Vasco

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CHUVASCO

Um gol, de Vavá, aos 36 minutos, levou o Vasco à vitória, pro 1 x 0 sobre o América-RJ, pelo Tornei Rio-São Paulo de 1958. Aconteceu durante a noite chuvosa de uma quarta-feira, no Maracanã, sob o apito de Amílcar Ferreira.
A vitória cruzmaltina poderia ter sido maior, se o meia Rubens não tivesse desperdiçado a cobrança de um pênalti, durante o segundo tempo. Disse a revista “Manchete Esportiva” de Nº 123, 29 de março de 1958, que o “triunfo foi meritório”, porque a equipe do treinador Gradim” esteve “sempre mais coesa”. Jogou com: Hélio, Paulinho de ?Almeida e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga (Artoff). A maior nota do jogo foi 9, para Vavá e Orlando. 

2 - O Vasco não é só time da virada e da democracia. É, também, o enriquecedor de jargões dos locutores esportivos. Foi durante uma goleada cruzmaltina, sobre o Internacional, que surgiu o termo “aplicou um chocolate”. Pois foi!
Era 25 de janeiro de 1981, e a dupla de ataque vascaína, formada por Roberto Dinamite e César, estava com muita fome de gol. Aos 18 minutos, Roberto abriu a caixa. Aos 34, César desenrolou o conteúdo. Veio a hora do lanche, e o Dinamite, aos 47, mordeu. Dez minutos depois, César mandou mais uma dentada fatal. Com 4 x 0, aos 12 minuto do segundo tempo, um repórter de pista de uma rádio carioca saiu com esta: “ O Vasco está aplicando um chocolate no Internacional!”
O jargão pegou e ganho os microfones de todo país. Durante muito tempo, acorreu a história de que o autor da criação teria sido Deni Menezes, da rádio Globo. Mas este garante que não foi ele. Assim fica um mistério para ser desvendado, já que o carinha criativo não registrou a criatividade.






domingo, 21 de agosto de 2011

A GRAÇA DA COLINA - BAIXINININHO

O Vasco já teve jogador com todo o tipo de caráter. O cara que ia do treino para casa e de casa para o treino; o que fugia da concentração para curtir as “naites”; o caladão, muito tímido, que não arriscava paquerar as gatinhas, com medo de levar um fora; o que não perdia a missa dominical, e, por aí vai.
De acordo com o repórter Jorge Kajuru, o “matador” Romário (segundo maior artilheiro da história vascaína, só perdendo para Roberto Dinamite) era o cara que se dava melhor com as gatas. A revista “Sexy” (foto da página), de dezembro de 2004, escreveu: “O Baixinho, na opinião  de Kajuru, é o cara que mais tem ginga com as mulheres. Dribla uma e já está com outra na mão, ou melhor, no pé”. A seguir, mencionava esta frase atribuída a Kajuru: “ Ele é mulherengo e esperto. Nunca deixa passar batido um rabo-de-saia”.  


sábado, 20 de agosto de 2011

ADHEMAR, O CAMPEÃO ENQUADRADO

A partir de 1955, o Vasco da Gama passou a contar com um dos principais atletas da história desportiva brasileira, Adhemar Ferreira da Silva.
Como representante da “Turma da Colina”, ele conquistou cinco títulos no atletismo carioca; dois do Troféu Brasil; o ouro do salto triplo das Olimpíadas Melbourne-1956 e o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Chicago-1959 (valeu um tri).
 Depois disso tudo que você leu sobre a fera, concorde que, as vezes, a glória nada vale. Pelo menos, aconteceu com este campeão, após o Sul-Americano de Atletismo-1952, disputado na Argentina. Adhemar voltou alegre, sorridente, desceu ao avião exibindo o troféu para a torcida brasileira, mas nem imaginava o que estaria à sua espera.
Incrível! O prefeito da capital paulista,  Jânio Quadros –  8 de abril de 1953 a 31 de janeiro de 1955 –, ao tomar conhecimento de que Adhemar havia ausentado-se das suas funções de servidor municipal, para buscar medalha dourada para o desporto brasileiro, mandou descontar em seu salário os dias faltosos.
Foto reproduzida da
revista Esporte Ilustrado
Jânio Quadros nem era prefeito na época daquele Sul-Americano disputado em Buenos Aires e, ainda, ameaçou demitir o campeão, por causa de uma entrevista em que ele demonstrara a sua ira pela punição, que incluiu rebaixamento de posto.
Mais incrível, no entanto, era a assessoria técnica, ou jurídica, da Prefeitura de São Paulo não saber que havia norma do (extinto, em 1993, pelo presidente Fernando Collor) Conselho Nacional de Desportos-CND, pelo decreto-lei 3.199, de 14 de abril de 1941, garantindo liberações de atletas de seus respectivos empregos, mantendo os vencimentos, quando fossem representar o país no exterior.
Portanto, os burocratas da assessoria da municipalidade paulistana tiveram 13 temporadas para conhecerem a lei e informar, corretamente, ao chefe. Mesmo assim, Adhemar foi enquadrado no regulamento para todos os colegas. Nem o ditador Getúlio Vargas, que regulava o desporto com mão-de-ferro, o fazia.        
 Primeiro e único atleta brasileiro bicampeão olímpico, depois do aborrecimento com Jânio Quadros, o campeoníssimo Adhemar foi para a australiana Melbourne-1956, com a energia de um atleta vascaíno, e saltou 16m35cm. Depois disso, o Brasil gastou 48 temporadas para voltar a ter bicampeões olímpicos – os iatistas Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira, em na grega Atenas-2004.
Se tivesse optado por ser atleta profissional nos Estados Unidos, em vez de ser amador no Brasil, com certeza, Adhemar Ferreira da Silva teria ficado rico. Não precisaria, duas temporadas após ele ter passado a pessoa espiritual, a sua filha Adyel vender as suas duas medalhas do ouro olímpico.     


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRÊS FERAS &FERÍSSIMAS DA COLINA

O que representavam Pinga, Bellini e Ademir, para o Vasco, e a quem eles poderiam ser comparados, hoje? Para quem não viveu na época em que eles rolaram a "maricota", vai a pesquisa do "Kike".

 Pinga está entre os cinco primeiros artilheiros da história do Vasco da Gama, com 250 bolas no filó, atrás de Roberto Dinamite, Romário e de Ademir Menezes. 
José Lázaro Robles é o seu nome. O apelido surgiu de “Pinga-Fogo”, porque era muito veloz nas peladas, e o apelido herdou de um irmão. Esteve na Colina entre 1953 e 1962, tendo sido garimpado na Portuguesa de Desportos-SP, que o levou às seleções paulista e brasileira.
Em 1950, Pinga chegou a treinar no grupo da Copa, mas não foi. No Vasco, era meia, a princípio. Então, o treinador Martim Francisco o fixou pela ponta-esquerda. Em 1954, disputou a Copa do Mundo da Suíça e, no mesmo ano, fez os dois gols que deram ao Vasco a Taça Rivadávia Correia Meyer, nos 2 x 1 finais, sobre o São Paulo, no Maracanã.
 Em 1956, ele sagrou-se campeão carioca. Em 1957, esteve na equipe vencedora da Taça Tereza Herrera, na Espanha, e do Torneio de Paris, na França. Em 1958, foi supercampeão carioca e campeão do Torneio Rio-São Paulo, a maior disputa da época no futebol brasileiro. Um Pinga de embebedar marcadores, não? Tecnicamente, hoje, seria, mais ou menos, um Juninho.
Bellini, entre Carlos Alberto e Paulinho

XERIFÃO - Hideraldo Luis Bellini era chamado de grosso, por não ser íntimo da técnica, da habilidade. Mas resolvia. E o principal: era um grande líder. Nenhum jogador vascaíno fazia nada sem consultá-lo. Da mesma forma, agiu na Seleção Brasileira de 1958, tendo se juntado a Nílton Santos e a Didi, para cobrar do técnico Vicente Feola as escalações de Garrincha de Pelé como titulares. 
Esta história tem gerado muitas lenda, mas Nílton Santos a confirmou ao ”Kike”, que tem a fita gravada, e é contada por Mário Filho, no livro “Viagem em torno de Pelé”. Em popularidade, Bellini seria uma espécie de Dedé, muito mais técnico.
ADEMIR - Ele foi o maior ídolo da história vascaína, até o surgimento de Roberto Dinamite, na década-1970. É o terceiro goleador da casa, com mais de 300 pipocas na chapa. Foi o artilheiro da Copa do Mundo de 1950, com 9 gols, e fez parte do “Expresso da Vitória”, a máquina de jogar futebol que a “Turma da Colina” colocou nos trilhos, ganhadora de quase tudo, entre 1945 a 1952.
No que diz respeito à perda da Copa do Mundo de 1950, no lance fatal do gol de Ghgghia, foram os flamenguistas Bigode e Juvenal quem falharam na marcação, não segurando o cara, e o deixando bater ao gol. Isso está bem claro no livro “Anatomia de uma Derrota”, de Paulo Perdigão, que analisou toda a gravação da partida, pelas fitas de rádio da época. Antes da Copa, com Ely do Amparo no lugar de Juvenal, o Brasil havia vencido os uruguaios, sem contestação. 



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1974





 

 



 

O "Ri do Futebol" vende tudo, até bilhete de loteria. Por isso é um
 dos garotos-propaganda
 preferidos pelos asnunciantes




Pelé não é “rei” só do futebol. Do marketing, também. Tem associado a sua imagem a centenas de produtos, tornando-se um dos divulgadores mais fortes do mundo. Cálculos de analistas do mercado publicitário dizem que a marca do craque valerá R$ 600 milhões, pelas próximas duas décadas. Nesse campo, Pelé é, também, camisa 10. De acordo com revistas especializadas em cifras,  ele acumula R$ 30 milhões anuais, anunciando produtos, que já foram de pilhas a tapetes, passando por quase tudo o que já foi para as prateleiras do planeta. E não cobra menos de R$ 2 milhões por anúncio. Nesta foto, Pelé divulga as pilhas Ray-O-Vac. Rolou por ocasião da Copa do Mundo de 1982. E bem que as “amarelinhas” poderiam se chamar de “Ray-O-Vasco”, pois Pelé se declara torcedor vascaíno. Não é mesmo?
Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
emA do Peixe.
 
!







 

 





 


O "Ri do Futebol" vende tudo, até bilhete de loteria. Por isso é um

 dos garotos-propaganda

 preferidos pelos asnunciantes




Pelé não é “rei” só do futebol. Do marketing, também. Tem associado a sua imagem a centenas de produtos, tornando-se um dos divulgadores mais fortes do mundo. Cálculos de analistas do mercado publicitário dizem que a marca do craque valerá R$ 600 milhões, pelas próximas duas décadas. Nesse campo, Pelé é, também, camisa 10. De acordo com revistas especializadas em cifras,  ele acumula R$ 30 milhões anuais, anunciando produtos, que já foram de pilhas a tapetes, passando por quase tudo o que já foi para as prateleiras do planeta. E não cobra menos de R$ 2 milhões por anúncio. Nesta foto, Pelé divulga as pilhas Ray-O-Vac. Rolou por ocasião da Copa do Mundo de 1982. E bem que as “amarelinhas” poderiam se chamar de “Ray-O-Vasco”, pois Pelé se declara torcedor vascaíno. Não é mesmo?
Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
emA do Peixe.
 
5




Depois de 1957, Pelé voltou a vestir a camsia cruzmatina, em 1969
 
 

 



Na estreia, Pelé marca o seu primeiro gol pela Seleção Brasileria
emA do Peixe.
 
5!




JK BEIJADO PELAS CRIANÇAS
 .


Aqui, o presidente JK recebe a visitas da tenista Maria Esther Bueno, o maior destaque feminino brasileiro da modalidade, na décadas-1960.



 





 

 





 


O "Ri do Futebol" vende tudo, até bilhete de loteria. Por isso é um
 dos garotos-propaganda
 preferidos pelos asnunciantes





Pelé não é “rei” só do futebol. Do marketing, também. Tem associado a sua imagem a centenas de produtos, tornando-se um dos divulgadores mais fortes do mundo. Cálculos de analistas do mercado publicitário dizem que a marca do craque valerá R$ 600 milhões, pelas próximas duas décadas. Nesse campo, Pelé é, também, camisa 10. De acordo com revistas especializadas em cifras,  ele acumula R$ 30 milhões anuais, anunciando produtos, que já foram de pilhas a tapetes, passando por quase tudo o que já foi para as prateleiras do planeta. E não cobra menos de R$ 2 milhões por anúncio. Nesta foto, Pelé divulga as pilhas Ray-O-Vac. Rolou por ocasião da Copa do Mundo de 1982. E bem que as “amarelinhas” poderiam se chamar de “Ray-O-Vasco”, pois Pelé se declara torcedor vascaíno. Não é mesmo?
 












JK BEIJADO PELAS CRIANÇAS
 .


Aqui, o presidente JK recebe a visitas da tenista Maria Esther Bueno, o maior destaque feminino brasileiro da modalidade, na décadas-1960.

 




Andrada, Miguel, Alcir, Fidélis, Moisés e Alfinete, em pé, da esquerda para a direita; Jorginho Carvoeiro, Zanatta, Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos, agachados na mesma ordem, foram os campeões brasileiros da temporada-1974. (Foto reproduzida da revista Manchete). Agradecimento.