Vasco

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FERAS DA COLINA - NIGINHO FANTONI



1 - Ele foi o segundo artilheiro vascaíno dos Campeonatos Cariocas, linhagem inaugurada por Russinho, em 1929 (23 gols) e repetida em 1931 (17). Os seus 25 tentos na temporada de estreia, em 1937, só foram superados por  Roberto Dinamite, que marcou 31, em 1981. Nome do cidadão: Leonísio Fantoni, o Niginho, cruzmaltino entre outubro de 1937 a setembro de 1939. 
Niginho, irmão de um outro
jogador vascaíno....
Niginho estreou pela Turma da Colina em um dia de numeração sugestiva: 10 do 10 de 1937. Somando 1937: 1 + 9 = 10;  3 + 7 = 10.  Naquela tarde de domingo, ele foi nota 10, marcando dois gols no  3 x 3 Flamengo, em São Januário, pelo Estadual, por esta formação: do treinador Carlos Escarone: Joel, Poroto e Itália; Rafa, Oscarino e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço (Mamede) e Luna, time que era chamado por Camisas Pretas.
 O jornal  A Noite escreveu sobre a estreia vascaína dele: “A atuação do popular jogador correspondeu plenamente à expectativa. Agindo com desenvoltura e corretamente, Niginho orientou os ataques do seu novo time, conseguindo, além disso... dois magníficos gols, na forma que lhe é característica, com dois indefensáveis chutes”.
 Realmente, os petardos eram uma marca registrada de Niginho, rompedor que compensava com aquilo e piques rápidos o que lhe faltava em habilidade. Por sinal, foi um dos motivos que o fizeram ser ídolo no Cruzeiro e no Lázio, clube que gostava de jogadores altos e fortes, como ele.

                                                                          EXPULSO DA BOTA

3 - Mesmo ídolo da italiana Lázio, o goleador Niginho foi expulso da Itália, por recusar-se a servir ao exército de Benito Mussolini que iria fazer a guerra na Abissínia, em 1936. Bom para o Vasco, que foi buscá-lo no então Palestra, futuro Cruzeiro, para onde voltara.
Íntimo das redes – marcara quatro vezes durante os 12 x 0 sobre o Andaraí e com a média acima de um gol por partida (25 em 20 jogos do Carioca de 1937), Niginho foi convocado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1938, na Itália, mas veto italiano, aceito pela FIFA, atendendo vingança do governo fascista do país, o impediu de jogar. Quem “pagou o pato” foi o Flamengo.  Explica-se:
Durante a inauguração do estádio da Gávea e abertura do Estadual Carioca-1938, aos 3 minutos da etapa final, Niginho abriu a conta, e bisou o feito, aos 33. Era o dia 4 do 9. Então, 4 + 9 = 13. Tudo no 3. 
Em 11 de junho do ano seguinte, Niginho voltou a aprontar diante dos Fla, no mesmo local e  em um domingo: 2 x 0, com dois gols, os últimos que marcaria com a jaqueta preta da Colina. Por aquela época, seu treinador já era Gentil Cardoso e o time este: Nacimento, Jahu e Florindo; Argemiro, Zarzur e Calocero (Oscarino); Orlando, Villadoniga, Nignho, Gandulla e Emeal.
Voltando aos resquícios da Copa do Mundo-1938, Niginho perdeu a chance de ter defendido o Brasil, mas esteve presente em quatro oportunidades: 27.12.1936  - Brasil 3 x 2 Peru, marcando um dos gols; 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai; 19.01.1937 - Brasil 3 x 2 Uruguai, deixando mais um na rede; 30.01.1937 - Brasil 0 x 1 Argentina. 

                                                                 CAMISA BRANCA 

4 – Era a tarde do domingo no 16 de janeiro de 1938. Que a galera se lembrasse, nunca tinha visto a rapaziada adentrar ao tapete verde São Januário usando camisa branca com faixa transversal preta. Quem não foi ao jogo, surpreendeu-se, no dia seguinte, quando o Jornal do Sports fez alusão ao fato, com  fotos de Vasco 4 x 1 Bonsucesso, pelo Campeonato Carioca.
Quem se deu melhor naquela tarde foi Niginho, autor de dois gols. O prélio rolou em janeiro de 1938, mas ainda valendo pelo Campeonato Carioca de 1937, com a rapaziada, meramente, só cumprindo tabela. Além de Niginho, marcaram os outros gols os atacantes Lindo e Luna, por este fime: Rey, Poroto e (Zé Luís) Itália; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo I, Niginho, Feitiço e Luna. O Vasco terminou a temporada em terceiro lugar, há oito pontos do campeão, totalizando 30 pontos, em 22 jogos, vencendo 13, empatando 4 e perdendo 5. Marcou 84 e sofreu 42 gols, 
Voltando a tratar de Seleção Brasileira, Niginho perdeu a chance de ter defender o Brasil na Copa do Mundo-1938, mas esteve presente em quatro oportunidades: 27.12.1936  - Brasil 3 x 2 Peru, marcando um dos gols; 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai; 19.01.1937 - Brasil 3 x 2 Uruguai, deixando mais um na rede; 30.01.1937 - Brasil 0 x 1 Argentina - nascido em 12 de fevereiro de 1912, viveu até 5 de setembro de 1975 

SEGUNDA FOTO ACIMA REPRODUZIDAS DA REVISTA DO CRUZEIRO EC Nº 45 DE MAIO-2000. 

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