Vasco

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segunda-feira, 20 de março de 2017

FOTO DO DIA - CABRA DA PESTE VASCAÍNO

Não é preciso dizer que os fotógrafos do Club de Regatas Vasco da Gama – www.crvascodagama.com.br – são supercompetentes. Confira, por exemplo, nesta foto de Marcelo Sadio. O carinha teve a sensibilidade de captar o instante em que um torcedor chegava ao treino vascaíno, em São Luís do Maranhão, para expressar o seu apoio ao time que fora enfrentar o Sampaio Corrêa, pelo Campeonato Brasileiro da Série B-2014.
    O Vasco é muito querido nas regiões mais distantes do Rio de Janeiro porque, nas décadas 1940/1950, teve os times mais fortes do Brasil, chamados de "Expresso da Vitória". Coincidiu com o período governado pelo presidente (da república) Getúlio Vargas, que deu à Rádio Nacional-RJ os transmissores mais potentes do continente sul-americano. Assim, todo o país ouvia o Vasco da Gama bater, sem pena, em quem aparecesse para desafiá-lo. Os parabéns do "Kike" ao Marcelo Sadio pelos golaços de clicks. Valeu, garoto!
   
Needless to say that the official photographer of Club de Regatas Vasco da Gama - www.crvascodagama.com.br - the glorious Marcelo Sadio is supercompetente. Just check the photos you daily, it shows in your telinha.Uma this one is there. Sadio had the sensitivity to capture the moment when the fans came to training the boys in São Luís do Maranhão, to express their support for the "Admiral".
Vasco is well liked in the most distant regions of Rio de Janeiro because 1940/1950 decades, had the strongest teams in Brazil, called "Expresso da Vitória". Coincided with the period ruled by the President (Republic) Getúlio Vargas, who gave Radio Nacional-RJ the most powerful transmitters of the South American continent. Thus, the whole country could hear the beating Vasco da Gama, without penalty, in whom appeared to challenge him. Congratulate the "Kike" by Marcelo Sadio, great goals of clicks. Thanks, kid!

domingo, 19 de março de 2017

O DOMIGO É DIA DE MULHER BONITA - "BLOODY MARY", A RAINHA SANGUINÁRIA

Reprodução de wpedia.goo.ne.jp
Quando o cortador de cabeças Henrique VIII, rei da Inglaterra, traçou a rainha Catarina de Aragão, a primeira das suas seis esposas, eles jamais imaginariam apresentar aos súditos  uma menininha que, futuramente, seria rainha e aterrorizaria as calçadas das igrejas, fazendo do sangue humano um do seus cardápios prediletos. Chamou-se Maria Tudor, sucedeu ao irmão Eduardo VI, viveu entre 1516/1558 e ganhou o apelido de “Bloody Mary”.
 Rainha, a partir de 1553, a terrível Mary começou a perseguir os protestantes, fanatizada pelo restabelecimento do catolicismo entre os ingleses. Além de sanguinária, ela era, também, bonita e gostosa, despertando o apetite e olhares gulosos de quem a via. Tinha um par de peitos alucinantes, segundos taradinhos do reino, embora eles estivesse sempre cobertos pelos vestidões daquele tempo.
Pelas alcovas, as encarregadas de vestir Mary Tudor fuxicavam que ela já raspava as axilas e as perfumava com sumo de pétalas de rosa. Esticava-se, nuazinha na cama, com os braços estendidos para trás, a fim de o parceiro cheirar as suas "axes", triplicar a potência sexual e dar-lhe orgasmos múltiplos, a cada "umazinha", durante várias sessões de uma mesma orgia. Falavam também que, para manter a sua tremenda beleza,  Mary banhava-se com o sangue de meninas jovens e virgens.
Um dia, porém, Maria Tudor teve, também, o seu sangue derramado. Pelo filho de Carlos V, o conquistador Felipe II, futuro rei da Espanha e de Portugal. O carinha arrombou-lhe a "perseguida", em 1554, matando os súditos dela de ciúme. União  muito pior para os ingleses como nação, pois eles, quando foram à guerra, contra a França, perderam a cidade de Calais, em 1558.     
Cena do filme "Elizabeth" - Divulgação

Em torno de “Bloody Mary” há várias lendas. Uma delas livra a cara de Maria Tudor e transfere a conta para uma mulher acusada de ser bruxa e que teria sido queimada viva na fogueira acesa pela Inquisição. Enquanto esquentava a pele, ela teria amaldiçoado todos os que repetissem o se nome, que seria Mary, evidentemente.
Uma outra versão entrega o caso a Elizabeth Bathory, uma Drácula de saias. Há uma, também, contando que uma outra Mary teria sido uma linda mulher que ficara com o rosto desfigurado por um acidente. Em razão disso, sobraram-lhe cicatrizes que levavam as pessoas zombarem dela. Indignada, ela teria feito um pacto com o demônio para vingar-se de quem a tripudiasse.
 
Cartaz do filme Elizabeth -Divulgação
NO CINEMA – Em 1998, os norte-americanos levaram Maria Tudor para as telas, em uma produção de 124 minutos, com direção do indiano Schekhar Kapur e com Cate Blahchett no papel principal. Recebeu o título de "Elizabeth", pois deu mais destaque para a irmã que a sucedeu, dentro de um drama em meio a desavenças religiosas.
Em 1999, o filme concorreu ao “Oscar” – principal premiação do cinema nos EUA e mundial – , tendo sido premiado no critério “Melhor Maquiagem”. No mesmo ano, uma outra importante  premiação, a “Globo de Ouro”, valeu a Cate Blanchett o título de       Malhor Atriz”, mesma honradez do BAFTA-1999, que premiou a película, ainda, como melhores filme britânico, trilha sonora, fotografia, maquiagem e a ator coadjuvante, Geoffrey Rush – Maria Tudor foi uma figura curiosa. 
Nos bares brasileiros, Bloody Mary segue viva. Basta pedir um coquetel à base de vodka, molho de tabasco, suco de tomate, suco de limão, pimenta e molho Worcestershire. De sua parte, o Kike produz uma versão que chama de “Sangue de Vampiro”, misturando aguardente com Campari. Fica vermelhinho – de vergonha, da parte de quem não molhar o pescoço por dentro.







sábado, 18 de março de 2017

KIKE EDITORIAL-15, OU O VENENO DO ESCORPÍÃO - O GRANDE MENTECAPTO

 No dia 15 deste março, o líder do Governo n Senado, Romero Jucá, envergonhando o povo de Roraima, que o elegeu, mostrou ao país até onde pode ir a falta de uso de “óleo de peroba” entre os políticos destas plagas. Teve a coragem de apresentar Proposta de Emenda Constitucional-PEC, deixando os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tupremo Tribunaol Federal fora de investigações por atos passados ao exercício de suas funções, durante o mandato.
Está na caderneta que a proposta acima só vale para o “cara”, o  presidente da República. Ignorando-a, o líder governista jogou o vidro de óleo no lixo e disse, em plenário: “Se os senhores (senadores) tiverem a coragem de restabelecer a seriedade, o compromisso e a responsabilidade da instituição, votarão comigo!” – discurso de um grande mentecapto, maior do que o personagem do livro de Fernando Sabino.
De acordo com o sociólogo Vamiré  Chacon, da Univerdade de Brasília, um povo gasta três séculos para mudar a sua mentaliudade. Logo, até chegarmos aos nossos “hexanetos” – já somos penta! – as futuras gerações de brasileirinhos ainda terão muito que conviver com cabeças que deveriam ter vivido à época da Revolução Francesa (1789/1799), quando, seguramente, seguiriam a de Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.
O líder governista é alvo de oito inquéritos criminais no Supremo Tribunal federal e contou com o apoio assinado de 28 senadores de nove partidos das base governista, entre eles Renan Calheiros, aquele  que pagava as despesas de uma capa de Playboy com grana entregue por um lobista; Aécio Neves, o inventor do 13º salário para deputados federais, e Edison Lobão, ex-jornalista e amigão do ex-presidente-ditador Ernesto Geisel. Quem não se lembra destes “grandes brasileiros, em abril de 2016? Votaram – Jucá e Lobão, inclusive, foram ministros do governo do PT – pelo “impeachment” da então presidente da República, Dilma Roussef, alegando ser necessário a volta da ética e da moral que, segundo eles, a mulher teria mandado para Plutão.
A meta da PEC “jucariana”, retirada de circulação, pouco depois de apresentada, seria, evidentemente, atrapalhar a investigação contra corruptos na chamada Operação Lava Jato. O dito cujo, por sinal, antes já havia comparecido ao recinto senatorial, levando aos seus pares proposta de incluir parentes de políticos dentro do projeto que propunha regime diferenciado para regularizar contas bancárias no exterior sem o conhecimento da Receita Federal, a chamada por Lei de Repatriações de Recursos.
Se emplacasse a sua vergonhosa blindagem, o líder governista impediria, por exemplo, investigações contra o deputado carioca Rodrigo Maia e o senador cearense Eunício de Oliveira, respectivamente, presidentes da Câmara e do Senado, citados, como a imprensa já divulgou, por várias vezes, amaciados para não serem tão fanáticos durante depoimentos contra investigados pela Lava Jato.
Pernambucano, nascido em 1954, o líder governistas graduou-se em Economia e cumpre o seu terceiro mandato no Senado. Antes do atual cargo, foi ministro do Planejamento do presidente Michel Temer, tendo saído após a divulgação de conversa publicada pela imprensa na qual ele sugeria “um pacto para barrar a Lava Jato”. Ele foi para Roraima, em 1988, como último governador do então território e, pouco depois, primeiro do recém-criado Estado. Seu primeiro grande voo político em Brasília foi ser ministro da Previdência Social do governo do presidente Lula. É proprietário da principal cadeia de comunicação de Roraima – duas TVs, um jornal diário e duas emissoras de rádio, em Boa Vista – depois da proposta de blindagem aos políticos investigados pro currupção,  é um ótimo candaidato a judas, neste sábado de aleluia que vem por aí. Confere?

sexta-feira, 17 de março de 2017

VASCO DAS CAPAS - FERAS NO ATAQUE

Tesurinha, Ipojucan, Edmur, Maneca e Friaça, pela ordem na foto, fizeram a capa do Nº 703 de “Esporte Ilustrado”, de 27 de setembro de 1951. A fotografia, sem identificação do autor, foi da goleada, 5 x 2, sobre o Madureira, placar abordado por Levy Kleiman, em seu editorial, à página 3, sob o título “Não há mais invictos”.
Aquela era a 7ª rodada do Campeonato Carioca e o Time da Colina, com cinco vitórias e uma queda, marcando 16 e sofrendo 9 gols, era um dos ponteiros, ao lado de Bangu e Fluminense. Escreveu Kleiman: “O Vasco, por sua vez, desforrou-se do seu último revés (frente ao Flamengo), goleando seu velho freguês, o Madureira. Edmur firma-se na ofensiva como verdadeiro ‘artilheiro’, tendo marcado nada menos que três tentos” – era o terceiro colocado na corrida pela artilharia, com cinco bolas nas redes.
Ao lado do editorial, Benjamin Wright analisava – “Vitória tranquila do Vasco” – a goleada, contando que o anfitrião não tiveram dificuldades para construir um placar cômodo, na primeira etapa, e que segurara a onda, na etapa final, vendo que era “perfeitamente dispensável um esforço maior”. Benjamin destacou as atuações de Clarel e Jorge, na defesa, e de Edmur e Maneca, no ataque. Na página 2 estavam os gráficos dos gols vascaínos, desenhados por William Guimarães, ajudado pelo "observador" Armando Nobre.
Embora tivesse “capeado” o Vasco, o restante da publicação não trazia a cobertura da goleada, com o seu costumeiro show de fotos. Apenas, registrava a ficha técnica, na antepenúltima folha.
Vasco 5 x 2 Madureira foi em 23 de setembro dee 1951, um domingo, em São Januário, com renda de Cr$ 34 mil, 854 cruzeiros. A edição refere-se ao árbitro, apenas, como Molina, e informa que o time cruzmaltino formou com: Barbosa, Augusto e Clarel; Alfredo Ely e Jorge; Tesourinha, Ipojucan, Edmur, Maneca e Friaça.