Na bola, os nacionais venceram, por 2 x 1, com
gols marcados por Pelé e Luís Pereira, tendo o homenageado atuado por 30
minutos. Ao sair de campo, fez a volta olímpica e recebeu uma das maiores
celebrações na história do estádio, aplaudido por cerca de 155 mil torcedores,
para os quais jogou as "chancas" (chuteira) com as quais havia participado do amistoso, com primeira etapa apitada por Armando Marques e segunda por Arnaldo Cézar
Coelho.
No
primeiro tempo, o grande momento foi o lance do gol marcado por Pelé, driblando
cinco adversários e mandando a bola para o canto direito da trave defendida
para o goleiro vascaíno Andrada. Mas o
público que reclamava da tremenda noite calorenta carioca já havia vibrado, aos
18 minutos, quando Garrincha passou a bola por entre as pernas do uruguaio Brunell, fazendo-o de "João", como chamava os marcados, e centrando a pelota, perigosamente, para a área dos gringos, que abriram o placar, pouco depois, por conta de Brindisi.
O empate aconteceu após a volta olímpica do Mané. O santista Clodoaldo desarmou Brindisi e lançou o “Rei Pelé”, pela intermediária, para o Camisa 10 armar o show descrito acima. E, por 1 x 1, terminou o primeiro tempo. No segundo, com times bastante modificados, o desempate brazuca surgiu aos 27 minutos: Jairzinho venceu o marcador, foi à linha de fundo e crsuzou, na medida, para Luís Pereira “sair pro abraço”.
A Seleção Brasileira começou com o time do tri (faltando só Gérson), alinhando: Félix (Leão); Carlos Alberto (Zé Maria), Brito (Luis Pereira), Piazza e Everaldo (Marinho Chagas); Clodoaldo (Zé Carlos/Cruzeiro) e Rivellino (Manfrini); Garrincha (Zequinha), Jairzinho (André), Pelé (Ademir da Guia) e Paulo César Caju Lima (Mário Sérgio), comandados por Mário Jorge Lobo.
O time chamado por Seleção Internacional, comandada por Mário Travaglini, contou
com: Andrada (argentino); Forlan (uruguaio), Alex (alemão criado no Brasil),
Reyes (paraguaio) e Brunell (uruguaio); Dreyer (argentino) e Pedro Rocha
(uruguaio); Housemann (argentino), Doval (argentino), Brindisi (argentino) e Onyshchenko
(ucraniano que atuava pela seleção da então União Soviética).
ÚLTIMO? - Embora aquele tivesse sido o “Jogo de Despedida” de Mané Garrincha, na verdade ele havia disputado a sua última partida, como profissional, em 7 de setembro de 1972, pelo Olaria Atlético Clube, durante amistoso em que o time alviazul suburbano carioca levara 5 x 1 da aniversariante Caldense, no Estádio Cristiano Ozório, que não existe mais - terreno virou sede social do clube mineiro, piscinas, quadras de tênis e campo de futebol society.
Naquele derradeiro amistoso como profissional, Garrincha não marcou gol – o último havia sido em 22 de março do mesmo 1972, diante do Comercial, de Ribeirão Preto. Quando foi contratado pelo Olaria, ele estava há duas temporadas sem jogar, e a intenção do clube da Rua Bariri-RJ era usá-lo por atrativo para arrecadar um dinheirinho em amistosos pelo país, como rolou.
Em 20 janeiro
de 1982, Garrincha viveu o seu último dia vivo, partindo da vida material pobre
e levado pelo alcoolismo. A sua última entrada em campo foi em 25 de dezembro de 1981, vestindo a camisa do Londrina, time amador do DF, em jogo organizado por Manuel Esperidiao Filho, no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina-DF.
OBS: AS FOTOS DESTE TEXTO FORAM PRODUZIDAS DO ÁLBUM DE MANUEL ESPERIDIÃO FILHO, O MANELZINHO, EX-ATLETA DO AMÉRICA-RJ E QUE SE DIZIA O MAIOR AMIGO DE GARRINCHA, DESDE A DÉCADA-1950, SEGUNDO ELE.



















Esta é uma das formações do time vascaíno na temporada de 

