Vasco

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domingo, 24 de junho de 2018

PRIMEIRO GOL DO "MATADOR" EDMAR

 
Edmar com o treinador Carlos Alberto Silva, em foto
do álbum do atleta.

   Aconteceu na tarde 30 de outubro de 1978, no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina-DF, em Brasília 6 x 1 Sobradinho, pelo returno do Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional.

No lance, Wilmar cobrou escanteio, cedido por Marcos, à esquerda da área fatal sobradinhense. A defesa do Alvinegro Serrano (um dos apelidos do Sobradinho) ficou “imexível” e Edmar testou para marcar o seu primeiro gol como profissional,  e único do primeiro tempo.

Naquele dia, o Brasília, que era bicampeão candango, teve os seus outros tentos assinados por Péricles (2), Ney, Edmar, novamente, e Ernane Banana – Zé Afonso marcou o chamado “gol de honra” do Leão da Serra (apelido oficial do Sobrá), quando a peleja ficou Brasília 3 x 1.

 O jogo foi apitado por... rendeu Cr$ 18 mil, 850 cruzeiros (moeda da época) e não teve o público divulgado. O Brasília alinhou: Jonas; Ferreti (Mário?), Emerson, Jonas Foca e Luisinho; Paulinho, Péricles (Albeneir) e Ernane Banana; Wilmar, Edmar e Ney, treinados por Cláudio Garcia. O Sobradinho foi:  ...son; Aderbal, Remo, Mauro e Marcos; Peba, Badu e Gaúcho; Quinca, Zé Afonso (Marco Antônio) e Maurício (Tote).

 MAIOR DE TODOS - Edmar Bernardes dos Santos segue sendo a maior revelação do futebol candango. Nascido mineiro, de Araxá (20.01.1960), seus pais aproveitaram a inauguração de Brasília (21.04.1960) e vieram tentar melhorar de vida, em Taguatinga, maior cidade-satélite da nova capital brasileira. Por ali, como todo garoto brasileiro, ele rolou a bola no meio da rua e, quando estava com 16 de idade, já era destaque no time juvenil do Brasília, tricampeão candango da categoria.

Treinado por Ayrton Nogueira e abusando de fazer gols, Edmar começou a ser lançado no time A com 17. E iniciou a sua carreira de “matador” que chegou à Seleção Brasileira (seis jogos e três gols) e passou por vários grandes clubes brasileiros (Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Grêmio-RS, Atlético-MG e Santos. No exterior, defendeu o italiano Pescara e o japonês Velgata Sendal. Mas foi pelo pequeno Taubaté-SP (voltando a ser comandado por Cláudio Garacia), e Guarani de Campinas-SP (da primeira prateleira da bola brazuca da época) que ele se consagrou inesquecível para as duas respectivas torcidas. Pelo primeiro, foi o artilheiro do Campeonato Paulista-1980, com 17 gols, e, pelo segundo, o maioral do Brasileirão-1985, com 20 tentos.

 Ser artilheiro era a sina de Edmar. Antes do citado acima, ele já havia sido o principal goleador dos Campeonatos Brasiliense-1978, com nove tentos, e vice do Mineiro-1981, com 15, só um amenos do que Wagner Oliveira, do América-MG. Depois, repetiu a dose de principal “matadorzão”, no  Paulistão-1987, com 19 bolas na rede, pelo Corinthians.

CANARINHO – convocado pelo treinador Carlos Alberto Silva, o goleador Edmar vestiu a camisa da Seleção Brasileira principal por seis vezes e marcou três tentos, nestes jogos: 10.07.1988 - Brasil 0 x 0 Argentina; 13.07.1988 - Brasil 4 x 1 Arábia Saudita (primeiro gol); 17.07.1988 - Brasil 2 x 0 Austrália; 28.07.1988 - Brasil 1 x 1 Noruega (segundo gol); 31.07.1977 - Brasil 1 x 1 Suécia; 04.08.1988 - Brasil 2 x 0 Áustria (terceiro tento).

Pela seleção olímpica disputou os Jogos de Seul e voltou coma medalha de prata, trazida em oito jogos e dois gols, em seis vitórias, um empate e uma escorregada na final, contra os então soviéticos. Eis os jogos: 24.08.1988 - 6 x 1 Seleção Alagoana; 30.08.1988 - 1 x 1 Argentina; 03.09.1988 - 3 x 0 América -MEX; 06.09.1988 - 3 x 2 América-MEX (1 gol); 09.09.1988 - 2 x 0 Guadalajara-MEX (1); 20.09.1988 - 3 x 0 Austrália; 22.09.1988 - 2 x Iugoslávia; Brasil 3 x 1 Arábia Saudita;  1 x 0 Alemanha Ocidental; 2 x 0 Marrocos; 1 x 1 Canadá (com 4 x 2 nos pênaltis);l: Brasil 2 x 1 Itália e 01.10.1988 (?) 0 x União Soviética, ficando com a medalha olímpica de prata. Disputou, ainda, e foi campeão do Torneio Bicentenário da Austrália-1988, pelo time canarinho principal.  

                                       TEXTO 2 -   PRIMEIRO GOL “GOL” DE EDMAR

  No futebol brasileiro, os pesquisadoes só consideram gol  pra valer em estatísticas os marcados como profissional. Assim, esta é uma história da tarde do domingo 11 de outubro de 1978, acontecida no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina-DF.

O tempo estava nublada, com pingos de chuva, e torcedores usando sombrinhas e gaurda-chuvas, conferindo Brasília 6 x 1 Planaltina. Quem apareceu assistiu algo marcante no futebol candango: no lance, o meia–atacante Ernani ‘Banana’ viu o ponteiro Wilmar pela entrada da área do time anfitrião, e o lançou. Mas o lateral Marcos chegou primeiro na bola e cedeu escanteio. Wilmar cobrou, da direita, a defesa do “Planá” deixou Edmar livre pra cabecear e marcar o único tento do primeiro tempo.

– Edmar marcou o seu primeiro gol como profissional – observou, o diretor José de Melo, do Brasília Esporte Clube que, na década-1980, mudou de nome, para Brasília Futebol Clube, bem como o escudo.

Edmar, cria dos juvenis do Brasília, formava uma dupla atacante endiabrada, com Wilmar, e já havia batido nas redes por mais de 20 vezes, durante três campeoantos que deram o tri ao seu time. Lançado no time A, pelo seu treinador da base, Ayrton Nogueira, que estava comandando os profissionais, ele começou a encarar as feras que disputavam o Campenato Nacional,aos 17 de idade. Rápido, avisou que, futuramente, seria um dos grandes artilheiros do futebol brasileiro – e foi, marcando a maioria dos seus gols, principalmente, para Cruzeiro, Taubaté-SP, Grêmio-RS, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Guarani de Campinas-SP, Pescara-ITA e Seleção Brasileira.

Voltando ao gol mais do que  histórico de Edmar – como a partida rendeue antigos Cr$ 180 mil cruzeiros e– o público não foi divulgado –, calculou-e 1.800 pagantes e mais de 50 caronas. Daquela tarde, o Brasília saiu do gramado mantendo a liderança do returno do Candangão, que ainda não era chamado assim, tendo Cláudio Garcia (meia do Fluminense campeão carioca-1969) por seu teinador

Jorgeney Neri, o Ney (2); Péricles Carvalho, de cabeça, coisa rara para que fora um dos prncipais craques revelados pelo futebol candango);  Edmar, pela segunda vez, complementando jogada iniciada pelo lateral Luisinho, que serviu Ernane ‘Banana”, pela direita do seu ataque. Este ajeitou a bola e a tocou para trás, na medida para o garoto de Araguari marcar o seu segundo gol como profisional; e, finalmene, ‘Banana’ fechando o placar – Zé Afonso marcou para o “Leão da Serra”.

O Brasília do dia teve: Jonas (ex-goleiro do Bonsucesso e do Vasco da Gama); Ferreti (machucado, cedeu vez ao zagueiro Mário), Emerson Braga, Jonas ‘Foca” e Luisinho; Paulinho, Péricles (Albeneir) e ‘Banana’;  Wilmar,  Edmar e Ney. O Sobradinho era: Edson (?), Adebal, Remo, Mauro e Marcos; Paulo Hermes, Baduca e Gaúcho;  Quinca, Zé Afonso (Marco Anônio) e Maurício (Tote).

DETALHE: o futebol candango da época era repleto de apelidos, como Banana e Foca, no Brasília. No “Sobrá”, Paulo Hermes era chamado por Peba; Remo, na verdade, fora registrado por Carlos Alberto; Quinca não tinha jeito de não ser Joaquim, e  Gaúcho era uma sacanagem por ter nascido no Rio Grande do Norte.  

 

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