Vasco

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

HISTORI&LENDAS DA ESQUINA DA COLINA

 1 - O atacante Valdemar, supercampeão carioca, em 1958, quando estava no Olaria, não se conformava em ter sido barrado, com a chegada de Lorico, um meia revelado pelo amador Esporte Clube Senador Feijó, de Santos-SP, que o Vasco buscara na Portuguesa Santista. Profissional desde 1949, quando chegou à Seleção Paulista de Novos. Lorico estreou no Vasco contra o Real Madrid, que era considerado o melhor time do mundo. Além de Valdemar, dois outros campeões que saíram da Colina aborrecidos com os cartolas foram Sabará e Bellini.
UM TRIO DE EX-CRUZMALTINOS que pareciam não saber como eram as curvas do caminho da bola. Um dos maiores ídolos tricolores, Telê Santana, deixou o Fluminense na mesma situação. Depois de passar pelo Guarani de Campinas e o Madureira, encerrou a carreira pelo Vasco. Feliz da vida! 

2 - O torcedor vascaíno gaba-se de que seu time mandou 3 x 0 no Santos, contando com o bicampeão mundial Pelé (04.04.1965), no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. Mas o "Peixe" estava sem cinco titulares: o goleiro Gilmar, o zagueiro Mauro, o volante Zito, o centroavante Coutinho e o ponta-esquerda Pepe. Treinado por Lula, jogou com: Laércio; Modesto, Geraldino, Ismael (Olavo); Joel e Elizeu (Rossi); Dorval, Mengálvio, Toninho, Pelé e Noriva (Peixinho). O público foi de 42.250. Luisinho e Mario “Tilico” marcaram os gols do time vascaíno, que era comandado por Zezé Moreira, e foi: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico (Oldair); Luizinho, Célio, Saulzinho (Mário) e Zezinho.
GANHAR DE PELÉ, por 3 x 0, naquele tempo, era difícil de acreditar. Uma vitória lendária.

3 - Edvaldo Izídio Neto, o Vavá, representou o Vasco no Mundial-1958, na Suécia, e voltou como o “Leão da Copa”. Nascido em 12.11.1934, em Recife, viveu até 19.10.2002. Foi vascaíno entre 1951/1958, tendo sido buscado no Sport Recife, onde jogou em 1949/1950. Da Colina, foi para o espanhol Atlético de Madrid, ficando nele entre 1958/1961. Foi repatriado pelo Palmeiras (61/1963) e o primeiro brasileiro atuando no exterior a ser convocado para a Seleção Brasileira. 

4 -  Vavá foi a duas Copas do Mundo, fazendo 10 jogos, em 8 vitórias, 2 empates e 9 gols marcados. Totalizou 23 partidas, somando 19 vitórias, 3 empates e só derrota, em um total de 14 tentos. Desses compromissos, 20 foram contra seleções nacionais, rendendo 16 vitórias, 3 empates e uma derrota. Diante de clubes e combinados fez 3 apresentações, vencendo todas. Vavá defendeu, ainda a seleção brasileira olímpica, com 2 jogos, 2 vitórias e um gol. Levou os títulos das Copas do Mundo de 1958/1962 e das Taças Oswaldo Cruz-1955/1958/1962.
SEGURAMENTE, este é um currículo que se pode chamar de leonino.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

HISTORI&LENDAS DA ESQUINA DA COLINA


1 - Torcedores da década-1960, costumavam contar que Mário Vianna levara o volante Maranhão, para o Flamengo, e o Vasco o “roubara” da Gávea. Não foi bem assim. Ao ver o baixinho atuando pela seleção maranhense, o ex-árbitro o indicou aos rubro-negros, é verdade.  No entanto, um amigo da família do atleta, chamado Joaquim Pereira, arrumou uma passagem, com a Força Aérea Brasileira, mandou buscá-lo e o levou para São Januário, o entregando a Hílton Santos. Isso pelo final de 1958. Maranhão era tão mirrado, que o cara achou que ele fosse infanto-juvenil. Logo, subiu ao time juvenil. Em 1961, já profissional, tornou-se titular a partir do returno do Campeonato Carioca-1962. Foi bicampeão de aspirantes e da Taça Guanabara de 1965.
CHEGOU AO VASCO, ACHANDO que estivesse no Flamengo. Errou o clube e acertou no destino.

2 - Alcir Portella foi o quarto atleta que mais vestiu a camisa do time de futebol vascaíno: 511 vezes jogos, de 1963 e 1975. Glória máxima: o título de campeão brasileiro, em 1974, como capitão da equipe, posto ocupado por 10 anos. Mesmo sendo um volante, função que obriga a fazer faltas, jamais foi expulso de campo, o que valeu-lhe o Prêmio Belfort Duarte. Após encerrar a carreira de atleta, Alcir foi contatado como empregado do Vasco, tendo sido auxiliar técnico e treinador. Assim, participou das campanhas dos títulos dos Brasileiros de 1974, 1989, 1997 e de 2000, a primeira como jogador e as outras três como auxiliar. O único. Viveu durante 64 anos.
CRUZMALTINO EM TEMPO INTEGRAL. No mínimo, é o que se pode escrever sobre Alcir Portella.


domingo, 2 de dezembro de 2018

VASCO DA GAMA 0 X 0 CEARÁ

O placar manteve o "Almirante" na Série A do Campeonato Brasileiro. Foram 43 pontos conquistados, terminando em 16º lugar, último dos que se salvaram, deixando na zona de rebaixamento Sport Recife, América-MG, Vitória-BA e Paraná 
Valentim fotografado por Carlos Gregório, de
www.crvascodagama.com.br
O Vasco teve uma grande chance de vencer a partida, no segundo tempo, quando Marroni ficou frente a frente com o goleiro do time anfitrião, mas chutou em cima do mesmo.
O técnico Alberto Valentim analisou a atuação do time e elogiou a garra e o nível de concentração dos jogadores, ressaltando que a partida tinha uma carga emocional grande.
- Fase defensiva de qualidade, marcação, e depois jogar com qualidade na frente. Meu pedido era essa. Jogo de força para se defender, porque não levar gol seria um objetivo conquistado. Havia tensão. Quando está perto do fim, os jogadores ficam mais cansados, baixa o nível de concentração. Não podíamos deixar cair - disse o treinador.  Tínhamos a preocupação de não levar gol, mas não deixamos de fazer o que temos de ideia. Queria atacar mais, finalizar mais, ter mais qualidade. Começando o trabalho no próximo ano, vamos em busca de fazer um ano melhor, do tamanho do que o Vasco merece. Os jogadores estão de férias, mas amanhã já vamos conversar no almoço com a diretoria. Vamos começar a trabalhar e planejar.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 02.12.2018 (domingo). Vasco 0 x 0 Cerará. 38 rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: Castelão, em Fortaleza-CE. Juiz: Raphael Claus-SP Público: 57.223 pagantes. Renda: R$ 1.128.494. VASCO: Fernando Miguel; Luiz Gustavo, Werley, Leandro Castan, Willian Maranhão (Ricardo), Raul (Desábato), Andrey, Thiago Galhardo, Kelvin, Caio Monteiro (Marroni) e Maxi López. Técnico: Alberto Valentim. CEARÁ: Everson; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Valdo, Felipe Jonatan, Juninho, Richardson, Calyson (Éder Luís, intervalo), Ricardinho (Wescley), Felipe Azevedo (Cardona) e Arthur Cabral. Técnico: Lisca.
OBS: o resultado deixou o Vasco em 16 lugar, entre 20 participantes, no Campeonato Brasileiro. Em 38 jogos, venceu 10, empatou 13 e perdeu 15. Marcou 41 e levou 48 gols, sendo a quinta defesa mais vazada - Vitória 63; Paraná e Sport-PE 57 e Chapecoense-SC 50 foram piores. No critério ataque, o vascaíno foi o nono que mais balançou a rede: 48 gols, atrás de Palmeiras 64, Flamengo 59, Atlético-MG 56, Atlético-PR 54, Internacional 51, Grêmio-RS 48, e  Santos e São Paulo 46.
 Embora tivesse o saldo negativo de sete tentos, o Vasco viu times colocados acima com números piores neste critério, como Chapecoense (14) 16 gols negativos. Fluminense (12) 14 e Botafogo (9) 8 tentos negativos.     
Classificação final: Palmeiras 80 pontos: Flamengo 72; Internacional 69; Grêmio-RS 66; São Paulo 63; Atlético-MG 59; Atlético-PR 57;    Cruzeiro 53 ;Botafogo 51; Santos 50; Bahia 48; Fluminense 45; Corinthians 44; Chapecoense 44; Vasco 43; Sport-PE 42; América-MG 40; Vitória-BA 37 e Paraná 23.

                                                    TAÇA NA COLINA
Além de ter-se conservado na elite do futebol brasileiro, o Vasco da Gama conquistou, hoje, o título do Campeonato Brasileiro de Futebol de 7 PC. Para carregar o caneco, venceu a final diante do CEMDEF, de Mato Grosso do Sul, por 3 x 0. Os gols da rapaziada form marcados por Léo, Igor Romero e Evandro.
O "Almirante" já havia vencido esta disputa em 2014, 2015 e 2017. No ano passado, ficou vice-campeão. O time está invicto há quatro temporadas.
CONFIRA A CAMPANHA - Vasco 7 x 0 ADD-MS; CETEFE-DF 0 x 7 Vasco; Vasco 2 x 2 CAIRA-MS; Vasco 21 x 0 Ativa-MS; CEMDEF-MS 0 x 3 Vasco.
.FOTO DIVULGAÇÃO

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A BIÔNICA DE SEIS MILHÕES DE DÓLARES

           SUCESSO MARCANTE NA TV DA DÉCADA DE 1970
|Lindsay Wagner
 Quem curtiu os filmes de aventura da TV da década-1970, seguramente, deve lembrar de “A Mulher Biônica”, uma filmagem norte-americano fez muito sucesso no Brasil.
Inicialmente, ela fez parte de um outro seriado - “O Homem de Seis Milhões de Dólares”. Teve Lindsay Wagner no papel principal, entre entre 1976 e 1978, e houve um “remake”, em 2007, com Michelle Ryan, para o canal NBC, mas sem o mesmo apelo.
A biônica Jaime Summers era uma ex-tenista profissional, noiva de Steve Austin, o homem dolarizado. Sofrera um acidente ao saltar de para-quedas e, para ser salva, teve pernas, braço e ouvido direito substituídas por membros biônicos. 
De saída, seu corpo rejeita os biônicos, provocando hemorragia cerebral. Dada como sem vida, sem que Steve saiba, um jovem médico pede ao governo a chance testar novas técnicas que ele vinha  desenvolvendo em laboratório.
Histórias que foram parar.....
 Com a autorização concedida, Jaime Summers volta a viver, o governo dos EUA patrocina o seu caríssimo  restabelecimento, mas ela perde a memória, que retorna, tempos depois.
 Jamie desenvolve missões secretas para o Estado, com identidade secreta e como professora em uma base militar. Bem como o coronel Austin, ela  ganhou, também, histórias em quadrinhos, na mesma 1970. Numa delas, está em Paris combatendo matadores de biônicos, que o faziam para roubar seus membros para vendê-los a bilionários com problemas físicos. 
No Brasil, os quadrinhos de “A Mulher Biônica” foram lançados pela Editora Dynamite, com texto de Paul Tobin, arte de Leno Carvalho e capa de Paul Reanaud. 
De sua parte, a atriz Lindsay Wagner nascida em bairro pobre de Los Angeles - 22.06.1949  -, filha de William Nowels Wagner e Marilynb Wagner –, viu os pais se divorciarem quando tinha sete de idade. Por conta daquilo, trabalhou duro para poder comprar os seus sonhos.
... nas revistas de quadrinhos
Lindsay in iniciou a careira como modelo, mas odiava desfilar e posa. Nas telas, pintou, inicialmente, como "convidada" em programas de TV, como "Night Gallery, em 1970. Atuou no aplaudido "O Livro de Chase"-1973, mas o sucesso na TV só surgiu quando apareceu em  "O Homem dos Seis Milhões de Dólares", em 1974,  pois o seu personagem ficou muito popular, gerando  "The Bionic Wooman", em 1976.
 Encerrado o seriado, Lindsay atuou em mais de 40 filmes televisivos, cinco mini-séries e mais de 340 películas. Ganhou um prêmio Enny e foi indicada para dois Golden Globe e um prêmio Cable. Entre 1971 a 1981, casou-se por quatro vezes e teve dois filho, Dorian e Alex. 







sábado, 1 de dezembro de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - SUPREMA DELEGACIA DE POLÍCIA DE BRASUCAS

                    SE GALINHA PULAR A CERCA, CHEGA LÁ

 Trabalhei como repórter da Rádio Justiça, do Supremo Tribunal  Federal-STF, cobrindo as reuniões penárias das duas turmas ministeriais e fazendo, por telefone, entrevistas com juízes, promotores, presidentes de tribunais, etc de todas as partes do país. Ficava embasbacado com o número de processos bobíssimos que chegavam à principal corte do país. Coisas que deveriam ser resolvidos por delegacias policiais de interior, como, por exemplo, briga de vizinhos, por causa de uma galinha, e mulher levantando a saia e mostrando a bunda a uma patrulha militar.
 Deste segundo exemplo, lembro que o relator era o ministro Teori Zavaski e que a plateia, na maioria, estudantes de Direito,  não se segurou. Riu muito, como se estivesse em um circo.
Aquilo, no entanto, nem era o pior. O pior era a queixa dos ministros, de terem milhares de processos para exame.
Dias Tofoli, Gilmar Mendes e Teori Zavaski, em foto
reproduzida de www.stf.jus.br
 Certa vez, encontrei-me com um ministro aposentado, em uma confeitaria, e indaguei-lhe qual a razão da “milharada em sua  horta”.
Respondeu-me que os responsáveis eram as grandes empresas e a administração pública. Esta, recorrendo em todos os casos, mesmo sabendo que perderia, por haver processos semelhantes julgados, enquanto a outra para adiar o fim da questão.
 Sobre a criticada lentidão da Justiça brasileira, um professor de Direito, com quem também conversei, culpou o nosso sistema jurídico por ter quatro instâncias - na maioria dos outros países são duas – até um processo subir ao STF.
Citou, ainda, o fato de a nossa constituição ter mais de 200 artigos e mais de 50 emendas, permitindo quase tudo ser levado à corte maior. Já um especialista em Direito Constitucional citou-me ter a constituição de um país avançado, como os Estados Unidos, apenas sete artigos e 27 emendas, “não deixando mais de 100 processos irem a julgamento, anualmente”, ressaltou - no Brasil, passam de 120 mil.
Sepúlveda Pertence,reproduzido de www.stf.jus.br
Sobre isso, havia, há algum tempo, uma história muito contada pelos jornalistas que cobriam STF, relatando que, ao participar, na Europa, de um encontro de presidentes nacionais de casas constitucionais, o ministro Sepúlveda Pertence – 1995 a 1997- contou  julgar a sua corte 60 mil processos anuais (na época).
Durante o intervalo das palestras, um dos colegas sugeriu-lhe falar com o tradutor e pedir-lhe correção em uma parte de sua fala, achando ter o sujeito trocado 6 mil por 60 mil. Sepúlveda confirmou o que dissera e ninguém queria acreditar que ouvira.
 Assessores do STF explicaram-me que, hoje em dia, devido ao grande número de processos para cada ministro trabalhar, faz-se um modelo de entendimento temático, para os analistas aplicarem em casos análogos.
 Advogados que iam, quase diariamente, o STF, quando eu era repórter por lá, criticaram muito o excesso de queixas chegadas, também, à justiça de segunda instância. E elogiavam súmula vinculante - surgida em 2004 -, obrigando juízes de primeira instância a seguir o STF, a fim de evitar recursos desnecessários. Achavam  31 (na época) súmulas pouco e afirmavam que juízes de primeira instância nem ficavam sabendo de decisões do STF. Com juízes diferindo, “quem tem melhor advogado consegue chegar ao STF”, disse-me um deles.
 Torçamos, então, para as galinhas deixarem de pular a cerca do vizinho e as mulheres do morro carioca de levantarem a saia e mostrarem o bumbum para patrulhas militares que pararem diante de pontos de venda de “churrasquinho de gato” – eu cobri isso no STF. Pasmem!