Vasco

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domingo, 8 de abril de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - VICE-CAMPEÃO

Burrice e brutalidade tiraram, hoje,  do Vasco da Gama, o que poderia ter sido o seu vigésimo quinto titulo de campeão estadual. A queda desta tarde, ante o Botafogo, por 0 x 1 e 4 x 3 nas batidas de pênalti foi o complemento da incompetência na escalação para o jogo da quarta-feira, quando empatou, por 1 x 1, com o Cruzeiro, no Mineirão, pela Taça Libertadores.
O Vasco sabia e sabe que não tem time para ser campeão continental e deveria priorizar o título estadual, que seria conquistado empatando com os alvinegros. Mesmo assim, escalou a força máxima e perdeu, por contusão, um dos seus principais atletas, o atacante Paulinho, que não foi para a finalíssima. Com isso, tirou força da equipe que escalou a "barata tonta" Riascos, que é muito mais um "zagueiro adversário" do que um vascaíno. Com Paulinho, o jogo teria sido diferente.
 No entanto, o pior foi a brutalidade do defensor Fabrício, que entrou pra quebrar sobre um adversário, da mesma forma que Rildo já havia feito (foi suspenso, por seis meses) em um jogo anterior contra o mesmo rival. Com Fabrício expulso de campo, no primeiro tempo, ali o Vasco começou a perder o título, pois passou o segundo tempo todo se virando ara segurar o 0 x 0 que lhe daria a taça. 
 Desgastado, fisicamente,  pelo jogo da quarta-feira, enquanto o adversário só treinou, o Vasco precisou usar quatro zagueiros para se segurar. Já o adversário colocou mais dois atacantes e mandou na partida. Ainda teve contra si a não marcação de um pênalti, cometido por Galhardo, que puxou um alvinegro, pela camisa, dentro da pequena área. A TV mostrou o lance, claramente.
Wagner, fotografado por Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br,
bateu forte e alto, e marcou gol nas cobranças de penais
Seguramente, se não fosse as grandes defesas de Martin Silva, o time vascaíno perderia por um placar mais dilatado. O tento botafoguense saiu aos 49 minutos - os descontos foram de cinco minutos. Andrés Rios tinha a bola dominada dentro da pequena área botafoguense, onde poderia ter "ensebado", para ganhar tempo. Perdeu a pelota e, despachada pelo goleiro alvinegro, esta foi bater na área do "Almirante", onde, no último lance da decisão, um zagueiro adversário, completamente desmarcado, balançou a rede, levando a definição da taça para as cobranças de penais. Martín Silva defendeu um - Andrés Rios e Pikachu converteram -, mas Werlei e Henrique avisaram ao goleiro do outro time onde iriam mandar a bola.
 O Vasco nem merecia estar naquela decisão, pois não venceu a Taça Guanabara e nem a Taça Rio, as duas etapas do Estadual. Foi incluído por conta de um regulamento que já havia beneficiado, da mesma forma, o Flamengo, em 2017.      

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 08.04.2018 (domingo). VASCO DA GAMA 0 (3) X 1 (4) BOTAFOGO. Finalíssima do Estadual-RJ. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães- RJ.  Público: 58.135 pagantes e 64.208  total. Renda:/ R$ 2.219.230. Gol: Joel Carli, aos 49 min do 2 tempo. VASCO: Martín Silva; Rafael Galhardo (Werley), Paulão, Erazo e Fabrício; Desábato, Evander (Andres Ríos), Yago Pikachu, Wagner e Henrique; Riascos (Ricardo). Técnico: Zé Ricardo. BOTAFOGO: Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés (Gilson); Marcelo (Kieza), Matheus Fernandes, Renatinho, Leo Valencia e Luiz Fernando (Rodrigo Pimpão); Brenner. Técnico: Alberto Valentim.

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