Vasco

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

HISTORI & LENDAS DA COLINA - PACÍFICO

1 -  Rolava um racha no futebol carioca, que durou de 1933 a 1936. No período havia dois campeonatos de duas ligas. Pelo final de 1934, houve um conflito no remo e o Vasco saiu da Liga Carioca de Futebol – havia uma outra entidade, a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos-AMEA que tinha o Botafogo por filiado. No final da temporada, Vasco e Botafogo, apoiados pela Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF) fundaram a Federação Metropolitana de Desportos, a qual aderiram, também, Bangu e São Cristóvão, que tinham times fortíssimos. Na nova liga, o Vasco foi o campeão-1936, ano com dois campeonatos. 

2 – Vasco e América lideraram a pacificação do futebol carioca. Possibilitaram a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro e o surgimento do “Clássico da Paz”, para marcar o surgimento de um novo tempo. Em 31 de julho de 1937, os cruzmaltinos venceram o primeiro daqueles duelos, por 3 x 2.

3 - Em 1938, o Flamengo convidou o Vasco para inaugurar o seu estádio, na Gávea. Há 10 anos, o clube rubro-negro vivia como cigano, até ganhar um terreno da Prefeitura do Rio de Janeiro. Então, a rapaziada foi lá e mandou 2 x 0. De lá para cá, o Fla virou freguês do Vasco, em seu próprio campo. Perdeu oito e ganhou seis.

4 - Surgiu no futebol brasileiro, por causa de um jogador vascaíno, o termo “gandula”, para o apanhador de bolas. Tudo porque o atacante argentino Bernardo Gandulla tinha o hábito, quando estava no banco dos reservas, ir buscar todas as bolas chutadas para fora.  


domingo, 2 de junho de 2019

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - GATAS DOURADAS DO VÔLEI DE PRAIA

As moreníssimas Jaqueline e Sandra ....
Os Jogos Olímpicos da norte-americana Atlanta-1996, valeram ao Brasil  a medalha de ouro da primeira disputa do vôlei na areia. Foram trazidas por Jacqueline Silva e Sandra Pires, que deixaram as também brasucas Mônica Rodrigues e Adriana Samuel com a prata. Daquelas Olimpíadas, participaram 10.500 atletas, das quais 3.700, ou um terço, era mulher. Do Brasil, foram 220, com elas sendo 70.
Jacqueline e Sandra não só se douraram, mas jogaram mostrando a garra, a graça e a beleza moreníssima da lutadora mulher brasileira. Ao acompanharem o ouro de Torben Grael e Marcelo Ferreira, na Classe Star, do iatismo, as  ofuscaram a prata e o bronze dos nadadores Gustavo Borges e Fernando Scherer, o Xuxa, bem como os bronzes dos judoca Aurélio Miguel e Henrique Fernandes.
 No dizer do jornalista Ney Bianchi, da revista semanal carioca Manchete, as meninas do vôlei na areia mostraram-se “bonitas, corajosas e cheias de talento”. E complementou: “Essas grotas valem ouro” – comprovaram, durante a Guerra dos Metais Olímpicos.
Foi a primeira vez, em 76 temporadas, que o Brasil levava duas medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada. Com valor muito maior porque o nível técnico do vôlei na praia era, na época, altíssimo, em todo o planeta. “Não bastava querer vencer, era preciso saber vencer”, comentou Jacqueline, com Ney Bianchi, que confidenciou: “Ela e a Sandra viviam brigando, quase desfizeram a dupla ante dos Jogos. Mas assinaram um tratado de paz para garimpar o ouro de Atlanta”.
... e Mônica e Adriana foram as primeiras douradas
Jaqueline Louise Cruz Silva  nasceu, no Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro de 1962. Começou a ser fera do vôlei nas quadras, aos 9 idade, como mirim do Flamengo, pelo qual sagrou-se  pentacampeã carioca  ínfantil (1973 a 1978). Em 1979, ajudou a trazer o bronze dos Jogos Pan-Americanos, de Porto Rico.
Jacqueline foi levantadora titular do seleção brasileira das Olimpíadas Moscou-1980 e de Los Angeles-1984, quando foi eleita a melhor levantadora desta última competição. Ainda durante a década-1980, atuou pela Europa (em 1987, em Modena, foi eleita a melhor estrangeira da temporada e, depois, ganhou o Saisomaggiore, o Oscar do vôlei) e os Estados Unidos, onde aderiu ao vôlei na praia, o beach volley - e foi considerada a melhor do país, que batizou-lhe por, Jackie Silva, a Rainha da Praia. 
Jacqueline venceu vários torneios e chegou a Nº 1 do ranking mundial d modalidade. Foi pelo começo da década-1990, quando era considerada melhor jogadora de vôlei de praia do mundo (pelas adversárias), que ela formou parceria com Sandra Pires, junto com quem venceu a maioria dos torneios disputados no Brasil e nos Estados Unidos
Larisssa  Juliana, vicidadas em vitórias
Sandra Pires Tavares, também carioca, nascida em 16 de junho de 1973, jogou vôlei nas quadras e nas praias medindo 1m74cm. Começou aos 11 de idade,  no Colégio Cenecista Capitão Lemos Cunha, na Ilha do Governador, e chegou ao vôlei de quadra profissional aos 17. Defendeu o time do Rio Fort e, aos 19, mudou para a areia, para conquistar o  ouro do primeiro  Mundial de Vôlei de Praia-1997, nos Estados Unidos. No total, foi a três edições disputas olímpicas, trazendo, também, o bronze-2000.
Sandra teve a glória, também, se ser a porta-bandeira do Brasil em uma Olimpíada, a de Atlanta-EUA, em 1996.
 De há muito jogava-se o vôlei pelas praias brasileiras do Rio de Janeiro. Mas só a partir da metade da década-1980 isso passou a ter conotação de esporte organizado, por meio de projeto das Confederação Brasileira de Voleibol, presidida por Carlos Arthur Nuzman, tirando o cunho só de lazer da atividade.
Já que estamos tratando de “deusas brasileiras das areias”, destaca-se que medalhas e mais medalhas passaram a ornamentar o pescoço delas. 
Em 1997, durante as disputas do primeiro Circuito Mundial, Shelda e Adriana Behar ganharam o primeiro ouro brasuca.As duas trouxeram, ainda, a prata dos Jogos Olímpicos da australiana Sidney-2000, enquanto Sandra Pires e Adriana Samuel ganharam bronze.
 Em Atenas-2004, novamente, Shelda e Adriana Behar voltara, olimpicamente, prateadas. Em 2009, Talita e Maria Elisa ficaram bronzeadas no Campeonato Mundial, e prateadas no Circuito Mundial-2009/2010.
 Em 2010, Taiana e Vivian foram à Áustria e trouxeram a prata do Grande Slam do Circuito Mundial-2010. Larissa/Juliana faturaram o Circuito Mundial-2005/07/09/11 e o Mundial da italiana Roma-2011, além dos Pan-Americanos-2007 e 2011 - foram as primeiras glórias internacionais.  
FOTOS ACIMA REPRODUZIDAS DE MANCHETE E ABAIXO DE REVISTA DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE VOLEIBOL - AGRADECIMENTOS




sábado, 1 de junho de 2019

HISTORI & LENDAS DA COLINA - FERAÇAS


Brito e Carlos Alberto estiveram juntos em México-70 
Durante o Campeonato Carioca-1966, o zagueiro vascaíno Brito e o lateral-direito Carlos Alberto Torres, do Fluminense, apareciam como grandes destaques em seus times. 
Para a Revista do Esporte, o vigoroso atleta da Turma da Colina mostrava-se um “legítimo sucessor de Bellini”, o ídolo e grande capitão cruzmaltino que fizera história em São Januário durante 10 temporadas. 
Por conta daquilo, a semanária previa que os dois eram candidatos a formarem na defensiva da Seleção Brasileira que tentaria o tri, em junho, na Inglaterra.
Brito, de 23 de idade, para a RE, era um “zagueiro-central entusiasta e eficiente, que se empenha nos lances com arrojo, técnica e valentia”. Ressaltava, ainda, que, para ele vascaíno, não havia tempo ruim, demonstrando possuir “futebol para qualquer preço” e sabendo resolver  problemas na grande área.
 Brito foi para a Copa do Mundo-1966, tendo jogado em Brasil 1 x 3 Portugal, no 19 de junho – Manga; Fidélis, Brito, Orlando Peçanha e Rildo; Denílson e Lima; Jairzinho, Silva, Pelé e Paraná foi o time -, enquanto Carlos Alberto, aos 19, passou pela decepção de ter sido dispensado, perto da viagem, mesmo tendo sido titular durante os treinamentos.
 Para a lateral-direita, levaram o veteraníssimo Djalma Santos, campeão em 1958/1962, e Fidélis, do Bangu, que não estava  bem, fisicamente. O time canarinho foi eliminado na primeira fase, devido a grande bagunça arrumada pela Confederação Brasileira de Desportos, a atual CBF, que chegou  a formar quatro equipes, para os treinos, e não definiu uma. 
Brito, no entanto, salvou-se do vexame. Foi convocado para a campanha de 1970 e voltou do México não só tricampeão, atuando em todas as partidas, como, também, sendo o atleta de melhor preparo físico do planeta. Carlo Alberto, que já era jogador do Santos, foi o capitão do tri.
                     FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE       

O VENENO DO ESCORPIÃO - BATIZADO, EM BRASÍLIA, DO BISNETO DO PRESIDENTE JK

 A alegria da dama de vermelho, a bisavó Sarah,
a primeira 'primeira dama' de Brasília.

Uma coincidência programada: Felipe Octávio Kubitschek Barbará Alves Pereira tornou-se cristão na mesma data em que o seu bisavô aniversariava. Celebraria 89 de idade, se ainda estivesse por este planeta, no 12 de outubro de 1991. 
O primeiro bisneto do presidente construtor de Brasília abriu a quarta geração dos Kubitschek e foi levado à pia batismal, apadrinhado por João Carlos Di Gênio e Andréa de Bottom, amiga de infância da mãe, diante de três gerações da família, representadas pela bisavó Sarah, a avó Márcia e a mamãe Anna Cristina.
 O batismo foi no Memorial JK, espaço onde se guarda a memória de Juscelino Kubitschek, em Brasília, cidade que ele inaugurou, em 21 de abril de 1960. O fato mereceu três páginas – duas totalmente coloridas – da revista semanal carioca Manchete, cujo proprietário, Adolpho Bloch, era amicíssimo do ex-presidente e se fez presente ao batizado.
 A cobertura jornalística foi publicada pelo estilo coluna social - correto, pois era o que o fato pedia. ...”Batendo palmas e sempre muito sorridente, Márcia Kubitschek (avó) anunciou: “O principal convidado da festa já está aqui”, anotou o redator, que escorregou ao contar que coube ao vice-governador do DF anunciar a chegada de Felipe, sem, no entanto, informar o nome do anunciante.
João Carlos Di Gêni e Andréa de Bottom (atrás)
cristianizaram Felipe Kubitscheck
 Acompanhado pelos pais, o deputado federal Paulo Octávio e Anna Cristina, e da bisavó Sarah, o garoto foi levado ao auditório do Memorial acompanhado por 500 convidados especiais, que assistiram missa celebrada pelo cardeal-arcebispo de Brasília, Dom José Freire Falcão, ao som de coral e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional da capital brasileira, contou Manchete - como deveria.
 Ao final do texto, uma outra escorregada do repórter, mas coisa típica de coluna social: “A celebração da vida emocionou a todos” – não foi da vida, pois Felipe havia nascido antes do batizado que, do jeito que transcorreu, não teria como não emocionar aos presentes. 
  
  FOTOS REPRODUZIDAS DE MANCHETE DATADA DE 28.09.1991

sexta-feira, 31 de maio de 2019

9VELINHA DO "PROFEXÔ" - XÉPITER NINE

Nos 31 de maio comemora-se o Dia das Aeromoça. Profissão muito respeitada pela patota do Profexô, que vive indo pro espaço. Sobre isso, o reporti do Kike conversou com ele:
K – Pois é, Profexô! O seu time não viaja neste final de semana. Se viajasse, poderia fazer uma festa a bordo, comemorando o Dia da Aeromoça.  
Reproduzido de Buchman Institute - agradecimento
R – Vou fazer-lhe  uma inconfidência: já tive uma namorada que era uma verdadeira moça aérea.
K –Vivia no mundo da Lua?
R – Da Lua, de Vênus, de Júpiter, de Marte e até Platão.
K: Platão, Profexô!  Não seria Plutão?
R: Pois é! Eu andava, sempre, muito pluto com ela. As veiz, plutão!

Kpra nóiz: depois dessa, este riporti pede demissão, irrevogável, deste pedaço, pois corre o risco de ficar analfa-bitou, diante da prosopopeia do Profexô . 
No entato,  nada de mais – e nem de menos –, pois estava pautado para escrever apenas uma “9VELINHA” e já escreveu mais de “9 linha”.
 Se você gostou de ler um riporti não muito amigo do Luís (de Camões) e das aventuras de um Profexô inimigo das vitórias, fique ligado. O chefe de reportagem pensa em entrevistas com uma gatinha que é a maior fuxiquenta destas plagas. Se ligue! Vem por aí, breve,  Mexericos da Kikinha. Aguarde-me!