Vasco

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

HISTORI & LENDAS - EDMUNDADAS

1 - Em 1997, o Vasco negociou Edmundo, com a italiana Fiorentina, por US$ 9 milhões. E ele ajudou a "Viola" a terminar em terceiro lugar na Série A da temporada 1998/99. Edmundo, porém, entrou em atrito, com a torcida, por desfalcar o time, para passar o Carnaval de 1999 no Rio de Janeiro. Voltou par o Vasco, por US$ 15 milhões, e ficou, de 1999 a 2003. Maior transferência paga por um clube brasileiro, até então. Ajudou o time a ganhar o segundo turno do Estadual de 1999. 

2 - Ao final de 1999, Edmundo voltou a conviver, com Romário, com quem brigara, em 1998. Inicialmente, tolerou o “Baixinho”, com a promessa, do presidente Eurico Miranda, de que o desafeto ficaria só para as disputas do Mundial de Clubes da FIFA, em janeiro de 2000. Fizeram uma trégua e um show, diante do inglês Manchester United. Edmundo, de costas para o marcador Mikaël Silvestre, com um toque na bola, aplicou-lhe um chapéu, deixou-o ao chão e emendou ao lance, com um outro toque, encobrindo o goleiro Bosnich. A torcida vascaína delirou.

3 - Durante o Estadual-RJ de 2000 Romário provocou Edmundo, chamando-o de bobo (Agora a corte está completa. Tem o bobo, o príncipe (ele) e o rei (Eurico), após uma vitória, sobre o Olaria. Depois, Romário marcou três, em Vasco 5 x 1 Flamengo, na final da Taça Guanabara. A rixa fez Edmundo recusar-se a enfrentar o Palmeiras, pelo Torneio Rio-São Paulo, por ter perdido a faixa de capitão, para o desafeto. "É como se eu fosse um jornalista importante que, depois de ficar três dias parado, voltasse à empresa como office-boy", comparou.


4 - Ano 2000 - Edmundo é eleito, pela revista Placar, o jogador mais odiado do Brasil. Ele provocava os adversários, com frases assim: "Seu salário não paga o meu cafezinho". Desgastado, o Vasco o empresta, ao Santos, que o devolve, tempos depois, porque o ‘Animal’ reclamava, publicamente, de atrasos salariais. É emprestado, então, ao italiano Napoli, que é rebaixado. Cansado de ser emprestado, Edmundo vai à justiça desportiva.

5 - Temporada-2001 - Edmundo consegue o passe livre (na justiça) e vai para o Cruzeiro. Tempos depois, é mandado embora, devido uma declaração, antes de enfrentar os vascaínos, que venceram, por 3 x 0. "Tomara que não faça gol. Se acontecer, vai ser por puro profissionalismo. Mas não haverá comemoração, porque não posso comemorar derrotas minhas, como torcedor vascaíno". Durante o jogo perde um pênalti. A dispensa ocorre logo após a partida.



www.pinterest.com escalou Edmundo  entre
os maiores ídolos vascaínos
6 - Temporada 2002 - Edmundo defendia os japoneses Tokyo Verdy e Urawa Red Diamonds. Em 2003, com três meses de Urawa, rescinde contrato, alegando saudades da família. No meio do ano, voltou ao Vasco e reclamou de atrasos salariais. Disse ter ficado sete meses sem receber nada. Atacou Eurico Miranda e criticou a qualidade do time. No final do ano, foi embora, falando em final de carreira.

7 - Gols de Edmundo, durante o Campeonato Brasileiro de 1997, quando quebrou dois recordes, o de Reinaldo, do Atlético-MG, com 28 tentos, em 1975, e o de maior “matador” em uma só partida da competição. Confira: 16.07.1997 – (1) – Vasco 2 x 1 Corinthians; 03.08 – (1) Vasco 3 x 1 Fluminense; 17.08 - (1)- Vasco 3 x 0 Bragantino-SP; 30.08 – (2) – Vasco 3 x 2 Sport-PE; 11.09 – (6) – Vasco 6 x 0 União São João-SP; 14.09 – (1) – Vasco 2 x 4 Vitória-BA; 20.09 (2) – Vasco 4 x 1 Paraná; 28.09 – (1) – Vasco 2 x 1 Portuguesa de Desportos; 01.10 – (1) – Vasco 2 x 1 Palmeiras; 05.10 – (1) – Vasco 2 x 1 Atlético-PR; 11.10 -(3) – Vasco 3 x 1 Coritiba; 26.10 – (2) – Vasco 4 x 3 Criciúma-SC; 02.11 -(2) – Vasco 3 x 1 Bahia. 14.11 – (1) – Vasco 3 x 0 Joinville-SC; 26.11 – (1) – Vasco 2 x 1 Portuguesa de Desportos; 03.12 (3) - Vasco 4 x 1 Flamengo.
FOTOS ACIMA  REPRODUZIDAS DE ÁLBUNS DE FIGURINHAS

domingo, 18 de novembro de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A CHEFONA DA MESA DO SR. PRESIDENTE

Reprodução de sudbrakbookreleaspress
  Esta é uma história que estava escrita. Só faltava o dia marcado para acontecer. Veja só: uma gaúcha vai aos Estados Unidos estudar veterinária e, para ganhar uma graninha, passou a cozinhar. Na quentura de forno e fogão saca, logo, que aquela era a sua. Depois, vem para Brasília e se vira preparando jantares encomendados.
 Foi por ali que a história prevista rolou. Aos 31 de idade e há 10 temperando a sua conta bancária, Roberta Sudbrack foi indicada para preparar um jantar na casa do então secretário nacional de Justiça – depois ministro da Justiça - José Gregori. O cardápio do destino levou à mesa  um casal Cardoso - o presidente da República, Fernando Henrique e a primeira-dama, Ruth – e ela começou a beliscar a fama.
 Ruth Cardoso, que detestava a alcunha “primeira-dama” e era uma socióloga respeitada, adorava cozinhar. Se não fosse uma intelectual, poderia se destacar como  “chef” dos mais sofisticados restaurantes do país. Grande conhecedora do tema, terminou de saborear a entrada servida – queijo brie gratinado com alho poró crocante e vinagrete de framboesa gelada - e quis saber quem era o autor da combinação.
   Passados 90 dias, a socióloga convidou a cozinheira para preparar uma mesa em torno de umas 20 bocas que iriam derrubar um rango no Palácio da Alvorada. Entre os comensais, “El Comandante” cubano Fidel Castro”, que gostava de conversar muito, mas, daquela vez, conversou menos, por conta do creme de aspargo com açafrão e do queijo brie, sobretudo.
 “El Comandante” voltou para a sua ilha e Roberta ficou no Palácio da Alvorada. Topou o convite para comandar as cozinhas da casa, onde trabalhou com cinco militares que usavam 30 panelas, um forno industrial e três frigoríficos para servir ao chefe da nação uma autêntica “gororoba” - prato brega da galera nacional.
Reprodução de sud-roberta-sudbrack2 com Roberta em seu restaurante carioca 
 Primeira “chef”,  em quatro décadas de serviços prestados pelo Palácio da Alvorada à República brasileira, Roberta, de saída, ordenou o banimento dos caldos industrializados, os famosos “faça-se gordinho” e “decretou” o uso de ingredientes frescos, preparados em cima da “hora do garfo”. Ensinou à moçada que um bom purê, por exemplo, com batatas “brasucas”, exigia pouca água e, depois de bem cozida, meximento em fogo baixo, cuidando para não queimar. Seguia-se passar o “grude” por uma peneira fina e derramar em cima leite e manteiga gelada.
 Roberta, nascida em Porto Alegre, apresentava às segundas-feiras o seu cardápio semanal a Dona Ruth Cardoso (como a imprensa se referia à socióloga que criou um programa social chamado “Comunidade Solidária”). De sua parte, esta, no máximo, sugeria adicionar um quiabo às carnes – picadinho de filé minhon com purê de cenoura e banana à milanesa era o prato predileto do presidente.   
 Em seus inícios de trabalho no Palácio da Alvorada, a gaúcha notou que o FHC (apelido criado pelo jornal Folha de São Paulo) nem beliscava uma salada. Então, misturou cortes de rosbife e presunto cru (podia ser, também, alcachofra) com os verdes. Deu certo.
 Roberta nunca repetia um cardápio para visitantes. Por exemplo: em julho de 1999, durante jantar do FHC com o já ex-colega argentino Carlos Menem, mandou ver um risoto em verde e amarelo; em maio de 2000, em "dinner" para Carlo Ciampi, o presidente italiano, serviu camarão com purê de papaia (entrada), salada de feijão branco e risoto de carne seca com mascarpone em minimorangas, além dos finalmente codorna em emulsão de castanha de caju e “foie gras” – um banquete renascentista, par o convidado.
 É de se imaginar que o mais difícil do “Governo FHC” tenha sidio, mesmo, ele  manter diária calórica de 1.500  - 1.300 para a primeira-dama, que contava com a nutricionista Izabel Mofati. Embora os números estivessem 25% abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, convenhamos que o fogão da  Roberta n o Alvorada era “uma brasa, mora!” (gíria da década-1960).        

Entrada do restaurante Pássaro Verde, da Roberta, no número 35 da Rua Visconde de Carandaí, no Rio de Janeiro, em reprodução de sud-roberta-sudbrack2

sábado, 17 de novembro de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO 100 - CORDEL, O RECADO DE FIGURINHAS ESTREPOLIENTAS

Lotação do inferno esgotou
SACANINHAMENTE, 'ENGRAÇADÉRRIMO'
Esta é um tipo de poesia popular, muito prestigiada pelos nordestinos, mas que só ganhou consideração mais ampla por volta de 1955, quando Orígenes Lessa escreveu, perto do Natal, um artigo tratando das estrepolias de personagens desconhecidos pelos leitores da revista Anhembi. 
 Contribuiu muito, também, para o reconhecimento do valor cordelista um artigo do estudioso francês Raymond Cantel, em junho de 1969, nas páginas do jornal parisiense “Le Monde”. Foi o que ajudou impulsionar o cordel na direção do reconhecimento dos estudiosos “brasucas”.
 Chamados, também, por folhetos de trovadores, ou, simplesmente, folhetos, os cordéis trazem, geralmente, oito páginas, no tamanho 11 x 16 centímetros. Mas há casos em que apresentem 16, ou 32 folhas, se a história for maior.
O termo cordel tem origem erudita, com influência portuguesa e com autores se autodenominando trovadores. Sua literatura existiu em vários países, entre eles a França, até o século 19. Em Portugal e Espanha vingaram pelas primeiras décadas do século seguinte. Há exemplares até do século 15.
 No Brasil, tudo leva a crer que os primeiros exemplares foram impressos pelo final do século 19, atribuindo-se o pioneirismo a Leandro Gomes de Barros e a João Martins de Atahyde. Por aqui, prevalece a prosa, preferentemente, na chamada redondilhas maior, versos de até sete sílabas contadas até a última tônica. Usa-se, também, a sextilha, ou versos de “seis pés”, com as rimas aparecendo nos segundo, quarto e sexto “pés”.
"Diabetes" do Roberto compraram tudo
 Durante a década-1960, os cordelistas andaram muito antenados ao que rolava. Por exemplo, Minelvino Francisco Silva viu as meninas colocarem os joelhos de fora e lançou “A Moda da Mini-Saia” e “A Garota Brasa Viva”, pegando o embalo da Jovem Guarda da turma de de Wanderléa.
 De sua parte, Apolônio Alves dos Santos preferiu ir direto ao “Rei” da música jovem, escrevendo “A mulher que rasgou o travesseiro e mordeu o marido sonhando com Roberto Carlos”.
 Roberto Carlos, por sinal, visitou a literatura de cordel em várias outras oportunidades, sacudindo o setor. Movido pela estrondosa “Quero que vá tudo pro inferno”, que dominou todas as paradas de sucesso de 1965 e entrou por 1966 na ponta, Enéias Tavares Santos. publicou “Carta de Satanás a Roberto Carlos”.
Viajava ele, a borde de um ônibus, entre Maceió a Aracaju, quando um radio começou a levar-lhe a canção aos oritimbós. Achando o que ouvia muito interessante, ao descer em Sergipe, só precisava colocar no papel os versos bolados durante a viagem. Por eles, virara uma agrura a vida do “Sáta”, informando ao cantor já estar o inferno superlotado. E cobrava-lhe: “Você ganhando dinheiro/E eu ficando lascado”.
Se Satanás ficava “durango kid”, o poeta Enéias fazia o contrário. Seu cordel vendeu tanto que ele pôde pagar tudo o que devia na praça. Negociou direitos de publicação com a antiga Editora Prelúdio (atual Luzeiro) e a divertida historinha é editada há quase meio-século. Mais? A carta de Satanás foi tão bem endereçada ao povão, que levou um outro cordelista, Manoel D´Almeida Filho, a também morder uma graninha, vendendo às diabetes “Resposta de Roberto Carlos a Satanás”;  “A chegada de Roberto Carlos no Céu” e ”Roberto Carlos no Inferno”.
O maior clássico, o mais vendido
 No entanto, o livrinho que mais vendeu e é considerado o “cordel dos cordéis” foi titulado por “Pavão Misterioso” e tem autoria discutida. 
Há vários pesquisadores sustentando que o poeta José Camelo de Melo Rezende, de Pilõezinhos, na Paraíba, o teria escrito, em 1923, enquanto outros afirmam o texto publicado não é mais o original, mas versão de história escrita por João Melchíades Ferreira, que o teria ouvido de um outro cantador.
E não fica por aí. Os direitos autorais são reivindicados pela Editora Luzeiro e questionados pelo poeta cearense Vidal Santos. Ademais, haveria um texto original de José Camelo, mas não se conhece ninguém que tenha o livro.
 Pra piorar: o texto não conta nada sobre uma ave, mas uma máquina desenhada e desenvolvida na oficina de um engenheiro - coisas da ficção.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

FUTEBOL DE MESA DO VASCO BI MUNDIAL

O Vasco conquistou, hoje, o bi mundial de futebol de mesa. A disputa rolou na portuguesa Lisboa, tendo por local dos prélios o Estádio Restelo, do clube Os Belenenses, e contou com a participação, também, de  ais um brasileiro, o Palmeiras, do húngaro Debrecen e do anfitrião.
A última rodada reservou um duelo já tradicional: Vasco x Palmeiras, que já aconteceu em quatro finais internacionais, desde 2013, com três títulos conquistados pelo "Almirante". De 2012 para cá, o Vasco da Gama já conquistou dois brasileiros, quatro sul-americanos e dois mundiais
CAMPEÕES DO PLANETA - Igor, Victor, Ednílson, Nando, Marcelo Lages, Rodolfo, Dudu, Bad e André Moraes.
Não viajaram com a delegação vários botonistas importantes que fazem do Vasco a super potencia que é na modalidade. Entre eles, ficaram por aqui: Felipinho, Marco Antônio, Ramos, Dário, Abel, Júnior, Evandro, Ricardo, Ewerton, Fred e João Victor.
As "Feras a Colina"  foram a Portugal e posam em foto reproduzida de facebook divulgado por www.crvascodagama.com.br - agradecimento 
Vasco won today the world cup of table football. The match was held at the Portuguese capital Lisbon, with the Restelo Stadium belonging to the Os Belenenses club, as well as a Brazilian, Palmeiras, Hungarian Debrecen and the host.
The last round has reserved a traditional duel: Vasco vs. Palmeiras, which has already taken place in four international finals since 2013, with three titles won by the "Admiral". From 2012 onwards, Vasco da Gama has already won two Brazilians, four South Americans and two world champions
CHAMPIONS OF THE PLANET - Igor, Victor, Ednílson, Nando, Marcelo Lages, Rodolfo, Dudu, Bad and André Moraes.
There have not traveled with the delegation several key players who make Vasco the super power that is in the modality. Among them, Felipinho, Marco Antônio, Ramos, Dário, Abel, Júnior, Evandro, Ricardo, Ewerton, Fred and João Victor.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - GENTIL

Treinador do time vascaíno campeão carioca-1952, Gentil Cardoso foi considerado um dos maiores responsáveis pelo título. Sua rapaziada já era vista em fim de linha, quando ele conseguiu a recuperação do seu futebol  e até devolver o goleiro Barbosa, os defensores Ely e Danilo (na época, jogadores de linha média), e os atacantes Ademir Menezes e Ipojucan à Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Sul-Americano-1953.
Para a revista carioca “Esporte Ilustrado”, Gentil foi “o mago da ressurreição do famoso plantel vascaíno”. Na época, ele era o mais antigo dos treinadores brasileiros, vindo de 1929, quando treinou o Sírio-Libanês.
Gentil e Cyro reproduzidos da revista
carioca "Esporte Ilustrado"
 Gentil foi lembrado pela semanária como percussor do sistema tático WM no futebol destas plagas, criado na Inglaterra e que só passou a ser adotado no Brasil a partir de 1935. Em 1932, quando dirigia o time do Bonsucesso, já era criticado por usa-lo. Na época, nem pensar.
 Gentil Cardoso tinha diploma de técnico em Educação Física e em aviação, nesta última formado pela Escola de Aviação Naval do Rio de Janeiro. Era primeiro tenente da Força Aérea Brasileira e ganhou quatro condecorações. Também, foi chefe de máquinas da Marinha, com carta da Escola de Marinha Mercante do Rio de Janeiro.
  Quando Gentil Cardoso ajudou o Vasco da Gama a levar o caneco do Estadual-1952 para São Januário, o chamado “estado-maior” da Colina, isto é, os três principais diretores, eram o presidente Cyro Aranha e mais João Silva e Antônio Calçada.