Vasco

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

  Os vascaínos fanáticos dizem que Vasco 1 x 0 Wanderers-URU foi o primeiro jogo sob luz artificial no país. LENDA! A primazia é do Villa Izabel, que, em 1914, disputado dois jogos à noite, iluminados por faróis de bondes estacionados ao lado do muro de seu campo, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Mais: os gaúchos das cidade de Pelotas, em 25 de dezembro de 1915, promoveram um amistoso noturno, entre União x Brasil.

 O Madureira estava famoso pela sua retranca dura de ser vencida. Bi da Taça Guanabara-1977, o Vasco seguia invicto no segundo turno. Em 11 de setembro, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, acabou com a mística do "Tricolor Suburbano" em apenas três minutos. Aos 10, Helinho abriu a porteira, e, aos 13, Jorginho (contra) deu o segundo gol de presente.  Vasco abridor de retrancas era treinado por Orlando Fantoni e tinha: Mazaropi; Orlando 'Lelé' Abel, Gaúcho e Marco Antônio; Zé Mário, Helinho e Dirceu; Wilsinho (Guina), Paulinho e Ramon. Aqueles 2 x 0 foram apitados por Giese do Couto e rendeu Cr$ 279 mil 735,00 cruzeiros.

 Tinoco, Fausto e Mola era uma linha média (esquema tático da época) tão  familiar ao torcedor vascaíno quanto arroz com feijão. Os três negros levavam pânico aos adversários, jogando com muita classe. Em 1929, viraram lendas na história da Colina, sobretudo por causa de suas atuações na decisão, em melhor de três, contra o América: 1 x 1 e Vasco 5 x 0, este em Álvaro Chaves, com o time sendo: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pascoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Sanrt´Anna. 

 Em 1934, o trio Tinoco, Fausto e Mola voltou a ser campeão carioca. Daquele vez, com o time vascaíno contando com Domingos da Guia, na defesa, e Leônidas da Silva, na frente. Do "trio fatal", Tinoco foi o convocado para a Copa do Mundo-1934, na França, para a qual o time viajou durante 13 dias, em um navio, chegou em um sábado e estreou no domingo, perdendo da Espanha, por 3 x 1, com o juiz anulando um gol legítimo de Leônidas e deixando de marcar um pênalti claro contra os espanhóis. 

Em 03.03.1966, na estreia de Garrincha no Corinthians, o Vasco mandou  3 X 0 no "Timão", que começou a usar este apelido ao invocar que o seu distintivo tinha o formado de um timão de barcos. O jogo valeu pelo Torneio Rio São Paulo, no Pacaembu, em São Paulo. O juiz foi Eunápio de Queiroz e o público de 44.154 pagantes. Maranhão, aos 23, e Célio, aos 37 minutos do 1º, e aos 35 do 2º, balançaram as redes O Vasco escalou: Amauri; Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão, Danilo Menezes; Luisinho (Zezinho), Célio, Lorico e Tião. Técnico: Zezé Moreira.. O Corinthians teve: Heitor; Jair Marinho, Ditão, Galhardo e Édson, Dino Sani e Nair (Rivelino); Garrincha, Flávio, Tales (Nei) e Gílson Porto. Técnico: Oswaldo Brandão.

 O Vasco é bom de povão mesmo. Das maiores arrecadações do Torneio Rio-São Paulo, a primeira grande disputa nacional,  cravou a maior: no 1 x 1 de 29 de março de 1958, contra o Flamengo, no Maracanã, com 120.165 almas torcendo. Naquela temporada, o time cruzmaltino era um dos dois melhores do país, tendo sido o campeão carioca e da disputa entre os dois estados.  O Vasco estava em campo, também, nas partidas que  geraram a quarta, a quinta e a sexta maiores rendas da competição. Na primeira citada, levou 94.500 torcedores ao "Maraca", para a galera vê-lo vencer o Santos, por 3 x 1, em 1999. Em 31 de maio de 1953, venceu o Corinthians, também no “Maraca”, por 1 x 0, diante de 77.881 testemunhas, e em 13 de abril de 1961, sapecou 2 x 1 no Santos, conferidos por 74.155 presentes ao mesmo estádio.
 
 

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