Vasco

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

VASCO "RIMET" DA GAMA

              LANCES DE UM COMPLICADO E VASCAINÍSSIMO TORCEDOR


Não existe um torcedor tão complicado quanto o meu primo-xará Gustavo. Ele torce contra todos epara todos os times. Se seca alguém, logo, aplaude outro. De repente, o Gustavo me aparece com estatísticas "esquisitérrimas". Uma delas exalta o Flamengo, por ter colcoado três jogadores no ataque reserva da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. "São 60%: Joel Martins, Moacir e Dida", escalou, no que eu entrei de sola, lembrando-lhe que Joel e Dida só jogaram as duas primeiras partidas, e Moacir assistiu ao Mundial.
Achei que tinha me saído bem naquela, mas o carinha contra-atacou, com outro lance : elogiando o Fluminense, por fazer 50% da defesa reserva da seleção brasileira da Copa de 1962, no Chile. Tudo bem! Castilho, Jair Marinho e Altair estiveram lá, mas aplaudindo Gilmar, Djalma Santos e Nílton Santos. E, já que o Gustavo fazia um estranho elogio a Fla e Flu, lembrei-lhe de que o glorioso Vasco da Gama tivera sete titulares - Barbosa, Augusto, Eli, Danilo, Maneca, Ademir e Chico - na seleção brasileira da Copa de 50, no Brasil. Ele não me perdoou. "Por isso, foi vice-campeão. Vice, por aaqui, é o mesmo que último colocado" sapecou-me nos ouvidos.
Para me vingar, invoquei que o Vasco foi o primeiro a levantar a Taça Jules Rimeti, pelas mãos do capitão Hideraldo Luiz Bellini, em 58. "Só que ele estava a serviço da Seleção. Se é por aí, o Santos tem mais contas no cartório. Carregou canecos com Mauro Ramos de Oliveira, em 62, e com Carlos Alberto Torres, em 70. É bicanequeiro. E tem mais: o Botafogo fez 80% do ataque titular no bi mundial canarinho: Garrincha, Didi, Amarildo e Zagalo. Tá bom, ou quer mais?", provocava-me.
Não tinha jeito. Com um torcedor daqueles, o máximo que eu conseguiria era ser campeão moral, do meu ponto de vista. O Gustavo é imbatível em estatísticas malucas. Você discutiria futebol com um torcedor desses?


 
 
 
 
TIRADO DO SANTOS pelo qual iniciou a carreira, chegou à Colina em 1954 e de lá saiu em 1957, como o melhor do time durante a temporada. Foi o grande nome da partida em que o Vasco bateu o "imbatível" Real Madrid, considerado o melhor time do mundo, valendo a conquista do Torneio de Paris-1957, motivo pelo qual o espanhol Valência o levou.
Válter foi campeão, pelo Vasco, ainda, do Troféu Teresa Herrera, na Espanha, e do Torneio Triangula Internacional do Chile. Pelo Valência, ganhou o Torneio das Cidades das Feiras-1961. Um craque indiscutível.
Na foto abaixo, a "Revista do Esporte"  destacou o meia Lorico e o zagueiro Brito. Este chegou ao máximo na carreira. Além de ter levantado caneco, como capitão cruzmaltino, foi campeão mundial, pela Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1970 e considerado o atleta de melhor preparo físico naquele Mundial. Logo, um super-homem, fazendo jus ao seu nome de registro civil: Hércules Brito Ruas, carioca, nascido em 9 de agosto de 1939.                                                                                        Como canarinho, Brito atou em 60 prélios, com 45 vitórias, 10 empates e cinco choros. Estreou em Brasil 5 x 1 Inglaterra (30.05.1964) e despediu-se da jaqueta da Confederação Brasileira de Desportos no 1 x 0 Portugal (09.07.1972),  tendo colecionado, também, os títulos de campeão da Copa Roca-1971 e da Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil (1972).  De sua parte, João Faria Filho, o Lorico, jogava muito com a camisa vascaína, mas não chegou ao escrete nacional. Cometeu o pecado de jogar ao mesmo tempo em que a imprensa louvava os meias Gérson de Oliveira Nunes,
Nascido, em Santos-SP, Lorico viveu por exatas 70 temporadas, entre os 20 de dezembro de 1940 e de 2010. Cria da Portuguesa Santista, "vascainou", em 1961, e assim ficou, até 1966, período em que o "Almirante" não conquistou nada, exceto o Torneio Rio-São Paulo-1966, título dividido com Botafogo, Santos e Corinthians, quando ele não estava mais na Colina..
 
 
TIRADO DO SANTOS pelo qual iniciou a carreira, chegou à Colina em 1954 e de lá saiu em 1957, como o melhor do time durante a temporada. Foi o grande nome da partida em que o Vasco bateu o "imbatível" Real Madrid, considerado o melhor time do mundo, valendo a conquista do Torneio de Paris-1957, motivo pelo qual o espanhol Valência o levou.
Válter foi campeão, pelo Vasco, ainda, do Troféu Teresa Herrera, na Espanha, e do Torneio Triangula Internacional do Chile. Pelo Valência, ganhou o Torneio das Cidades das Feiras-1961. Um craque indiscutível.
Na foto abaixo, a "Revista do Esporte"  destacou o meia Lorico e o zagueiro Brito. Este chegou ao máximo na carreira. Além de ter levantado caneco, como capitão cruzmaltino, foi campeão mundial, pela Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1970 e considerado o atleta de melhor preparo físico naquele Mundial. Logo, um super-homem, fazendo jus ao seu nome de registro civil: Hércules Brito Ruas, carioca, nascido em 9 de agosto de 1939.                                                                                        Como canarinho, Brito atou em 60 prélios, com 45 vitórias, 10 empates e cinco choros. Estreou em Brasil 5 x 1 Inglaterra (30.05.1964) e despediu-se da jaqueta da Confederação Brasileira de Desportos no 1 x 0 Portugal (09.07.1972),  tendo colecionado, também, os títulos de campeão da Copa Roca-1971 e da Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil (1972).  De sua parte, João Faria Filho, o Lorico, jogava muito com a camisa vascaína, mas não chegou ao escrete nacional. Cometeu o pecado de jogar ao mesmo tempo em que a imprensa louvava os meias Gérson de Oliveira Nunes,
Nascido, em Santos-SP, Lorico viveu por exatas 70 temporadas, entre os 20 de dezembro de 1940 e de 2010. Cria da Portuguesa Santista, "vascainou", em 1961, e assim ficou, até 1966, período em que o "Almirante" não conquistou nada, exceto o Torneio Rio-São Paulo-1966, título dividido com Botafogo, Santos e Corinthians, quando ele não estava mais na Colina..

Um comentário:

  1. ele falou de 3 reservas.
    vc poderia ter falado de 3 tituares vascaínos na seleção de 58.
    Orlando,belini, Vavá.

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