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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

BELLINI, O MAIS FAMOSO CAPITÃO CANARINHO

Bellini foi uma do maiores levantadores de taças do futebol brasileiro
Classe, ele não tinha. Nenhuma! Mas raça e liderança lhe sobravam. Tanto que ganhou dos colegas de Vasco da Gama o apelido de "Boi". Trabalhava tão duro nas partidas, sem se queixar de nada, que mais parecia o animal que era ferroado nos antigos engenhos de açúcar.
 Quem não perdeu tempo vendo aquela qualidade do zagueiro Hideraldo Luís Bellini foi o treinador Flávio Costa. Investiu no seu modo de jogar, com a recomendação de jamais tentar inventar.
  Pois bem! O jeito desajeitado, bastante "desclassificado" pelos torcedores rivais, devido aos muitos estouros de bola, era a "marca registrada" de Bellini. Levou um presidente vascaíno a dizer a Flávio que não iria ao estádio, caso ele escalasse "aquele zagueiro durão que só faz despachar a bola para a frente". Flávio Rodrigues Costa respondeu-lhe:" Então, prepara-se para ficar sem muito tempo sem ir ao Maracanã".
Bellini passou uma década intocável na zaga cruzmaltina. Líder incontestável, chegou à Seleção Brasileira. Às vésperas da Copa do Mundo-1958, na Suécia, a equipe ainda não tinha um capitão. Nílton Santos, convidado, recusou e indicou Bellini. E o "xerifão" botou moral na zaga, ao lado do colega vascaíno Orlando Peçanha de Carvalho, deixando a rapaziada tranquila lá na frente. Terminou o torneio tornando-se o primeiro a erguer a taça de campeão do mundo.
A "Revista do Esporte" que circulou com data de 30 de julho de 1960, com o Nº 73, considerou  Bellini "o mais famoso capitão que já passou pelo nosso escrete". Realmente, seus sucessores campeões do mundo – Mauro Ramos de Oliveira, Carlos Alberto Torres, Carlos Caetano Bledorn Verri (Dunga) e Marcos Evangelista de Morais (Cafu) – foram grandes jogadores, mas não atingiram a sua mística. Na foto, Bellini ergue a Copa Roca, que o time canarinho conquistou, em Buenos Aires, em 1960, contando, além dele, com cinco atletas cruzmaltinos – Écio, Almir, Sabará e Delém – e uma cria de São Januário, o zagueiro Aldemar.   (Foto reproduzida da Revista do Esporte).

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