Vasco

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quarta-feira, 15 de março de 2017

REBU NA SACADA DA CBD - GOSLING-FEOLA

  Médico da Seleção Brasileira-1966 acusa treinador de desconsiderá-lo

 

 Estava escrito que a Seleção Brasileira não seria tri (mesmo!) na Copa do Mundo-1966, na Inglaterra. A bagunça na Comissão Técnica era inigualável. Além de terem sido formados quatro times para os treinamentos – e nunca definido um -, chegou-se até haver a desentendimentos entre os pacatos treinador Vicente Feola, o Gordo,  e o médico Hilton Gosling (foto), que pediu afastamento (irrevogável) à Confederação Brasileira de Desportos, por carta ao presidente João Havelange

 Em sua missiva, o Gosling queixou-se ao “chefão” que, em 1963, pouco antes de excursão (vexatória) à Europa, de 28 atletas que examinara, só três tinham condições físicas satisfatórias. Viera a estreia no giro – 0 x 1 Portugal - e recomendações suas (aceitas) de trocas (por quem estivesse melhor, fisicamente) para o segundo jogo – Brasil 1 x 5 Bélgica. “O time foi quase o mesmo”, queixou-se, dizendo-se surpreendido pelas poucas (sugeridas e aceitas) trocas - Gérson, por Mengálvio; Pelé, por Quarentinha, e Pepe, por Zagallo, tendo sido mantidos nas demais posições, Gilmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Cláudio Danni, Altair e Zito.


 A segunda queixa do médico foi sobre concentração, em São Paulo, e a qualidade de chuteiras disponibilizadas para os atletas canarinhos usarem durante a Taça da Nações-1964, quando a CBD comemorava 50tão de vida – levou 0 x 3 Argentina, a campeã. “Nada (do seu trabalho preliminar) foi levado em consideração”, chorou. E chorou mais por ter vetado, em 1965, Pelé para amistoso - Brasil 3 x 0 Argélia – em Oran, e o atleta ter jogado (depois, substituído por Bianchini).  Mais choro ainda rolou por conta de “desobediências” (da Comissão Técnica) às suas recomendações antes de amistoso contra a então União Soviética (atual Rússia). “Não foi feita (antes do jogo) a habitual revisão médica... as ponderações do Departamento Médico estão sendo esquecidas  facilmente...o Departamento Médico parece estar sempre em desacordo com a Comissão Técnica, e vice-versa”.  

Vicente Feola e Hílton Gosling reproduzidos da Revista do Esporte

 Ao ler a carta, o treinador Vicente Feola disse só acreditar nas queixas do Gosling porque estava assinada (e reconhecia a assinatura do médico). “Estorou tudo na minha mão”, disse à Revista do Esporte. E devolveu a pancada do colega, afirmando que, na véspera do amistoso com os russos, o médico chegara atrasado para o treino, viu jogadores dispensados por ele no gramado e foi embora “tratar de assuntos particulares”. Ainda segundo o Gordo,o zagueiro Bellini fora o único dispensado a participar do treino, e que Dudu, Djalma Santos e Pelé ficaram atrás de uma das balizas servindo (brincando) de gandulas.

 Feola afirmou, ainda, que o Doutor Gosling (como era chamado) fora influenciado pelas mesmas pessoas que marcaram o treinador Flávio Costa, após (2002 dias)  a Copa do Mundo-1950, quando o Brasil perdeu a taça, para o Uruguai, dentro do Maracanã, e derrubaram,em 1968. Aymoré Moreira (541 dias) “...assim acontece comigo. Essa gente queima qualquer um”, reclamou. Mas terminou viajando junto com o Gosling para a
Europa, onde os canarinhos disputaram, antes das Copa, amistosos e treinos de conjunto, na Suécia, contras times de Malmoe, Estocolmo e Atividaberg. Por lá,
 Gosling e Feola tiveram de deixar as suas diferença de lado para trabalharem em amistosos, entre 21 de junho a 6 de julho, véspera da hospedagem no Hotel Lymm, na inglesa Liverpool. Durante a Copa, o Brasil encarou  – e foi eliminado -  durante a primeira fase, vencendo a Bulgária, por 2 x 0, e caindo, por mesmos 1 x 3, ante Hungria e Portugal.   

terça-feira, 14 de março de 2017

HISTORI&LENDAS - QUINTÁLOGAÇO

1- Aconteceu em 12 de dezembro de 1948. Na final do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, que não era campeão há 13 anos, o time vascaíno encontrou o vestiário do estádio alvinegro, na Rua General Severiano, recém pintado, com cal virgem e sem água. A rapaziada ficou com os olhos ardendo. Pra piorar, a torcida, de 15 mil desalmados, atirou pó-de-mico sobre os jogadores cruzmaltinos, que terminaram caindo, por 3 x 1.

2- Em 14 de janeiro de 1951, valendo pelo campeonato da temporada anterior, o Vasco foi à forra conta os botafoguenses. Mandou 2 x 0, com dois gols de Ademir Menezes, na final, no Maracanã, sagrando-se bi. Em 1959 (também pelo campeonato do ano anterior) , o Vasco cobrou mais: 2 x 1. E, na rodada seguinte, ficou supercampeão (no 1 x 1, com o Flamengo). Em 29 de abril de 2001, o Vasco humilhou os alvinegros: 7 x 0, pelo Estadual, com três gols de Juninho Paulista, dois de Romário, um de Pedrinho e um de Euler.


3 - Em 8 de outubro de 2000, quatro jogadores vascaínos – Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Romário e Euller – estavam na Seleção Brasileira que goleou a Venezuela, por 6 x 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2002, no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, com todos os gols da “Turma da Colina”:  Romário (4), Juninho Paulista e Euller.
Ubaldo Aquino apitou e Candinho foi o técnico destes canarinhos: Rogério Ceni (SP); Cafu (Roma), Antônio Carlos (Roma), Cléber (Cruz) e Sylvinho (Arsenal-ING); Donizete Oliveira (Cruz), Vampeta (Inter-ITA), Juninho Pernambucano (Vasco), Zé Roberto (BayLever-ALE) e Juninho Paulista (Vasco)(Ricardinho I-Cruz); Euller (Vasco) (Marques-Atl-MG) e Romário (Vasco).

4 - O Vasco estava invicto diante do "Tricolor dos Pampas", desde o 1 x 1 de 21 de julho de 2007, pelo Brasileirão,  Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 9 de outubro de 2010, rolou um extraordinário 3 x 3, em São Januário. Naquela mesma temporada, houve novo empate, mas POR 1 x 1, em 19 de junho, na casa gremista, e uma goleada cruzmaltina, em 17 de setembro, por 4 x 0, na Colina. Este é o maior placar desse confronto de escores sempre apertados, desde o primeiro pela disputa nacional, em 10 de outubro de 1971.

5 - O Vasco tem várias ligações históricas com a Portuguesa da Ilha do Governador. Foi enfrentando-a que surgiu o termo "vai dar zebra", isto é, com a vitória dela, que não era a favorita, em um pega contra o "Almirante". Clube amigo do Vasco, A Lusa da Ilha convidou a rapaziada para inaugurar o Estádio do Morro dos Ventos Uivantes, como a turma apelidou a casa do clube, isto é, Estádio Luso-Brasileiro. Foi em 02.10.1965, em Vasco 2 x 0 Portuguesa, apitado por Frederico Lopes, com renda de Cr$ 10.406.500 e gols de Zezinho e Luisão (contra). Seu Zezé Moreira mandou o Vasco inaugurador de estádios rolar a bola com: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Silas; Maranhão e Oldair; Mário, Célio, Saulzinho e Zezinho. A sua vizinha era: Wagner; Bruno e Luisão; Zózimo e Tião; Jedir e Mário Breves; Inaldo, Tito, Mauro e Zé Carlos. O técnico chamava-se Antonio Moraes.


segunda-feira, 13 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - GALENSES

1 - Os primeiros amistosos entre Vasco e Atlético-MG foram uma prova da superioridade incontestável dos cruzmaltinos sobre os mineiros. Confira os oito pegas iniciais desse duelo: 20.11.1932 – Vasco 0 x 0 Atlético-MG; 26.09.1937 – Vasco 2 x 1; 17.04.1938 – Vasco 3 x 5; 09.04.1939 – Vasco 1 x 0; 04.03.1945 – Vasco 5 x 2; 07.03.1945 – Vasco 3 x 1; 21.01.1948 – Vasco 1 x 2; 30.05.1948 – Vasco 2 x 0; 08.08.1948 – Vasco 3 x 2.   O primeiro jogo oficial de vascaínos e atleticanos só foi acontecer em 7 de maio de 1967, três décadas e meia depois, quando o Torneio Rio-São Paulo foi acrescido com clubes mineiros e gaúchos. 

2 -  No Estádio dos Aflitos, em Recife, o Vasco esteve desde 1951, na época do “Expresso da Vitória”. A casa chama-se Eládio de Barros Carvalho, em homenagem a um dirigente que comandou o Náutico Capiberibe por 15 temporadas.  Eis as partidas: 20 de junho de 1951- (quarta-feira) - amistoso - Vasco 2 x 1 Náutico (gols: Tesourinha e Ipojucan) ; 10 de fevereiro de 1965 - Torneio Quadrangular Cinquentenário da Federação Pernambucana de Futebol -  Vasco 1 x 1 Náutico (Célio); 17 de maio de 1967 – Torneio Quadrangular -  Vasco 0 x 0 Náutico; 5 de maio de 1991 – Campeonato Brasileiro Série A – Vasco 0 x 0 Náutico; 25 de maio de 1992 –  Brasileiro Série A – Vasco 1 x 1 Náutico (Bismarck). 20 de maio de 2007 –  Brasileiro Série A – Vasco 2 x 2 Náutico (Morais (2); 13 de abril de 2011 – Copa do Brasil – Vasco 3 x 0 Náutico (Dedé, Alecsandro e Bernardo); 5 de setembro de 2012 –  Brasileiro Série A - Vasco 1 x 1 Náutico; 4 de setembro de 2013 – Brasileiro Série A – Vasco 3 x 0 Náutico (Marlone (2) e Wllie).       

3 – O Vasco já se pegou com o rival Fluminense, em duas oportunidades, na data 5 de março: em 1944 e em 2006. E em ambas empatou, pelo mesmo placar de 2 x 2. Da primeira vez, valeu pelo Torneio Relâmpago, em um domingo, em General Severiano, o estadinho do Botafogo. Cordeiro e Jair marcaram os tentos da rapaziada que, por sinal, naquele dia, esteve disputando uma taça, levada para São Januário. Época em que o “Expresso da Vitória” estava  chegando aos trilhos. Em 2006, o empate foi pela quarta rodada da Taça Rio, com gols cruzmaltinos marcados por Ygor, aos 33 minutos do primeiro tempo, e Claudemir aos 3 do segundo.   

4 - Em 8 de outubro de 2000, quatro jogadores vascaínos – Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Romário e Euller – estavam na Seleção Brasileira que goleou a Venezuela, por 6 x 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2002, no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, com todos os gols da “Turma da Colina”:  Romário (4), Juninho Paulista e Euller.
Ubaldo Aquino apitou e Candinho foi o técnico destes canarinhos: Rogério Ceni (SP); Cafu (Roma), Antônio Carlos (Roma), Cléber (Cruz) e Sylvinho (Arsenal-ING); Donizete Oliveira (Cruz), Vampeta (Inter-ITA), Juninho Pernambucano (Vasco), Zé Roberto (BayLever-ALE) e Juninho Paulista (Vasco)(Ricardinho I-Cruz); Euller (Vasco) (Marques-Atl-MG) e Romário (Vasco).

5 - O Vasco estava invicto diante do "Tricolor dos Pampas", desde o 1 x 1 de 21 de julho de 2007, pelo Brasileirão,  Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 9 de outubro de 2010, rolou um extraordinário 3 x 3, em São Januário. Naquela mesma temporada, houve novo empate, mas POR 1 x 1, em 19 de junho, na casa gremista, e uma goleada cruzmaltina, em 17 de setembro, por 4 x 0, na Colina. Este é o maior placar desse confronto de escores sempre apertados, desde o primeiro pela disputa nacional, em 10 de outubro de 1971.

domingo, 12 de março de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PIRATAS QUE ASSOMBRARAM OS MARES

 Nem só de homens com lenços cobrindo a cabeça, brincos enormes brilhando nas orelhas e papagaio pulando em seus  ombros viveu a história da pirataria pelos mares do planeta. As mulheres também fizeram parte desse mundo, embora pouco lembradas pelos machistas historiadores.
Uma das piratas mais famosa foi a irlandesa Grace O’Malley, tida como a principal das que assombraram os mares ocidentais. Filha de uma rica família de pescadores, foi a mais temida das águas que banhavam a Inglaterra. Inclusiva, conta-se que dera a luz ao seu primeiro filho – Theobaldo – quando o seu navio estava sendo atacado e que, logo após o parto, subiu ao convés para encorajar os seus marujos à luta. Exagero, lenda? Você decide.
 Grace O´Malley não envolveu-se só com a pirataria. Achou de se meter na briga de ingleses e irlandeses, pela Ilha Esmeralda, e terminou caçada pelo governador inglês da Irlanda, Sir Richard Binghan, que matou um dos seus filhos e convenceu um outro a mudar de lado. Sem problemas! Grace o encarou, não importando se o havia parido.
 A intrépida Mary O´Malley viveu por 70 anos, até 1603. Conta-se, também, que ela conseguiu  chegar até a Rainha Elizabeth I, em 1593, e  obtido permissão para reconstituir a sua patota, que teria passado para o comando de Theobaldo.  
Mary Read, Anne Bonny e Jack Rackman, em moldura
 pinadas por Chris Collingwood, em 1720
Já a inglesa Mary Read  preferiu operar pelos mares do  Caribe.  Criada como menino, vestia-se como homem e serviu ao exército, antes de cair na pirataria. Disfarçada de homem, a sua especialidade, embarcou na tripulação do pirata Calico John Rackmam, que leva Anne Bonny, que descobriu o seu disfarce, e formou com os dois um trio infernal.
Nesse caso aí, o ciúme de mulher não vingou entre as duas. Ficaram amigas e transavam com Rackman quando estavam a perigo, parceria que rendeu vários assaltos, tornando-os os mais temidos dos mares caribenhos e valendo-lhes caçada pela marinha inglesa.
De sua parte a irlandesa Anny  Bonny era filha de um advogado com uma criada, pela qual o pai deixou a esposa e foi viver com a moça nos Estados Unidos. Anne era  adolescente quando encantou-se por um pirata e fugiu com ele para a Ilha Providence, grande point da piratagem. Quando foi capturada, juntamente com Mary, ambas lutaram, bravamente.  Em novembro de 1820, foram julgadas, separadamente, e condenadas à forca. Após o veredicto, elas anunciaram que estavam grávidas de Rackman, que foi enforcado, e a execução foi suspensa. Mary Read contraiu uma febre e não sobreviveu, enquanto Anne Bonny teve seu bebê, escapou da forca e desapareceu da vida de muitas emoções.

sábado, 11 de março de 2017

KIKE EDITORIAL-14, OU O VENENO DO ESPORPIÃO - CIÚME À BRASILIENSE

Brasília é a capital do mimetismo social. Por mínima importância que tenham, os seus habitantes que circulam pelas artérias que levam ao seu coração se alçam a prestígios estratosféricos e insinuam tremenda intimidade com o poder. 
Quem mais sofre com eventuais desprestígio  do Palácio do Planalto  é o Ministério das Relações Exteriores, o chamado Itamaraty. Faz beicinhos, calundus e não disfarça o ciúme. Um dos casos mais marrentos rolou, em 1963, quando o presidente João Goulart tratou, diretamente, com o embaixador Lincoln Gordon e trouxe ao Brasil o Secretária de Justiça dos Estados Unidos, Robert Kennedy, irmão do presidente John Kennedy. Ignorou, completamente,  a diplomataiada. Se bem que não era a primeira vez em que a Casa do Barão de Rio Branco ia a escanteio.


 Por aquela época, passada a crise envolvendo Washington e Moscou, devido a decisão soviética de instalar mísseis nas barbas do Tio Sam, em Cuba, o Kremlin já reconhecia o pedaço cucaracha como área de influência do seu rival na guerra fria e desistira de ver, por aqui, países neutralistas e não alinhados. De sua parte, os “Iztêitiz” queriam um papinho com Brasília. Se ela fazia parte do seu quintal, porque então o seu governo encampara empresas norte-americanas? Porque negociara, com a Polônia, a compra de 100 helicópteros e a montagem de uma usina termoelétrica, em São Jerônimo-RS?

NINGUÉM MELHOR DO QUE o Itamaraty para correr atrás desse papo, certo? Claro que não, do ponto de vista do Jango.
 Arestas a aparar, João Belchior Marques Goulart precisava que o Tio Sam dinamizasse, urgentemente, a cota brasuca no programa Aliança para o Progresso e a continuidade da sua ajuda militar às nossas forças armadas. Para ele, assuntos muito importantes para deixar por conta de diplomatas. Deveria ser papo de pé do cangote entre ele e o bico da “Águia”,  num momento em quereatava-se relações diplomáticas e comerciais com a patota liderada pelo Primeiro Secretário do Partido Comunista soviético, Nikita Serguêievitch Khrushchovv.             
 Com o Itamaraty no banco dos reservas, sem nenhuma chance de entrar em campo, o ciumento “premier” e chanceler interino Hermes  Lima não compareceu ao desembarque de Robert Kennedy, no aeroporto de Brasília, durante uma madrugada. Pediu ao Ministro da Guerra, o general Amaury Kruel, para representa-lo. De quebra, quando chegou ao Palácio da Alvorada, para participar de uma conferência, Jango já estava trancado na biblioteca com Bob Kennedy, que  passou 18 horas na cidade, cinco das quais do seu lado, sendo três de parrapapás e duas num  regabofe.
 
 O BRASIL VISITADO POR Bob Kennedy vivia um incômodo processo inflacionário, com Jango precisando reconquistar, por plebiscito, autoridade e poder diluídos pelo parlamentarismo e, sobretudo, empossar um ministério estável. Por isso, ele adotou uma diplomacia pessoal e agressiva. Pela lógica e o bom senso, deveria fazê-lo com a participação de outros membros do seu Governo – menos do ciumento Itamaraty, que não tinha força nem para convencer Moscou a não substituir o seu embaixador no Brasil por diplomata de nenhum prestígio.