12.03.1977 – Pela primeira vez, um líder do Governo no Senado desferiu o pontapé inicial de uma partida de futebol no País. Aconteceu no Bezerrão, com o senador Eurico Rezende-ES abrindo Gama 2 x 1 Vitória-EC, amistosamente. A família dele era ligado ao clube capixaba, pelo qual o seu irmão Jaime Rezende fora campeão estadual, em 1934, como atleta. Brincalhão, o senador disse, após rolar a bola: “Se eu já era um gamado torcedor do Vitória, no Gama fico mais gamado, ainda”. Mais tarde, ele foi governador do Espírito Santo.
01.03.1978 – Ana Maria Xavier de Moraes começava a trabalhar na
Desportiva Bandeirante, como preparadora física dos juvenis e dos
profissionais. Com formação de técnica em esportes, pelo Colégio Santa Rosa, da
L-2 Sul, ela tornava-se a primeira mulher a desenvolver tal façanha no futebol
brasileiro – depois, foi pioneira, também, dirigindo o time A. Ana começara
esta vida pelo Olímpico, que demorou pouco no futebol profissional candango.
Quando chegou à DB, a equipe disputava o Torneio Incentivo e anotava estes
resultados: 1 x 2 Gama; 2 x 1 Canarinho; 0 x 0 Grêmio Esportivo Brasiliense e 1
x 1 Taguatinga.
01.10.1978 – A torcida
pintou, os dois times também, mas a PM não apareceu. E não houve jogo. Segundo
a Federação Metropolitana de Futebol, fora enviado ofício à Secretaria de
Segurança Pública, que garantia nada ter recebido. Dias depois, jogou-se a
partida, com placar de 0 x 0 e cada time tendo um jogador expulso de campo, no
Estádio Antônio Ottoni. Esperava-se o quê desse rolo?
28.10.1978 – O Brasília EC enfrentaria o Sobradinho EC, no
estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, pelo Campeonato Brasiliense de Futebol
Profissional, achando que toda a torcida seria do “Leão da Serra”, devido a proximidade
de sua cidade com o local do prélio. Se o problema fosse só este! O “Colorado
do Planalto”, apelido que não pegou, via-se sem treinador e preparador físico
para a partida, pois os respectivos ocupantes dos cargos, Cláudio Garcia e Luís
Carlos Ferreira, estavam suspensos, por 25 dias, devido incidentes durante um
jogo de uma recente excursão ao sudeste do país. Sorte do clube que os seus
juvenis não jogariam no domingo. Pior para o treinador Erci Rosas e o
fisicultor da garotada, Cássio Poli: perderam a folga dominical e foram
convocados à boca do túnel.
24.10.1978 – O presidente da Desportiva Bandeirante, João
Aureliano, acusou o árbitro Pierluige Senenza – estreava no Campeonato Candango
de Profissionais – e os seus auxiliares de terem permitido jogo violento;
punido só jogadores do seu time,
inclusive, expulsando, “injustamente”, Gilberto, e exarcebado os ânimos
de sua galera, por anular um “gol legítimo” e validar um do adversário, o
Brasília, “surgido em jogada perigosa”. Mais: acusou o bandeira vermelha,
Ranulfo Soares, de ter ameaçado puxar um revólver, para intimidar o goleiro
Wilson, à saída do estádio; pediu o
afastamento do diretor do Departamento de Árbitros; jurou só enfrentar o
Brasília, a partir de então, com árbitros de fora apitando, e anunciou pedir a
anulação da partida. Como o jogo fora na sessão da tarde de um domingo, pelo
papo do João, certamente, passara um filme de “faroeste”, no Pelezão.
01.12.1978 – O Brasília
EC rumava para o tri candango, tranquilamente. Então, empatou,
surpreendentemente, com o Grêmio Esportivo Brasiliense. Quem mais gostou do
empate foi o seu treinador, Cláudio Garcia. Para ele, o Campeonato Candango
estava parecendo uma missa, para o seu time. Chegava o domingo, a moçada ia a
campo, vencia e ficava aguardando pelo outro domingo. Como se sabe, católico
não perde a missa dominical. Cláudio cobrava, também, que os seus cartolas não
davam tapinhas nas costas da sua rapaziada, após as vitórias. Saudade dos seus
tempos de meia do Fluminense campeão carioca-1969, quando ele, Félix, Marco
Antônio, Denílson, Cafuringa, Flávio “Minuano”, Samarone, Lula, teriam que ter
costas largas para tantos tapinhas. Em 12 vitórias, em 18 jogos, Cláudio atuou
em 11 e marcou três gols..
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