Vasco

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segunda-feira, 18 de março de 2019

HISTORI & LENDAS - ORDEM DO REI

Dom Manuel  intitulava-se, "pela graça de Deus”, Rei de Portugal e de Algarves, neste e no outro lado do mar, na África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia Índia” e tinha a obsessão de banir o islã da
 Devido àquela loucura, ele decepcionou-se com a falta de liderança de Pedro Alvares Cabral e o relegou ao ostracismo. Para dominar o comércio das Índias, só via um macho: Vasco da Gama que, desde os cinco de idade, já fazia parte da Ordem de Santiago, matadora de milhares de “infiéis”, pela ótica da igreja católica, em nome da fé cristã.
Don Manuel, em reprodução de
 www.memorialdodescobrimento
 Quando chegou ao Brasil, Pedro Álvares Cabral viajara levando no bolso do colete as informações de Vasco da Gama sobre a sua descoberta do caminho marítimo para as Índias. Por incompetência náutica, veio parar na Bahia, que achou ser uma ilha. Por aqui, nem pisou um pé no chão. Tempinho depois, Dom Manuel mandou Vasco da Gama voltar a navegar e fazer o preciso para ele libertar a Terra Santa, após limpar o comércio das Índias dos muçulmanos.
 O Vascão foi cruel, impiedoso. Bombardeou, matou, enforcou, pirateou, fez vassalos e levou para Portugal as riquezas que o rei queria, transformando a inexpressiva Lisboa no novo centro comercial da Europa, deixando Veneza para trás.
Com todo este bolão jogado durante a crueldade da conquista – antigamente, era assim – Dom Manuel deu-lhe o título de “Almirante da Índia”, podendo usar o “Dom. A formalização ocorreu em 30 de janeiro de 1502, na catedral de Lisboa. Mais tarde, ele tornou-se Conde de Vidigueira e Vice-Rei da Índia.
 Quando Pero Vaz de Caminha enviou carta ao rei, contando das riquezas da terra achada, Dom Manuel mandou dizer à rapaziada que iria recompensar geral. Para Vasco da Gama, que fornecera o caminho das pedras, criaria para ele, que gostava de remar, um clube de remo, o Club de Regatas Vasco da Gama. E, para a moçada da viagem de Cabral, um clube de tiro ao alvo. Poderiam matar todos os flamengos que voassem pela frente.
- Passou flamengo, flamingo pela frente, mande bala - ordenou.
 E a ordem foi cumprida, quando a moçada pegou o Flamengo pela frente, pela primeira vez, em 29 de abril de 1923. Mandou 3 x 1, pelo Campeonato Carioca.

domingo, 17 de março de 2019

A 'TETRA' VOLTA DE EDMUNDO À COLINA

O 27 de fevereiro de 2008 caiu na antepenúltima temporada bissexta do futebol brasileiro do século 21. Naquele dia, o Vasco da Gama 'reestreava' o atacante Edmundo, pela quarta e penúltima vez – 1992, 1996, 2003 e 2012 foram as outras. Ele totalizou 748 jogos e fez 466 gols pela honra do “Almirante”.
O momento era de muito fuxico, porque o treinador Alfredo Sampaio havia tirado o astro do treino da sexta-feira. A imprensa fazia a maior onda. Edmundo dizia que todos faziam  maior onda quando algo ocorria com ele, e afirmava estar cumprindo as ordens táticas do comandante durante o treino da confusão.
Veio o jogo e Edmundo sacudiu a torcida, sendo autor de um gol e do passe para um outro dos 3 x 2 Itabaiana. Ele encontrou um time jovem  e um clube endividado, sem as parcerias que pagavam as suas antigas grandes despesas e, ainda,  apontado como quarta força técnica do futebol carioca - nesta “tetravolta”,  contribuiu com 26 tentos, em 44 jogos.
Naquele penúltimo dia do fevereiro bissexto, mais precisamente noite de uma quarta-feira, o jogo foi contra um modesto time sergipano que não motivou mais do que 3. 198 pagantes irem a São Januário – renda de R$ 15.990,00, que não dava para pagar as despesas da apitada pelo catarinense Célio Amorim e válida ela Copa do Brasil.
Era para ser um treino de luxo, mas Edmundo e sua turma tiveram de suar um pouco mais para o Vasco chegar à segunda etapa do Copão. Aos 10 minutos, ela animou a torcida, lançando Morais que, de dentro da área, mandou a bola por cima da baliza. Aos 17, Alan Kardec  teve mais competência, em novo lançamento do “Animal”, e abriu a conta: 1 x 0, placar do primeiro tempo.
Foto reproduzida do Jornal de Brasília - Agradecimento.
Durante comemoração do tento, Kardec acenou para o presidente Eurico Miranda - partiu, ontem, desta vida-, sinalizando agradecê-lo por ter mandado Romário embora, o que contribuiu para a volta do desafeto Edmundo, que compareceu ao filó, aos 11 da etapa final, com o brasileiríssimo “toque sutil”, tabelando com a revelação Alex Teixeira, de 18 de idade, o qual elogiou muito.
O Itabaiana tentou engrossar e Fabiano reduziu, para 1 x 2, aos 28. Aos 32, naquelas cobranças de escanteio em que um zagueiro vai para a área, Jorge Luiz voltou a colocar a casa em ordem: 3 x 1 – Fabiano inda voltou a bagunçar a cozinha de São Januário, aos 35.
Pelos minutos finais, o treinador Alfredo Sampaio trocou o meia Morais, elo apoiador Andrade, para segurar o resultado, pois o seu time teria parada mais dura durante a etapa vindoura, contra o mineiro Democrata, de Governador Valadares, ou o paulista Bragantino.
Tiago; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Luizão e Edu; Amaro, Xavier (Souza), Morais (Andrade) e Alex Teixeira; Edmundo e Aln Kardec foi o time. O Itabaiana, escalado por Marcos Magalhães, teve: Vinicius; Dé, Edu Pata, Adelson e Cleiton; Léo , Everton (Paulinho), Fabianoe Edvaldo; Tácio e Harley.

7 - O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - CORNUÁLIA PRESS, EDIÇÃO HABSBURGA


Diz o redator do jornal dos espiritualistas que o homem nasce com o seu destino traçado, rotulado, carimbado. Mas o redator do jornal empírico prefere deixar rolar e ver o que pinta. Há casos em que o primeiro parece ter razão.
 Basta voltarmos à Áustria do Século 18, onde o Imperador Francisco I parece ter introduzido na casa dos Habsburgo a opção de colocar e levar chifres.
"Malu", reproduzida de www.wikipedia, chifrou...
 Tudo começou quando o glorioso Chiquinho, para  não entregar a chave de seu barraco ao nada simpático e mui antipático Napoleão Bonaparte, mais malandro do que um pardal - não canta para não ficar na gaiola -  colocou no lance a sua bela e gostosíssima filha Maria Luisa. 
O glorioso “Nap”, como assinava nos escrevinhados à gataça "Malu", andava mais do que “pê-da-vida”, com Josefina, porque esta não paria, e ele, urgentemente, precisava da chegada de um  Napoleãozinho, pra dar continuidade às suas sacanagens. 
A "Zefa" poderia até segurar o emprego, mas achou de atrapalhar uma "rapidinha" do maridão, com Eléonore de La Plaigne, em um dos quartos do palácio.  Pintou no pedaço na hora errada e teve que tirar o time de campo. Foi por ali que a rádio da Áustria anunciou: “Substituição nas cuecas de Napoleão. Sai Josefina e entra Maria Luisa”.
 Lance rolando, a tesudíssima 'Malu' - deveria ser muito boa mesmo de jogo pois deixou Napoleão com os quatro pneus, mais o estepe e o macaco arriados por ela. Sem falar da chave de roda e das porcas. E não seria pra menos, pois a austríaca, com pegada forte e fome de cama, rapidão, deu-lhe o rebento cobrado da bola murcha "Zefa".
Rola o tempo! Mais do que arriado por Maria Luisa, o glorioso Bonaparte, quando decidiu sacanear a Rússia e a Alemanha, nem teve dúvidas de quem deixaria como regente dos franceses: a sua parceira de rolagens na horizontal. Talvez, um refresco por botado vários Habsburgos pra correr, duas vezes, de Viena.
..." Il cornutti" Napoleão, que era cunhado...
Napoleão, no entanto,  “sabiam” os espiritualistas, não teria um império eterno. Um dia caiu e foi parar em Elba, para onde a "Malu" recusou-se a acompanhá-lo. De quebra, enquanto ele curtia uma cadeia, ela achava muito mais vantajoso mandar-lhe um par de caprichados chifres, torneados pelo Conde de Neipperg. Com apetite voraz, ela seria capaz de deixar a 'perseguida' dar teia de aranha? Nem pensar!
Enquanto a "Malu" chifrava um dos homens mais poderosos da história, ídolo de Pedro I, do lado de cá do Atlântico,  a mana Leopoldina era chifrada pelo Imperador brasuca, um taradão. Se bem que a "Poldinha" pediu. Educada para servir ao marido, totalmente, não gostava de fazer sexo e rezava muito, até pra não embuchar.
Leopoldina, primeira mulher a governar o Brasil, chamava a irmã Maria Luisa por "Luison" e a tinha por uma santa. Também, como aquela, esteve regente por aqui. Interinamente, por alguns dias, às vésperas do tarado Pedrão proclamar a independência do Brasil, em 1822, da qual ela teve “grandidíssima” participação. Regeu a farra até assinatura da independência brasileira, em 7 de setembro.
... da chifrada Leopoldina, que teve...
Carolina Josefa Leopoldina, nascida em Viena - 22 de janeiro de 1797 -, era filha de uma das famílias mais poderosas da Europa, ms não tinha estampa para concorrer com  Domitila de Castro e Canto.
Coitadinha! Passou seis meses viajando em um navio, cheia de sonhos, trazendo com ela livros de botânica e de mineralogia, pintores, cientistas e botânicos europeus, para catalogar fauna e flora brasileiras, mas terminou catalogando um chifrão.
Além da Independência brasileira, Leopoldina armou para Dom Pedro  não obedecer as cortes portuguesas e ficar por aqui. Temia revoluções populares que pudessem leva-la a perder a cabeça, como a sua tia-avó Maria Antonieta,  durante a Revolução Francesa de 1789.
 A chifradeira  Maria Luíza era uma inspiração para Leopoldina. Menos, nesse ponto, é claro. 
... a testa enfeitada pelo tarado Pedrão.
Diferentemente de Dom Pedro, Leopoldina sabia dialogar com o povo brasileiro. Tomou diversas resoluções muito importantes, como a contratação de numerosos militares estrangeiros para chefiar o Exército brasileiro, diante da possibilidade de  uma invasão lusitana, por causa dos papos de independência brasuca. Tudo isso nada lhe servia.  Dom Pedro preferia Domitila e a fez de Marquesa de Santos e dama de companhia da Imperatriz.
 A figura deu-lhe dois filhos, sendo que uma filha a levou para o seu palácio, a fim de viver junto com a austríaca.
 Leopoldina tentou, também, acabar com o trabalho escravo no Brasil, incentivando a imigração europeia pra cá. Enquanto pensava o bem, Domitila enriquecia-se, mordendo grana em negociatas, com a ajuda do taradão, corrupções em nomeações para cargos públicos.
Como não era gordinha e nem manquinha, como a "Poldinha" das bochechas flácidas, Domitila tinha tudo o que as mulheres tesudas de seu tempo tinham. Por isso, foi bom enquanto durou. E, assim, os Habsburgo chifraram de lá e foram chifrados de cá. Estava escrito?  
        

sábado, 16 de março de 2019

HISTORI&LENDAS DA ESQUINA DA COLINA

 1 - O "Almirante" tentou, mas, por duas vezes, na mesma data – 17 de dezembro –, não conseguiu atravessar o América: 1 x 1, em 1955, e 0 x 0, em 1967. No momento, é impossível “retentar”, pois o "Diabo" anda pelas divisões inferiores do futebol carioca.  

 2 - Em 14 de dezembro de 1978, Vasco 0 x 0 Vitória-ES, não valeu nada. Em 14 de dezembro de 1997,  Vasco 0 x 0 Palmeiras valeu o título de campeão brasileiro aos cruzmaltinos.

3 -  Vasco 2 x 1 Corinthians, no domingo 14 de março de 1926,  marca o inicio dos confrontos entre ambos. Foi amistosamente, no campo da Rua Paysandu, no Rio de Janeiro. De lá par cá, os dois já se encontraram por nove competições – Campeonatos Brasileiro e Mundial de Clubes; Copas Sul-Americana e do Brasil e Torneios Rio-São Paulo, Roberto Gomes Pedrosa, Rivadávia Correa Meyer e Octogonal de Verão –, além de 20 amistosos.

4 - O maior placar de Vasco x Corinthians foi 5 x 0, em três oportunidades, sendo duas favoráveis aos vascaínos: no sábado 14 de abril de 1928, em São Januário, e no domingo 16 de dezembro de 1934, no mesmo local, ambos amistosamente. No meio desses estragos, houve 5 x 5, em São Januário, em 17 de abril de 1955, pelo Torneio Rio-São Paulo.   

O VENENO DO ESCORPIÃO - UM PAÍS MAIS TORTO DO QUE CABO DE GUARDA-CHUVA

Foi ao "compiurer"e botou num livro um país "duca"
Era uma vez um escritor que sonhava ser o mais lido de sua terra. Pensou em vários temas para arrebentar as vendas, mas sempre achava que o povo não iria gostar do que ele listava. 
Um dia, cansado de tanto pensar coisas interessantes e descarta-las, ele falou pra si mesmo: já que ninguém gosta do que presta, então, vou escrever sobre o que não presta. E mandou ver:
  “Você pode não acreditar, mas, durante o recente giro que eu fiz pelo mundo, estive em um país onde seu povo criou uma tal de Justiça Eleitoral. Não tem em nenhum outro lugar do planeta. Só por lá.
Incrível!  O prédio da instituição custou $ 500 milhões de grana, para sete ministros trabalharem nas noites das terças es quintas-feiras, depois de terem chegado cansados de outros empregos, onde mordem mais grana, evidentemente.
  Estes sete ministros se acomodam em gabinetes de 150 metros quadrados e a Justiça Eleitoral que eles tocam custa $ 5,5 bilhões anuais, mantendo 35.371 empregados, que embolsam salários até em temporadas sem eleições. Originalíssimo, não é mesmo? É um país riquíssimo, o mais rico da nossa galáxia. Tão rico que, em tempos de crise fiscal, a assembleia legislativa do seu principal Estado aumentou o salário dos seus servidores públicos, de $ 22 mil, para $ 30 mil mensais, equiparando-os aos juízes de segunda instância.
Certíssimo, não é mesmo? Afinal, a rapaziada paga impostos e precisa comprar ternos novos no exterior, pois o que arrecada em propinas é pouco, precisa de um bom reajuste. Confere?
A moçada só gosta de ler as "sacas"
Pois é! A rapaziada faz pós-graduação em “mamada legal na gata”. Principalmente, porque o artigo 41 da sua Constituição nunca é cumprida e funcionário público incompetente jamais é demitido.
 Da mesma forma, os proprietários de chefias que chegam ao local onde deveriam trabalhar, colocam o terno na cadeira e desaparecem. Só aparecem na sala da chefia superior, onde capricham na puxada de saco.  
 É o país dos sonhos. Recentemente, o seu presidente conseguiu aprovar um projeto flexibilizando a venda de armas de fogo. Não demorou muito e um sujeito invadiu uma escola e matou oito pessoas. Coisa que aprendeu vendo a televisão divulgar, com tremendo escarcéu, fatos similares ocorridos nos Estados Unidos. 
Por sinal, um deputado que tentou colocar projeto na ordem do dia do Congresso Nacional, proibindo a TV de divulgar crimes como matanças em escolas, sofreu terrível campanha das emissoras televisivas e não se reelegeu.
 Quem mandou querer que a telinha deixe de faturar audiência com a desgraça do povo?
 País engraçadíssimo! Fica muito longe daqui, mas quem não puder visita-lo, de corpo presente, pode faze-lo lendo o meu livro. Ah! Já ia me esquecendo da sua graça. O nome é...Como é mesmo? Porra! Sizquici?"