Vasco

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

HISTORI & LENDAS - ROMARIGOLS

 A data 20 de maio registra, em 2007,  o 1000º gol de um dos maiores atacantes cruzmaltinos: Romário. Foi marcado em São Januário, às 19h17, cobrando pênalti, aos dois minutos do segundo tempo, contra o Sport Recife.  
Coincidentemente, com o milésimo do “Rei Pelé”, a bola seguiu a mesma rota, com paradinha e pouso do lado esquerdo da trave, naquele dias, defendida pelo goleiro Magrão. Também, como Pelé, Romário foi ao fundo da rede beijar a "maricota". Diferente, só o 'arqueiro'  pernambucano pular para seu lado direito, ao contrário do vascaíno Andrada, em 1969, que quase tocou na bola.
Gol marcado, Romário foi beijado  pelos companheiros de time, recebeu familiares no gramado e ofereceu a camisa que usava a sua mãe, Dona Lita. A bola foi para seu filho Romarinho.  Quando estava com 999, tentara o milésimo contra Flamengo, Botafogo (duas vezes) e Gama. 
Aos repórteres, Romário declarou: “Aos 41 anos, Papai do Céu me deu uma oportunidade destas, e eu não esperava. Tive a oportunidade de atingir essa marca, não só para mim, mas para os meus pais, a minha família, o mundo todo”, disse, chorando. Em seguida, fez a volta olímpica pelo gramado, após uma rápida homenagem do presidente vascaíno, Eurico Miranda, que saiu comemorando  junto.
 Era desejo de Romário que o milésimo ocorresse no Maracanã, mas o Vasco não abriu mão de que o jogo contra o Sport fosse em São Januário. Dos mil gols de Romário, 324 foram para os vascaínos; 204 pelo Flamengo; 165 defendendo o holandês PSV Eindhoven; 71 com a camisa da Seleção Brasileira; 53 quando estava no espanhol Barcelona; 48 comemorados pelo Fluminense; 22 jogando pelo norte-americano Miami; 14 por outro espanhol, o Valencia, e um pelo australiano Adelaide. Romário contou, anda, 77 gols nas categorias de base e 21 em jogos festivos. 
 Diante do Sport,  Romário quase marca, no primeiro tempo, quando o zagueiro Durval salvou o gol, em cima da linha fatal. Quis o destino, no entanto, que, na volta do intervalo, o mesmo Durval tocasse na bola, com uma das mãos, para o 'Baixinho' mandá-la à rede, na cobrança do penal. Em seguida, o jogo foi interrompido, por 16 minutos. Recomeçado, os pernambucanos fizeram o seu tento, e Romário foi substituído, aos 40 minutos, quando saiu de campo, aplaudido de pé.
Pelas suas  contas, os mil gols foram marcados nesta quantidade: 1979 - 4; 1980 - 3; 1981 - 8; 1982 - 16; 1983 - 21; 1984 - 14; 1985 - 35; 1986 - 42; 1987 - 42; 1988 - 49; 1989 - 47; 1990 - 24; 1991 - 37; 1992 - 37; 1993 - 49; 1994 - 36; 1995 - 48; 1996 - 43; 1997 - 63; 1998 - 42; 1999 - 51; 2000 - 73; 2001 - 45; 2002 - 44; 2003 - 20; 2004 - 17; 2005 - 36; 2006 - 41 e 2007 - 13 + 2 depois dos milésimo, totalizando 1.002.  

O VENTO LEVOU PRA REDE DO 'FRA'

 Foto do arquivo da Biblioteca Nacional
  Nada melhor do que uma goelada sobre o maior rival, o Framengo.  Hoje, por exemplo, é dia de comemora as 80 velinhas apagadas pelos 5 x 3, de virada, do Torneio Municipal-1938. Registro de um domingão, no estádio das Laranjeiras. E, também, a primeira vez em que os dois  se pegaram pelo chamado Campeonato Metropolitano, pois o torneio só reunia times da Cidade Maravilhosa.
 O "Framengo" - não é assim que falam os seus analfabetos torcedores? - abriu o placar no primeiro minuto. Vinte depois, os vascaínos empataram, por intermédio de Luna. E passaram à frente, aos 31, com gol de Orlando Rosa Pinto. Aos 38, o adversário voltou a marcar. Aos 39, foi a vez de Orlando Fantoni fazer o dele, na segunda passada adiante. E por 3 x 2 a rapaziada venceu o primeiro tempo, que tinha 40 minutos à época. 
Na etapa final, aos seis, o rival "reigualou" a conta, mas aos 25 e aos 27, Orlando Rosa Pinto e Luna voltaram à rede e fecharam a fatura: Vasco  5 x 3, sob apito de José Ferreira Lemos, o Juca da Praia, como time do técnico uruguaio Carlos Scarone assim escalado: Joel, Osvaldo Saldanha e Poroto; Oscarino,  Zarzur (Azziz) e Calocero; Orlando Rosa Pinto, Orlando Fantoni (foto),  Bahia, Gabardinho e Luna.
O confronto Vasco x Flamengo, pelo Torneio Municipal, registra nove encontros, com a “Turma da Colina” se dando bem em quatro vitórias e se igualando em duas: 22.05.1938 – Vasco 5 x 3; 24.06.1944 – Vasco 2 x 2 Flamengo; 13.05.1945 – Vasco 5 x 1; 19.05.1946 – Vasco 3 x 1; 25.05.1947 – Vasco 2 x 2 Flamengo; 30.05.1948 – Vasco 2 x 1 Flamengo.

terça-feira, 19 de maio de 2020

HISTÓRIAS DO KIKE - OBRIGADO A PERDER

Cartolas mais inventivos do que os brasileiros, seguramente, não existe no futebol de nenhum plante. Basta entrarmos no túnel do tempo e visitarmos o regulamento do Campeonato Carioca de 1977. Incrível! Os caras criaram situação em que, em rodadas decisivas, um time não poderia vencer e nem perder. E muito menos empatar. Vejamos o rolo:

Chegada a penúltima rodada, Vasco da Gama (campeão do primeiro turno) e Botafogo estavam separados por dois pontos. Flamengo e Fluminense lideravam, igualados. Mas vascaínos e botafoguenses tinham mais pontos no somatório de duas etapas. Então, o Fla teria que empatar com o Botafogo na última rodada para ir ao triangular final. Se vencesse, haveria jogo extra Vasco x Botafogo, e o campeonato terminaria em caso de vitória vascaína, que faturaria os dois turnos 

Não se perdeu? Pois tem mais: se o Flamengo perdesse do Botafogo teria que decidir com o Fluminense a terceira vaga de finalista. Àquela altura do campeonato, o Flamengo não poderia vencer e nem perder do Botafogo. Teria de empatar, para os botafoguense se classificarem e não deixarem o caneco ficar cruzmaltinado. Haveria, também, a possibilidade de Botafogo, Flamengo e Fluminense chegarem à última rodada do returno igualados. E de Botafogo e Flamengo um ponto à frente do Fluminense na soma de pontos das duas etapas. Neste caso, Bota e Fla teriam de perder no jogo entre eles, pois só assim um deles iria ao triangular final com o Vasco. Já o vencedor disputaria um jogo extra com o Flu.

Dá pra entender? Dois times jogando pela derrota. Se houvesse empate entre Botafogo e Flamengo, o campeão da segunda etapa seria o Fluminense e haveria um jogo extra pela terceira vaga. Única situação no futebol mundial em que   o mais importante seria a derrota. Só mesmo cartola brasileiro era capaz de produzir – era? 

Pois vamos para a última rodada do segundo turno. Três equipes estavam distanciadas - uma da outra - por um ponto, e o terceiro a quatro pontos do quarto colocado. Então, o primeiro colocado enfrentaria o terceirão, que teria de perder do primeirão para este ser o campeão da etapa e ele, terceirão, entrar em um triangular final como um dos times que mais pontos somaram em duas etapas.

Não se perca: o Vasco da Gama, campeão do primeiro turno e o campeão da segunda fase já estariam garantidos no triangular final se uma dessas variantes rolasse. Numa outra, se o terceirão vencesse o primeirão nesta última rodada, os vascaínos seriam campeões de dois turnos, e fim de papo. Se o terceirão vencesse - que quena! - estaria estaria eliminado; se perdesse - que legal! - estaria classificado.

Fato parecido rolou no futebol candango, quando arrumaram um regulamento para impedir o Taguatinga Esporte Clube de conquistar o terceiro título consecutivo, em 1993. Na última rodada, o Águia teria de vencer o Gama durante o tempo regulamentar, depois, na prorrogação e, por fim, em cobrança de pênaltis. O que aconteceu nos dois casos no  futebol carioca e no candango? Assunto para uma outra coluna. Combinado?          

 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BREGALDA

1 - Em uma manhã de sábado de 2006, em São Januário, o Vasco venceu, por 2 x 1, em um dos seus  joguinho bregas, arrumados por Eurico Miranda. Foi contra um time sul-coreano chamado Jeonbuk Hyundai, que fazia  pré-temporada por aqui. Os "caras" daquele Vasco eram Romário e Morais, mas eles não atuaram. Digamos que foi um treino de luxo, para a rapaziada estrear na Copa do Brasil, quatro dias depois, contra o Botafogo da Paraíba, em João Pessoa. Confira, abaixo, a ficha técnica.

2 - 11.02.2004 - Vasco 2 x 1 Jeonbuk Hyundai (CorSul). Estádio: São Januário. Juiz: José Eduardo Pires de Oliveira. Gols: Róbson Luiz, aos 32, e Zé Carlos, aos 43, e Ricardinho, aos 64 min. VASCO: Roberto (Cássio); Wagner Diniz (Claudemir), Fábio Braz (Jorge Luiz), Bebeto e Diego (Léo Inácio); Ives (Osmar), Ygor, Abedi (Rafael) e Ramon (Ernane); Róbson Luiz e Valdiram (Ricardinho). Técnico: Renato Gaúcho. JEONBUK HYUNDAI: Lee Suk, Choi (Kim Ho), Kim Sun, Jung e Kim Kyum; Kim Su, Choo (Milton Fabian), Chung (Yeon) e Botti; Kim Bum e Zé Carlos (Cho). Técnico: Choi. Grande João Felício.
3 - Anote outros amistosos bregas da rapaziada em 2006: Vasco 6 x 0 Duque de Caxias, no Vasco Barra; Vasco 7 x 0 Rio Branco de Campos, em São Januário; Vasco 0 x 1 Entrerriense, em Três Rios-RJ; Vasco 2 x 2 Angra dos Reis, em São Januário; Vasco 4 x 0 Sagrada Esperança (Angola), em São Januário; Vasco 4 x 2 Villa Rio, em São Januário e Vasco 6 x 0 Olaria, em São Januário.

domingo, 17 de maio de 2020

MERENGUES NA ESQUINA DA COLINA


1 - Em 1962,quando o Real Madrid excursionou ao Brasil, o seu presidente, Don Santigo Bernabeu, pediu ao empresário para não marcar jogo contra os vascaínos. Não devido à derrota na capital francesa, mas lembrando-se da briga entre os dois times durante partida pelo Torneio de Paris, conquistado pela Turma da Colina. No entanto, demoveram-lhe da ideia, alegando que os tempos eram outros, bem como jogadores e dirigentes vascaínos. E o amistoso rolouu, no Maracanã. Tem até foto dele, confraternizando-se com dirigentes do Vasco, em uma revista do clube.

2 - Santiago Bernabeu era advogado e industrial, dono de dezenas de fábricas e uma das maiores fortunas espanholas. Nascido em 8 de junho de 1893, era cinco anos mais velho do que o Vasco. Natural de Almansa, foi meia-direita e centroavante do Real, a partir dos 14 anos de idade. Em 1912, com 17, já era profissional. Chegou a ser capitão do time e marcou 194 gols, em 495 jogos, até parar, em 1927. Pela tremenda dedicação ao clube, após pendurar as chuteiras, ganhou um cargo de diretor, ocupado por oito temporadas. Em seguida, tornou-se presidente e homenageado com o seu nome no estádio do clube. Viveu até 2 de junho de 1978, como 11º presidente merengue.

3 - Das nove vezes em que o Vasco enfrentou o Real Madrid, em só em uma – 31 de maio de 1956 – a partida rolou no Estádio Santiago Bernabeu. Por sinal, o time da casa formou uma autêntica seleção espanhola, para encarar o Almirante.