Vasco

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sábado, 13 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-12 - UM TIME NO QUAL NINGUÉM QUERIA COBRAR UM PÊNALTI

O jogo do 17 de maio, pela primeira rodada do returno do Campeonato Carioca-1969 era para a torcida vascaína ir em peso ao Maracanã. O Vasco time reestreava o zagueiro Orlando Peçanha de Carvalho, campeão da Copa do Mundo-1958 – de volta à “Turma da Colina”, oito anos depois de passar pelo argentino Bocas Juniors e o Santos – e promovia os retornos do centroavante Bianchini – que já fizera dupla de ataque, com Pelé, na Seleção Brasileira – e do ponta-esquerda Raimundinho.
Além daquilo, fora anunciada a segunda apresentação do grande goleiro argentino Andrada, que custara NC$ 330 mil novos cruzeiros, uma granaça para a época – estreara em 11 de maio, durante parte dos 0 x 3 Flamengo, sendo substituído por Pedro Paulo. 
Evaristo (E), que substituiu Pinga, como treinador, foram
adversários quando jogadores. 
 Os torcedores, porém, não se motivaram. Para empurrar a rapaziada do treindor Evaristo de Macedo à recuperação diante do Bangu, só 28.086 almas disseram presentes – no jogo anterior, o público fora de 86.071 decepcionados e irados  cruzmaltinos que não engoliram a pancada levada ante os rubro-negros.
Pra piorar, diante do Bangu, o Vasco de Evaristo levou o gol de abertura do placar, teve um pênalti ao seu favor e ninguém disposto a cobra-lo. Estava feia a coisa!
 Já que estava assim a coisa, o zagueiro Brito foi à marca fatal, fechou os olhos, soltou uma paulada e empatou a partida, que assim ficou até o penúltimo minuto.
Diante do terrível momento vascaíno. o empate estava até bom. Mas, aos 89, Mário “Tilico”, que o Vasco havia dispensado, marcou o gol da vitória banguense. Era o fim das esperanças de Evaristo de lutar pelo título.
No meio da fuxicaiada que tomou conta até dos telhados de São Januário, quem era o maior culpado pelas 11 temporadas sem o caneco nas prateleiras da Colina? Apontaram os cartolas. 
                         FOTO REPRODUZIDA DE ESPORTE ILUSTRADO  

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