Vasco

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

HISTRORI&LENDAS DA COLINA - BATEDOR

1 - Em 1931, os times espanhóis e portugueses eram batidos, facilmente, pelo Vasco, que excursionou ao Velho Mundo. Então, a "portugada" montou uma seleção à base de Benfica, Vitória e Casa Pia, para tentar segurar os vascaínos. Levaram 4 x 2, com Russinho fazendo a festa: três bolas na caçapa – Nilo mandou a outra. 

2 time cruzmaltino era treinado por Harry Welfare e deixou os lusitanos de quatro por conta de: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahianinho, Carvalho Leite, Nilo, Russinho e Mário Matos.
 
3 - Em 15 de julho de 1967, no primeiro minuto do segundo tempo, o zagueiro Brito cobrou pênalti,  em jogo da Taça Guanabara, virando o placar para Vasco 2 x 1 Fluminense. Significado do chute: ele terminou a temporada com sete gols na conta e, até 2 de outubro de 2011, manteve-se como o maior zagueiro-goleador cruzmaltino. Só foi superado 44 temporadas depois, por Dedé, em Vasco 2 x 2 Corinthians – ao final de 2011, Dedé chegou a 11 bolas na caçapa

4 - A data 15 de julho tem uma curiosidade. Nela, o Vasco empatou, em duas oportunidades, pelo mesmo placar, de 0 x 0, com um mesmo adversário nascido na colônia italiana de São Paulo e que, para o segundo encontro, apresentou-se com um outro nome. Em 1937, em uma quinta-feira, encarou o Palestra Itália, amistosamente,  na capital paulista. Em 1951, o adversário já se chamava Palmeiras e o duelo valeu pela Copa Rio, em um domingo, no Maracanã. Motivo da troca de nome: durante a II Guerra Mundial, os italianos eram inimigos dos brasileiros.

5 – Mesmo goleando o Madureira, por 4 x 2,  pelo Campeonatoo Carioca-1951, os vascaínos ficaram igualados ao Bangu, ao fnal da sétima rodada, com o mesmo número de jogos (6), vitórias (5); derrotas (1); pontos ganhos (10) e perdidos (2). Mas os banguenses eram os lídedres, por terem marcado um gol a mais (16 x 15). O “Almirante”, no entanto,  mantinha melhor saldo de gols (9), contra 6 dos rivais.  Vasco 5 x 2 Madureira rolou em 23 de setembro, em São Januário, com Edmur sendo o “cara da tarde”, mandando três bolas ao filó – Friaça e Maneca fizeram os outros dois, com 4 x 2 sendo o placa r da primeira etapa. A moçada do dia foi: Barbosa, Augusto e Clarel; Alfredo, Ely e Jorge; Tesourinha, Ipojucan, Edmur, Maneca e Friaça.    

                                      

 

domingo, 3 de dezembro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS 1ªs CAMPEÃS DO VÔLEI SUL-AMERICANO

                                                              DÁ-LHE BRASIL!                    
Na foto aqui em cima, reproduzida da página 18 da revista carioca “Esporte Ilustrado, de 27 de setembro de 1951, você vê, da esquerda para a direita, em pé: Helena Bins, Adair, Rosinha, Pequenina, Joana, Marly e o treinador Roberto Davis; agachadas na mesma ordem: Vera, Daise, Helena Valente, Marlene, Carminha e Coca.  Elas foram as vencedoras do I Campeonato Sul-Americano de Voleibol.
 A disputa rolou  no Rio de Janeiro, mais precisamente no ginásio do Fluminense, tendo as “brasucas” vencido, na última rodada, as “hermanas” argentinas, por  2 x 0 e parciais de 15 x 2 e 16 x 6, o que mostrou tremenda superioridade delas, com destaque para Helena Bins, Helena Valente, Vera e Pequenina.
Para aquela partida, as meninas do Brasil haviam ido credenciadas por uma vitória de maior porte, ainda, também por 2 x 0, pelas parciais de 15 x 1 e 15 x 2, diante das peruanas, atuando com Adair, Coca, Rosinha, Marlene, Marly, Helena Valente e Joana.
As brasileiras conquistaram três vitórias indiscutíveis, deixando as uruguaias vices (duas vitórias e uma derrota, para o Brasil, na primeira rodada); as peruanas em terceiro lugares (venceram uma e perderam duas) e as argentinas na "lanterna", perdendo os três jogos disputados.      
Obs: o certame teve, também, jogos masculinos e o título ficou, igualmente, com o Brasil, que bateu todos os adversários, deixando a classificação final com  Paraguai, Uruguai e Argentina lhe seguindo.

 In the photo above, reproduced from page 18 of the carioca magazine "Esporte Ilustrado, September 27, 1951, you see, from the equator to the right, standing: Helena Bins, Adair, Rosinha, Pequenina, Joana, Marly and coach Roberto Davis ; hidden in the same order: Vera, Daise, Helena Valente, Marlene, Carminha and Coca. They were the winners of the I South American Volleyball Championship.
Marlene, Coca, Rosinha, Adair, Marli e Helena Valente, da esquerda para a
 direita, campeãs continentais indiscutíveis
 The dispute rolled over in Rio de Janeiro, but precisely in the Fluminense gym, with the "braids" won, in the last round, the Argentine "sisters", for 2 x 0, with partial 15 x 2 and 16 x 6, which It showed tremendously superiority of the champions, as highlighted in the decision for Helena Bins, Helena Valente, Vera and Pequenina.
For that match, Brazilian girls had been credited for their biggest win, though, also for 2 x 0, partial 15 x 1 and 15 x 2 skins, in front of the Peruvians, acting like Adair, Coca, Rosnha, Maelwnw , Marly, Helena Valente and Joana.
The Brazilians conquered three indisputable victories, leaving the Uruguayan vices (two victories and one defeat, for Brazil, in the first round); Third placed Peruvians (they won and we will lose two) and the Argentines in last place, losing the three games played.
OBS: the event also has male games, and the title was also like Brazil, which beat all the opponents, being in the classification, followed by Paraguay, Uruguay and Argentina.





 

sábado, 2 de dezembro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO - GUSTAV KLIMT, UM AUSTRÍACO QUE PASSAVA O PINCEL (51)

  O pintor austríaco Gustav Klimt foi um ds principais ajudantes no abandono da arte acadêmica, em seu país, e na chegada do modernismo à Europa. Por ali corria o século 19 e ele vivia a todo o vapor, chegando a pintar, simultaneamente, três a quatro telas. E ainda encontrava tempo para traçar todas as lebres que pintassem pelo seu ateliê.
Reproduzido de www.neuegalerie.org
 Por aquele tempos profícuos, em todos os sentidos, para Gustav Klimt, a Áustria vivia, sobretudo a capital, Viena, os bons tempos musicais do compositor Arnold Schöenberg (1874 a 1951); curtia-se Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (1889 a 1951), um responsáveis pelas transformações linguísticas na filosofia da mente, e rolava a notável psicanálise de Sigmund Freud (1856 a 1939).
 Eram tempos de uma elite austríaca moralista e xenófoba. Por exemplo, mulheres que expressassem o desejo de votar ou de fazer um curso superior eram consideradas degeneradas. Imagine ir ao ateliê de Gustav Klimt! Mas havia quem não estava nem aí. Inclusive, muitas damas da “alta soçaite” que faziam fila para cairem no pincel de Gustav (e, consequentemente....)
UM A DELAS FOI Adele Bloch-Bauer, traçada aos 17 aninhos. Quando ele contou-lhe sobre como faturava todas, ela adorou e disse: “Eu também quero”. Mas quem abriu o caminho para o planeta conhecer uma das pinturas mais famosas de todos os tempos – Dama Dourada – foi o marido dela, o industrial açucareiro Ferdinand, que convenceu Gustav a colocar a sua esposa em seu pincel.
Reprodução de www.klimt.com
Gustav Klimt levou quatro anos para aprontar a tela, o que significa que deve ter gastado muita pinceladas. Tanto que Adele foi a única mulher que ele pintou mais de uma vez. Da mesma forma, o marido dela deve ter gostado mais ainda de sabê-la posando como modelo de Gustav, pois encomendou uma segunda pintura, que recebeu o nome de “Judith 1”, na qual a parceira aparece com um seio à mostra e expressando fisionomia de orgasmo, aos 20tinho de idade, em 1901.
 Se críticos de arte imputavam a Gustav Klimt a fama de “viver relações vergonhosas com as mulheres”, as suas modelos eram as suas maiores defensoras. Uma delas Serena Lederer, que surge na tela usando um longo vestido branco, em 1899 – época do casamento de Adele com Ferdinand – não contentou-se em só defendê-lo e ser pintada por ele. Após a moldura esta pronta, passou a ter aulas de desenho e a recebê-lo em sua casa de campo. Afinal, o cara era bom demais em seu ofício de usar o pincel e o lápis.
 NEM SÓ Adele Bloch-Bauer chegou, aos 17 de idade, ao ateliê de Gustav. Também, Maria Zimmermann Mizzy, dona de uma vasta cabeleira ruiva e de belos seios. A gatinha, que sonhava ser pintora, topou posar nua  e, logo, foi mais uma “lebre abatida” pelo mestre da sacanagem, que explorava bastante os temas eróticos em suas telas. Myzzi terminou ficando barrigudinha de um Gustavinho.
Reproduzido de
www.pinterest.com
 A arte de Gustav Klimit, no entanto, não agradava aos nazistas. Em 1937, entre os milhares de telas que eles confiscaram e venderam para fazer caixa para o partido, o carinha entrou no rolo. Para Paul Joseph Goebbels, dono de uma impressinante oratória em públcio e ministro da propaganda da Alemanha de Hitler, entre 1933 e 1945, o que Gustav Klimt pintava “era um lixo”.
 Se Adele Bloch-Bauer (1881 a 1925) estiver reencarnada, com certeza, terá ficado muito alegre por saber que as pinceladas que Gustav deu-lhe valeram a quinta tela mais cara da história das artes plásticas: 135 milhões de dólares – está na Neue Gallery, em Nova York.
O mesmo orgulho poderá ter tido Maria Zimmerman Mizzy, se, também, já voltou. A sua familia gastou meio-século em brigas judiciais para recuperar cinco telas em que ela posou para Gustav – cabra bom...! Na parte de passar o pincel.   

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

HISTÓRIAS DO KIKE - O GARRINCHA SUECO


REPRODUÇÃO DE ARQUIVO DO JORNAL DE BRASÍLIA 

 


Em um dos muitos dias de 1963, Gunnar Göransson estava a em seu país, a Suécia, onde a torcida idolatrava os jogadores brasileiros que haviam conquistado a Copa do Mundo-1958, em Estocolmo, a capital nacional. Foi quando ele assistiu ao jogo de um time chamado Atvidaberg e um ponta-direita lembrou-lhe Garrincha. Imediatamente, propôs-lhe jogar pelo Flamengo. No que o carinha topou.

Gunnar era diretor de uma empresa sueca no Brasil e cartola rubro-negro. Por lei, proibia-se estrangeiro de ser dirigente dos nossos clubes, mas Göranson, sujeito tão correto e prestador de tantos serviços ao futebol brasileiro, levou o Conselho Nacional de Desportos a abrir uma licença especial para ele colaborar com o Flamengo.

Pois bem! Geraldo Romualdo da Silva, um dos maiores nomes da história da crônica esportiva brasileira, contou-me que o “Garrincha Sueco” deslumbrou-se com o Rio de Janeiro. Para quem havia saído de um frio de rachar e encontrando um calor tropical de encher praias, fora admirável. Principalmente, vendo passar lindas morenas, alegres e sorridentes, desfilando (pelas areias de Copacabana e de Ipanema) biquínis intensamente convidativos ao pecado. E o “Garrincha Sueco” deu um de Garrincha brasileiro, o original, o Mané. Curtiu todas as alegrias da Cidade Maravilhosa.

Por aquele tempo, ainda não havia o lance de torcedor e imprensa sair caçando jogador pelas “night”, vasculhando baladas. Mas o Flamengo já tinha os seu agentes “00Gávea” espionando a rapaziada, afirmava Geraldo. Rápido, eles identificaram porque o sueco não rendia nada durantes os treinos. E o mandaram embora. Roger Magnusson, o nome da fera, partiu dizendo que o Fla não lhe fizera nenhuma proposta para a sua contratação, enquanto o clube alegava falta de empenho durante os treinos, relembro o escriba do “Jornal dos Sports”.

O “Garrincha Sueco”, então, voltou para o frio da Europa, a fim de defender o Colônia, da Alemanha e a Juventus, da Itália, onde foi campeão italiano, em 1968. No mesmo ano, seguiu para o francês Olympique, de Marselha, cuja torcida o idolatrou, pelos dois títulos que ajudou o seu time a ganhar, de campeão nacional e da Copa da França. Passou, em seguida, por clubes menores e parou em 1977. Antes, disputou 14 jogos e marcou três gols pela seleção sueca.

Em 1967, Gunar Göransson trouxe mais um sueco que não chegou a jogar, só treinou, o zagueiro Kurt Axelsson. Foi se dar melhor no Brugge, da Bélgica, e como titular da seleção do seu país, durante a Copa do Mundo-1970, no México.

Quer dizer: enquanto os brasileiros adoram as loiras (geladas e suecas), os suecos adoram as morenas (fatais e sorridentes) brasileiras. Só não trocam preferências com bola rolando.