistência a impressão de  ver estrelas brilhando, ou pirilampos sobre uma piscina escura.
Quem trouxe o nado sincronizado para o Brasil foi a nadadora Maria Lenk, em 1943. Ele fez uma pesquisa acadêmica e criou, na Escola de Educação Física da Universidade do Brasil-RJ, uma equipe de bailarinas aquáticas, sem visar competir. Só em 1948, na Associação Cristã de Moços-RJ,  promoveu a primeira disputa. No entanto, a verdadeira fase competitiva só começou, pra valer, a  partir de 1954, durante os Jogos da Primavera, que eram promovidos pelo “Jornal dos Sports”.
                                                                                                                                 

A graciosidade das meninas de Cris Jane encantavam  Sarah Kubitscheck
Crisca Jane Cotton é, também, considerada pioneira do nado sincronizado brasileiro. Mas dispensava mais destaque à dança, ao contrário de Maria Lenk, que preferia o lado desportivo. Afinal, Lenk fora nadadora olímpica, primeira mulher sul-americana a participar dos Jogos, e, quebradora, em 1939, de recordes mundiais, nos 200 e nos 400 metros nado peito, respectivamente, com 2min56s90 e 6min15s80

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O ADMIRÁVEL ALMIRANTE - 4

"Comecei a frequentar estádios muito cedo, levado por meu pai. Tenho uma lembrança muito vaga daquela que foi, provavelmente, a primeira vez em que vi o Vasco jogar. O adversário foi o América e o local, São Januário, numa tarde de muito sol, certamente, um domingo. As imagens esparsas que persistiram na minha memória são acompanhadas de cheiros. O cheiro de laranja misturado com o dos chapéus de palha oferecidos por vendedores ambulantes na entrada das arquibancadas na esquina das ruas São Januário e Bonfim (essa entrada, que já não existe mais, foi demolida quando foi aberta a rua Francisco Palheta). O cheiro de grama ao desembocar na arquibancada pelo túnel principal em frente ao meio de campo. Além disso, me lembro da gritaria da torcida em dois momentos, que foram os dois gols do Vasco. Em ambas as ocasiões, meu pai me levantou e me pôs montado no seu cangote.
Muitos anos depois, verifiquei nos arquivos que o único jogo que se encaixa nesse perfil é Vasco 2 x 1 América, em 2 de setembro de 1962. Portanto, eu tinha cinco anos e meio. Nessa época, eu conhecia o nome de apenas alguns jogadores vascaínos. Alguns, lembrados até hoje pelos torcedores mais antigos, e outros de quem praticamente ninguém se lembra mais. Saulzinho, Sabará, Brito, Lorico (desses, todos se lembram), Da Silva (só porque meu pai vivia a elogiar o arisco ponta-esquerda) e Vevé. Sim, não se trata do famoso artilheiro bicampeão mundial Vavá, que inclusive já tinha deixado o Vasco, há anos. Vevé, que no meu pensamento infantil, era também um artilheiro. Durante muito tempo, eu não compreendi o motivo da minha impressão de que o Vasco tinha tido um jogador de quem ninguém, nem meu pai, se lembrava. Confusão de quem ainda era muito criança para ter uma boa noção das coisas, talvez. Mas quando encontrei nos arquivos a súmula daquele jogo, entendi tudo. Constatei que não somente ele realmente existiu, como também tinha feito o primeiro gol daquela partida. Meu primeiro "Almirante" foi Everaldo Batista Lopes, o desconhecido e esquecido Vevé. Mauro Prais - Estados Unidos. (Foto reproduzida de capa da Revista do Esporte).

KIKE NO LANCE - - Vasco 2 x 1 América citado pelo leitor acima foi jogado no Estádio Club de Regatas Vasco da Gama, o nome oficial do chamado São Januário, que é o da rua que faz fundos com a General Almério de Moura, a da frente, onde está o portão de entrada da sede cruzmaltina. O juiz foi Armando Marques e os gols marcados por Vevé e Saulzinho, com Nilo descontando para os americanos. Naquela tarde, o treinador Jorge Vieira escalou este time: Humberto Torgado, Paulinho de Almeida, Brito, Barbosinha e Dario; Nivaldo e Lorico; Joãozinho, Saulzinho, Vevé e Da Silva.