Vasco

Vasco

domingo, 20 de agosto de 2017

FERAS DA COLINA - ALCIR PORTELLA

Reprodução de www.vasco.com.br
Como todo garoto, ele vivia jogando bola pela pelo meio das ruas do seu bairro e, de vez em quando, chegando em casa machucado. Teria que explicar tudo, direitinho, para não apanhar, com vara de marmelo.
 Alcir teve a primeira chance no time rincipal vascaíno quando Zezé Moreira comandava rapaziada (1965/1966). Mas lesão, em um dos tornozelos, o barrou. Recuperado, o Vasco da Gama o emprestou, ao Sport Recife, para voltar a ganhar confiança. Superou a fase, voltou a São Januário e chegou a capitão do time.
Carioca, do bairro de São Cristóvão, Alcir Pinto Portella nasceu em 9 de maio de 1944. Com 1m75cm de altura, jogava pesando 72 quilos. Em 1965, com idade para jogar pelo time infanto-juvenil, foi campeão carioca na temporada do IV Centenário do Rio de Janeiro.
Como apoiador, Alcir preferia atuar no desarme, mas sabia ir à frente. O seu empenho durante as partidas fez os companheiros vê-lo como o “estivador da equipe”. Jamais se preocupava em jogar bonito para a torcida. Com um fôlego impressionante, corria o campo todo, sem parar, enquanto a bola estivesse rolando.
 Alcir era um jogador versátil, capaz de atuar onde o treinador pedisse, fosse na zaga, no meio-de-campo, tendo passado pelo crivo, também, dos treinadores Gentil Cardoso e Zizinho, até Paulinho de Almeida titularizá-lo em sua escalação, em 1968, que ele considerava ter sido a sua melhor temporada.

sábado, 19 de agosto de 2017

OS XERIFES DA COLINA - RAFAGNELLI-24

Como é hábito abrasileirar (ou aportuguesar) o nome de quem chega por aqui, o zagueiro Ramón Roque Rafagnelli era escrito pelos jornais como Rafanelli. Não importava. Para a torcida cruzmaltina, o que valia era a sua seriedade de “xerifão” na área, o que ajudou a “Turma da Colina” a conquistar os títulos dos Campeonatos Cariocas de 1945 e de 1947. E o mais importante: o do Sul-Americano de Clubes Campeões, primeiro de uma equipe deste país no exterior, em 1948, no Chile.
Rafaneli ganhou a voga de titular no time do técnico Ondino Vieira na partida de 28 de agosto de 1943, quando o Vasco mandou 5 x 0 no Bonsucesso. Como na rodada anterior havia levado 6 x 4 do São Cristóvão, quem pagou o pato foi o zagueiro Sampaio. E, então, o “hermano” atuou em todas demais partidas do Campeonato Carioca da temporada, com a nova formação ficando: Oncinha; Rubens e Rafagnelli; Figliola, Nilton e Argemiro; Djalma, Ademir Menezes, Isaías, Lelé e Chico.
Em 1945, ano em que o Vasco foi campeão estadual invicto, Rafagnelli já estava neste time-base: Rodrigues, Augusto e Rafagnelli; Berascochea, Ely e Argemiro;Djalma, Ademir Menezes, Lelé, Isaías (Jair Rosa Pinto) e Chico. Em 1947, a rapaziada mudou para: Barosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Friaça (Djalma), Maneca, Dimas, Lelé e Chico.
Quanto ao torneio continental, aquele fora armada para sagração do River Plate, chamado de “La Maquina” e considerado o melhor time do mundo. No dia de enfrentá-lo, em 14 de março, o treinador vascaíno, Flávio Costa, decidiu não usar Rafaneli, porque ele era argentino. Desconfiança boba, pois ele jogava sério contra quem fosse o adversário. Como mostrou.
Rafagnelli foi campeão sul-americano de clubes com: Vasco 2 x 1 Litoral-BOL (12.02); 4 x 1 Nacional-URU (18.02); 4 X 0 Municipal –PER (25.02); 1 x 0 Emelec-EU (28.02); 1 x 1 Colo Colo-CHI (08.023) e 0 x 0 River Plate (14.03). O time que ele atuou teve: Barbosa, Augusto e Wilson (Rafanelli); Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas), Ismael (Ademir) e Chico. Nesta foto da revista carioca "Esporte Ilustrado" , o zagueiro Rafagnelli é o segundo, em pé, da esquerda para a direita








O VENENO DO ESCORPIÃO - O MAIOR ESCROQUE DO IMPÉRIO BRASILEIRO

Há quatro dias, o Paraguai celebrou o seu “Dia da Criança”, em  homenagem aos (entre 700 a 3.500 menores) citados pela história do pais como mártires do campo de batalha, diante de 20 mil brasileiros e argentinos, durante a guerra em que a tríplice aliança Argentina/Brasil/Uruguai dizimou a nação paraguaia.
Sobre o massacre dos garotos, pelos brasileiros, nada partido de seguidores do general paraguaio Solano Lopez merece credibilidade, sem comprovação documental. O homem era um megalomaníaco que desejava, à força, recompor o Vice-Reinado do Prata, reunindo parte da Argentina, do Brasil e o Paraguai, razão pela qual invadiu os territórios argentino (primeiramente) e brasileiro.
De outra parte, não se pode duvidar de nada atribuído a Luís Filipe Gastão de Orleans, o Conde D´Éu, o  maior “escroque” dos tempos imperiais. Tão ruím, ao ponto de arrendar pedreiras que eram dinamitadas nas proximidades do quarto onde a sua mulher grávida passava os maiores sustos. Até alugava casas para transformação em cortiços. Não valia nada.
EMBORA SE ATRIBUA ao Conde D´Éu a ordem de não deixar nenhum paraguaio vivo, bem como familiares e os  que gestassem na barriga da mãe, esta versão não foi encontrada em nenhum documento da época sobre a batlha do  16 de agosto de 1869. Ele teria, também, mandado incendiar uma mata onde paraguaios se escondiam, para queimá-los vivos.  No entanto, o  Visconde de Taunay, que fez parte do Estado-Maior do exército brasileiro durante o conflito, não aliviou o lado do genro do Imperador, colocando-o como um sanguinário matador de crianças.
Recentemente, a Organización Campesina del Norte e  Via Campesina Internacional relembraram o fato e inistiram que Argentina, Brasil e Uruguai foram à guerra contra o Paraguai “obedecendo ao império inglês”, mas revisão  documental comprovou que a Inglaterrra nada teve a ver com isso. Um militante dessas duas organizações, Adriano Munóz, escreveu: “Foi...na madrugada, que as crianças resolveram deixar seus lápis e brinquedos para enfrentar a tropa inimiga...”
NA DÉCADA-1970, o brasileiro José Chiavenato diz, por um livro, que “crianças de seis a oito anos, no ápice da batalha, assustadas, se agarravam nas pernas dos soldados brasileiros, chorando...foram degolados no ato”. 
Imagem reproduzida de www.bing.com

É difícil acreditar que crianças nessa idades troquem os brinquedos pelo fuzil, que não aguentariam carregar.  O livro já era, pois, há uns três anos, a Biblioteca Nacional desmentiu grande parte das informações contidas nele, a partir do achado de novos documentos sobre o conflito, inclusive cartas escritas por Solano Lopes.  
Após o final da Batalha de Acosta Nu, surgiram muitas versões sobre o que teria ocorrido por lá. No Paraguai, fala-se em 3.500 “niños”, de oito aos 15, massacrados  naquele 16 de agosto. Historiadores modernos brasileiros são mais cautelosos e dizem que não sobraram paraguaios vivos para contar nada daquele dia.
ALGO, NO ENTANTO, é certo:  relatos de jornalistas argentinos e europeus contam que os militares brasileiros degolaram muita gente durante o conflito que rolou entre 1864 a 1870, quando as tropas de Dom Pedro II mataram, covardemente, Solano Lopes, que já estava cercado, dominado e sem como fugir.
Se o Conde D´Eu mandou mesmo matar milhares de crianças durante a Guerra da Tríplice Aliança, nem o carrasco nazista Josef Mengele conseguiu fazer isso no campo de concentração de Auschwitz.  É hora de colocar o marido da Princesa Isabel no panteão dos maiores escroques da humanidade.   

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OS XERIFES DA COLINA - FLORINDO-24

Na década de 1930, quando o futebol brasileiro profissionalizou-se, os zagueiros não costumavam abandonar a sua área. Tentar marcar gols não era comum. Mas apareciam alguns que balançavam o filó. Caso de Florindo Alves Ferreira, que deixara duas redes sacudindo durante os seus 61 jogos pelo Atlético-MG.
Em 1937, o Vasco precisava de um cabra macho lá atrás. E foi  a Belo Horizonte buscar Florindo, que já tinha no currículo os títulos de campeão mineiro-1936 e do Torneio dos Campeões-1937 – antes do Galo, defendera o Tupinambás, de Juiz de Fora-MG, onde nascera, em 21 de abril de 1924, e o Siderúrgica. Em São Januário, ele emplacou e chegou à Seleção Brasileira.
 
TITULAR – Em 1937, Poroto e Itália eram os donos da zaga vascaína. Na temporada seguinte, Florindo barrou o segundo, que disputara a primeira Copa do Mundo-1930, no Uruguai. E passou a fazer dupla com Jahu. Depois, com Osvaldo. Só em 1943 perdeu a posição, quando apareceram Haroldo, Sampaio, Rubens e Rafagnelli disputando as duas vagas de “xerifes”.   
Em 1942, em seu último ano como titular, Florindo foi figura destacada em uma das mais catimbadas páginas da história cruzmaltina, a conquista  Troféu da Paz.
 Inclusive, um dos seus lances de raça, mereceu a contracapa do Nº 207 da revista “Esporte Ilustrado de 26 de março. “Florindo Espetacular!”, exclamava a manchete. 
SOBRE A CATIMBA, vale explicar: Vasco e América disputaram um amistoso comemorativo da pacificação da bola do então Distrito Federal, que tinha duas entidades brigando, a Liga Carioca de Futebol e a  Federação Metropolitana de Desportos.
O duelo rolou em 31 de julho de 1937, e a “Turma da Colina” mandou 3 x 2, em São Januário, diante de 25 mil almas. De quebra, ficou com a Taça Pinto Bastos e o Bronze da Vitória. Além daquilo, haveria, ainda, o Troféu da Paz, para ser decidido em melhor de três.
Nesse ponto entram duas versões. Pela americana, o trio de embates englobaria o jogo de 31 de julho de 1937 e as suas vitórias (3 x 1) de 5 de setembro de 1937 e  (2 x 0) de 25 de agosto de 1938. Segundo o “Jornal do Brasil”, a decisão só foi ocorrer em 24 de março de 1942, com 2 x 1 vascaínos. Da mesma forma, a edição citada acima da “Esporte Ilustrado” faz a mesma afirmação, com manchete  nas páginas centrais: “Vasco conquistou o Troféo da Paz”.

Florindo é o penúltimo à direita, em pé, em foto reproduzida
da revista e Esporte Ilustrado
A REVISTA publica a foto do time campeão, do seu primeiro gol e uma terceira folha destaca o goleiro vascaíno Walter praticando uma defesa.
No texto, escreve:  “... a disputa do ‘Troféo da Paz’ constitui  uma legítima ‘avant-première’ do certame de 1942... Venceu o Vasco e mereceu vencer porque encontrou com mais oportunidades o caminho das redes...”
 O duelo deu-se no Estádio Wenceslau Braz, apitado por Solon Ribeiro. Florindo formou dupla de zaga com Oswaldo.
Além do já citado goleiro Walter, o time teve ainda, na defensiva, Figliola, Zarzur (Noronha) e Dacunto. O ataque esteve com Alfredo II, Ademir Menezes, Massinha, Villadoniga, que marcou os dois gols,  e Manoel Rocha – depois passou por São Paulo, São Cristóvão e Francana-SP.
ESCRETE - Florindo estreou e despediu-se da Seleção Brasileira em São Januário. Na estreia, Brasil 3 x 2 Argentina, em 22 de janeiro de 1939, pela Copa Roca. O time era comandado por Carlos Nascimento e foi: Thadeu, Domingos da Guia e Florindo; Zezé Procópio, Brandão e Afonsinho;  Adílson, Romeu, Leônidas da Silva, Perácio e Carreiro.
 No último jogo, em 24 de março de 1940, em Uruguai 4 x 2, pela Copa Rio Branco, o treinador já era Jayme Pereira Barcellos e Florindo teve a companhia de outros dois vascaínos, o goleiro Nascimento e o médio Zarzur. A equipe foi: Nascimento, Norival e Florindo; Zezé Procópio Zarzur e Afonsinho;  Pedro Amorim, Hortêncio (Romeu), Leônidas das Silva, Jair Rosa Pinto e Hércules.     
Os seis jogos de Florindo pela Seleção Brasileira foram:  22.01.1939 – 3 x 2 Argentina; 25.02.1940 – 0 x 3 Argentina; 05.03.1940 – 1 x 6 Argentina; 10.03.1940 – 3 x 2 Argentina; 17.03.1940 –  1 x 5 Argentina; 25.03.1940 –  3 x 4 Uruguai.


 

FERAS DA COLINA - NIGINHO FANTONI



1 - Ele foi o segundo artilheiro vascaíno dos Campeonatos Cariocas, linhagem inaugurada por Russinho, em 1929 (23 gols) e repetida em 1931 (17). Os seus 25 tentos na temporada de estreia, em 1937, só foram superados por  Roberto Dinamite, que marcou 31, em 1981. Nome do cidadão: Leonísio Fantoni, o Niginho, cruzmaltino entre outubro de 1937 a setembro de 1939. 
Niginho, irmão de um outro
jogador vascaíno....
Niginho estreou pela Turma da Colina em um dia de numeração sugestiva: 10 do 10 de 1937. Somando 1937: 1 + 9 = 10;  3 + 7 = 10.  Naquela tarde de domingo, ele foi nota 10, marcando dois gols no  3 x 3 Flamengo, em São Januário, pelo Estadual, por esta formação: do treinador Carlos Escarone: Joel, Poroto e Itália; Rafa, Oscarino e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço (Mamede) e Luna, time que era chamado por Camisas Pretas.
 O jornal  A Noite escreveu sobre a estreia vascaína dele: “A atuação do popular jogador correspondeu plenamente à expectativa. Agindo com desenvoltura e corretamente, Niginho orientou os ataques do seu novo time, conseguindo, além disso... dois magníficos gols, na forma que lhe é característica, com dois indefensáveis chutes”.
 Realmente, os petardos eram uma marca registrada de Niginho, rompedor que compensava com aquilo e piques rápidos o que lhe faltava em habilidade. Por sinal, foi um dos motivos que o fizeram ser ídolo no Cruzeiro e no Lázio, clube que gostava de jogadores altos e fortes, como ele.

                                                                          EXPULSO DA BOTA

3 - Mesmo ídolo da italiana Lázio, o goleador Niginho foi expulso da Itália, por recusar-se a servir ao exército de Benito Mussolini que iria fazer a guerra na Abissínia, em 1936. Bom para o Vasco, que foi buscá-lo no então Palestra, futuro Cruzeiro, para onde voltara.
Íntimo das redes – marcara quatro vezes durante os 12 x 0 sobre o Andaraí e com a média acima de um gol por partida (25 em 20 jogos do Carioca de 1937), Niginho foi convocado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1938, na Itália, mas veto italiano, aceito pela FIFA, atendendo vingança do governo fascista do país, o impediu de jogar. Quem “pagou o pato” foi o Flamengo.  Explica-se:
Durante a inauguração do estádio da Gávea e abertura do Estadual Carioca-1938, aos 3 minutos da etapa final, Niginho abriu a conta, e bisou o feito, aos 33. Era o dia 4 do 9. Então, 4 + 9 = 13. Tudo no 3. 
Em 11 de junho do ano seguinte, Niginho voltou a aprontar diante dos Fla, no mesmo local e  em um domingo: 2 x 0, com dois gols, os últimos que marcaria com a jaqueta preta da Colina. Por aquela época, seu treinador já era Gentil Cardoso e o time este: Nacimento, Jahu e Florindo; Argemiro, Zarzur e Calocero (Oscarino); Orlando, Villadoniga, Nignho, Gandulla e Emeal.
Voltando aos resquícios da Copa do Mundo-1938, Niginho perdeu a chance de ter defendido o Brasil, mas esteve presente em quatro oportunidades: 27.12.1936  - Brasil 3 x 2 Peru, marcando um dos gols; 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai; 19.01.1937 - Brasil 3 x 2 Uruguai, deixando mais um na rede; 30.01.1937 - Brasil 0 x 1 Argentina. 

                                                                 CAMISA BRANCA 

4 – Era a tarde do domingo no 16 de janeiro de 1938. Que a galera se lembrasse, nunca tinha visto a rapaziada adentrar ao tapete verde São Januário usando camisa branca com faixa transversal preta. Quem não foi ao jogo, surpreendeu-se, no dia seguinte, quando o Jornal do Sports fez alusão ao fato, com  fotos de Vasco 4 x 1 Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca.
Quem se deu melhor naquela tarde foi Niginho, autor de dois gols. O prélio rolou em janeiro de 1938, mas ainda valendo pelo Campeonato Carioca de 1937, com a rapaziada, meramente, só cumprindo tabela. Além de Niginho, marcaram os outros gols os atacantes Lindo e Luna, por este fime: Rey, Poroto e (Zé Luís) Itália; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna. O Vasco terminou a temporada em terceiro lugar, há oito pontos do campeão, totalizando 30 pontos, em 22 jogos, vencendo 13, empatando 4 e perdendo 5. Marcou 84 e sofreu 42 gols, 
Voltando a tratar de Seleção Brasileira, Niginho perdeu a chance de ter defender o Brasil na Copa do Mundo-1938, mas esteve presente em quatro oportunidades: 27.12.1936  - Brasil 3 x 2 Peru, marcando um dos gols; 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai; 19.01.1937 - Brasil 3 x 2 Uruguai, deixando mais um na rede; 30.01.1937 - Brasil 0 x 1 Argentina - nascido em 12 de fevereiro de 1912, viveu até 5 de setembro de 1975.  

SEGUNDA FOTO ACIMA REPRODUZIDAS DA REVISTA DO CRUZEIRO EC Nº 45 DE MAIO-2000.