Vasco

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER

1 - Rolava o 12.10.1987. No Maracanã, o Vasco pegava os corintiano, pela Copa União. Era um dia dedicado à  padroeira do Brasil e a moçada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao jogo. Quem não foi perdeu um show de Romário. Mas quem abriu a festa foi  Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário colocou a "Turma da Colina", novamente,  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, ele fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou a conta. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

2 –   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19.02.1976, em amistoso no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e |Luiz Carlos Lemos.  

3 -  Em 25.07.1976, o então govenador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro perguntando por nomes do atletas, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para este time que o técnico Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

4 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional; Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, IBGE, BNH e a Escola Superior de Guerra, além de entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe) e Fundação Getúlio Vargas. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

5 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o ex-zagueiro era católico praticante e devoto de São Jorge. Casou-se com Margarida adorava TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos, para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95 cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948  – passageiro do “Expresso da Vitória”. Como treinador, seu primeiro clube foi o santista Jabaquara-SP.  

7 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito novo, pequeno e magrinho, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de meio-de-campo de Gérson, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, por vê-lo como um guri, mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, foi para a escolinha botafoguense, que funcionava no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968.  

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