Vasco

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O INCRÍVEL "VASCARDOSO"


EX-JUVENIL BOTAFOGUENSE FUNDA TIME COM O NOME DE VASCO
O hobby do coronel (da reserva da PM-DF) Carlos Fernando Cardoso Neto era fundar clubes. Começou com Geribá, Ipanema e Seta Tiradentes, em 1972, que deram origem à Federação Brasiliense de tiro ao Alvo, da qual ele foi também fundador. Em 79, criou o Grêmio Olímpico Tiradentes, que enfrentou uma dissidência, em 85, por causa da palavra "Olímpico", que o antigo Conselho Nacinal de Desportos (CND) exigia tirar. Então, o racha gerou o Grêmio Esportivo Tiradentes, e Cardoso foi adiante. Em 83, vieram Botafogo, Flamengo e Fluminense Esporte Clube, para ajudar Afonso Moreno a criar a Federação Metropolitana de Ciclismo. Mais: como queria disputar o Campeonato Brasiliense de 95, Cardoso transformou o Flamengo Esporte Clube em Flamengo Esportiva Tiradentes de Brasília, que, em 96, tirou o Esportivo e virou Flamengo Tiradentes.
Cardoso Neto foi campeão brasiliense de futebol profissional, como presidente do Grêmio Olímpico Tiradentes, em 1988, mas ficou famoso depois que o Geribá deu origem (12/4/1981) ao Clube de Regatas Vasco da Gama-DF. O escudo era o mesmo do homônimo carioca, com única diferença na inclusão das iniciais DF no lado esquerdo. Fora isso, desigualdade só na grafia da palavra "Clube", que os cariocas usavam na forma inglesa "Club". E, se ninguém sabe, o hino que todos consideram como o oficial do Vasco-RJ, é do Vasco-DF, pois quando Lamartine Babo o compôs, a turma de São Januário já tinha oficializado o seu. Então, Caradoso Neto registrou (20/10/83) o de Lalá como sendo o hino oficial do Vasco brasiliense.
Após três anos como amador, o Vasco-DF disputou o Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional de 1982, 83 e 84. Mas, para isso, Cardoso Neto, que contava com a má vontade de vários clubes, como o Brasília, que era um dos mais fortes do profissionalismo candango da época, teve de brigar com a Federação Metropolitana de Futebol, que alegava ser seu clube de um local com menos de 100 mil habitantes. Cardoso, então, viajou, num só dia, três vezes ao Rio de Janeiro, e provou na Confederação Brasileira de Futebol que o bairro do Cruzeiro era parte da cidade de Brasília. Outra sacação dele foi invocar ao antigo Conselho Nacional de Desportos (CND), em 1984, a aplicação do artigo 20 do Decreto-Lei, 3.199, proibindo a transmissão, pela TV, dos jogos do Vasco para fora do DF. Imagine! Quem iria querer transmitir jogo do Vasco-DF? Só se Pelé, disfarçado (desenho) jogasse por ele.
Mas o certo foi que Cardoso Neto ganhou a parada e botou o time no profissionalismo. No Campeonato Brasiliense de 84, o Vasco-DF, no primeiro turno, perdeu todos os jogos - 13/5 - 0 x 3 Guará; 20/5 - 0 x 2 Ceilândia; 26/5 - 0 x 3 Gama; 3/6 - 1 x 2 Sobradinho; 6/6 - 0 x 1 Tiradentes; 9/6 - 0 x 2 Brasília e 16/6 - 0 x 1 Taguatinga. Na classificação da etapa no Grupo B, em 7 jogos, não teve vitórias, nem empates. Perdeu os sete jogos que disputou, marcando um e sofrendo 13 gols. No segundo turno, melhorou, pois já conseguiu um empate, embora não marcasse gols: Confira: 4/7 - 0 x 4 Guará; 8/7 - 0 x 2 Ceilândia; 15/7 - 0 x 0 Gama; 18/7 - 0 x 1 Sobradinho; 22/7 - 0 x 2 Tiradentes; 29/7 - 0 x 4 Brasília; 5/ 8 - 0 x 1 Taguatinga. No grupo, ficou em último, com 7 jogos; nenhuma vitórias; um empate; seis derrotas; nenhum gol pró e 14 contra.
No terceiro turno, enfim, o Vasco venceu. E ganhou do Sobradinho, que seria o vice-campeão da temporada. Os jogos: 19/8 - 0 x 1 Guará; 26/8 - 0 x 0 Ceilândia; 2/9 - 1 x 4 Gama; 9/9 - Vasco 1 x 0 Sobradinho; 13/9 - 0 x 2 Tiradentes; 16/9 - 0 x 2 Brasília; 23/9 - 0 x 3 Taguatinga. Na classificação final do Grupo B, o Vasco ficou em último lugar, com sete jogos; uma vitória; um empate; cinco derrotas; dois gols pró e 12 contra. Mas foi no quarto turno, o Vasco aprontou. Venceu quatro jogos, empatou um, só perdendo para o futuro campeão, o Brasília, além do Guará. Terminou terceiro do grupo: 7/10- 0 x 1 Guará; 14/10 - 2 x 1 Ceilândia; 17/10 - 1 x 0 Gama; 24/10 - 2 x 2 Sobradinho.
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