Vasco

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quinta-feira, 31 de março de 2022

HISTORI & LENDAS DA COLINA - LIERTE

O atacante Lierte, na verdade, era Laerte, com sobrenome Rosa da Silva. Nascido em Nitrói-RJ, no 29 de agosto de 1932, antes de ser um vascaíno, ele passou pelos mineiros Tigre e Sete de Setembro; pelos paulistas São Paulo, Internacional, de Bebedouro e Portuguesa Santista, além do Esporte Clube Bahia. Neste, pouco antes de ir para o Vasco da Gama, viveu um fato inusitado. Considerado um atleta temperamental e indisciplinado, pelos finais de 1953, ao cobrar um lateral, durante Bahia 0 X 0 Galícia, pelo Campeonato Baiano, ele empurrou um dos bandeirinhas, levando o árbitro Anísio Morgado a expulsa-lo do prélio. Irado, o Tricolor de Aço (apelido do Bahia) abandnou a partida e acusou o juiz, um português, ter sido  “comprado” pelo seu maior rival, o Vitória, que precisava vê-lo perder dos granadeiros (apelido do Galícia). No meio do tiroteio, a então Federação Baiana de Desportos Terrestres marcou uma outra pugna, na qual o Galícia não deu as caras, levando o Bahia a faturar os pontos. Tempos depois, o caso foi a julgamento e o TJD baiano tirou a pontuação dada ao Bahia, cedendo-a aos azulinos do Galícia. Enquanto rolava o rolo,  Lierte, campeão baiano-1954, se deu bem. Foi embora para São Januário e ficou campeão carioca-1956, disputando seis das 22 partidas da campanha, uma das quais (25.11.1956) Vasco 3 x 2 Botafogo, com ele entrando nesta formação: Carlos Albero Cavalheiro, Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Larte e Orlando; Lierte, Livinho, Vavá, Valdermar e Pinga. Interessante que o time tinha um defensor escalado por Laerte que, na verdade, chamava-se Nadir Heraldo Prates. Depois, Lierte ainda passou pelo América e voltou ao Bahia, para ser, novamente, campeão estadual-1958.   

HISTORI & LENDAS - INAUGURANTE

                                               

goleador olímpico vascaíno Santana é o último agachado à direita, reproduzido de http://anotandofutebol.blogspot.uy 

31 de março de 1928 - Vasco da Gama 1 x 0  Montevideo Wanderers – amistos para inaugurar os refletores do estádio de São Januário. De quebra, o Almirante marcou o primeiro gol olímpico que se em notícia no futebol brasileiro: aos 15 minutos do segundo tempo, durante  cobrança de córner, como se falava do escanteio da época, o ponta-esquerda Sant´Anna bateu e aconteceu. O treinador da rapaziadas era o inglês Harry Welfare, que escalou, em um sábado: Valdemar, Hespanhol e Itália; Brilhante, Nesi e Lino; Paschoal, Russinho, Bolão, Thales e Sant´Anna. OBS: há historiadores que consideram esta a verdadeira primeira partida internacional vascaína, negando tal caráter a Vasco 1 x 1 Combinado Universal-URU/Bonsucesso-RJ, em 2 de dezembro de 1923. OBS: abaixo está a imagem dos refletores acesos.

                                   Foto reprouzida de netvasco.com.br 

31 de março de 1966 – Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo -  os militares comemoravam duas temporadas no poder. Brasília tinha poucas diversões e a data era festiva, uma quinta-feira, quando se inauguraria os refletores do Estádio Nacional (Pelezão, homenageando o Rei do Futebol, após a Copa do Mundo de 1970). Por aquela época, o futebol candango era amador e estádio só lotava se estivesse em campo grandes clubes, como Vasco e Flamengo. Antes daquela noitada, os cruzmaltinos já havia se apresentado na cidade, em 21 de abril de 1962, empatando (1 x 1), com o Combinado Brasilense e marcando  a despedida dos gramados por Zizinho (Thomaz Soares da Silva), atuando pelo time da terra. Para a nova apresentação, o Almirante chegava ao Planalto Central do país com a faixa de campeão do Torneio Rio-São Paulo (empatado com Santos, Botafogo e Corinthians, por não haver datas para decisão, devido preparativos da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Inglaterra), trazendo no currículo recente cinco vitórias, em nove jogos: 26.02 – 1 x - 0 Bangu; 02.03 – 3 x 0 Corinthians; 05.03 – 2 x 0 Fluminense; 09.03 – 1 x 0 São Paulo; 24.03 – 1 x 0 Portuguesa de Desportos-SP. Duas semanas antes, exatamente, em 17 de março, o Almira havia empatado (1 x 1), com o Flamengo, no Maracanã, diante de 54.793 pagantes. Quanto ao jogo da festa da Federação Desportiva de Brasília, o paulista Célio Taveira deu luzes ao placar, aos 35 minutos (de pênalti), e aos 54. Dirigido por Zezé Moreira, o time teve: Amauri (Silas); Joel Felício (Gama), Brito  (Caxias), Ananias e Hipólito: Maranhão e Danilo Menezes;  William, Picolé (Zezinho), Célio  e Tião (Ronildo).

                                          

quarta-feira, 30 de março de 2022

ÁLBUM DA COLINA - ATAQUE DEVASTADOR


 Djalma, Ipojucan, Friaça. Maneca e Djayr foi uma das linhas atacantes mais poderosas do Vasco da Gama durante partes das décadas-1940/1950, quando o Almirante colocou o Expresso da Vitória pra viajar.

 Djalma Pedro Bezerra dos Santos, pernambucano, nascido em Recife, viveu de 19 de dezembro de 1918 a 3 de março de 1954. Esteve ligado à Turma a Colina, entre 1944 a  1948, tenho sido campeão carioca-1945 e em 1947.

Ipojucan Lins de Araújo, alagoano, nascido em Maceió, viveu de 3 de junho de 1926 a 19 de junho de 1978. Vascaíno, entre 1942 a 1954, foi campeão carioca em 1949, 1950 e 1952.     

Albino Friaça Cardoso, nascido em Porciúncula-RJ, no 20 de outubro de 1924, viveu até  12 de janeiro de 2009. Esteve vascaíno, de 1943 a 1949, e de 1951 a 1954, tendo saído, em duas oportunidades (1949 a 1951 e em 1953), mas voltado para a Colina. Campeão carioca em 1947 e em 1952.

Manoel Marinho Alves, o Maneca, nasceu no 28 de janeiro de 1926, em Salvador-BA. Viveu até 28 de junho de 1961 e se ligou ao Vasco da Gama entre 1944 a 1956. Campeão carioca nas temporadas 1947, 1949, 1950 e 1952.  

Djayr Mazzoni –  nascido no 10 de abril de 1933, esteve vascaíno, de 1950 a 1956, tendo participado do título carioca de 1950.

             FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA ESPORTE ILUSTRADO

HISTORI & LENDS DA COLINA - REICIDENTE

                                      

           Salto de Roberto Dinamite reproduzido de facebook.com                           

 30 de março de 1961 – Vasco da Gama 4 X 1 Fluminense - Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, conferida por 37.394 torcedores, que assistiram gols vascaínos marcados por Delém (2). Pacoti e Da Silva. O treinador era  Martim Francisco e seu time este: Ita, Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Écio e Barbosinha; Sabará, Delem, Pacoti, Lorico e Da Silva.

30 de março de 1975 – Vasco da Gama 2 x 1 Fluminense -  tarde dominical de Taça Guanabara, no Maracanã, com público de 56 749 pagantes. Parada resolvida no primeiro tempo, por Roberto Dinamite e Renê. Treinado por Mário Travaglini, o time vascaíno bateu, mais uma vez nos tricolores, contando com: Andrada; Paulo César (Celso Alonso), Joel, Renê e Alfinete; Alcir, Zanatta e Carlinhos (Bill); Edu, Roberto e Luiz Carlos.

                                                

terça-feira, 29 de março de 2022

OS SETE ARQUEIRO GRINGOS DA COLINA

  A esquadra do Almirante sempre esteve abertas a goleiros vindos de fora do teritório brazuca. Sete deles já embarcaram neste barco. Confira:

ANDRADA - o argentino Edgardo Norberto Andrada, sem dúvida, foi o principal passageiro da categoria. Viajou vascaíno durante a primeira metade da década-1970, quando conquistou os títulos de campeão carioca-1970 e brasileiro-1974.

VÍCTOR GONZÁLEZ - paraguaio, foi o que mais jogou, depois de Andrada. Vascainou entre 1954 e 1955.

PABLO HERRERA - argentino, colinarou, entre 1952 e 1953, na maior parte das vezes defendendo o time reserva. Mas entrou em Vasco 5 x 2 Bonsucesso, da campanha do título carioca de 1952.

PANELLO – mais um argentino. Registrado por Cândido Dieguez de Marco, esteve pela Colina, entre 1935 e 1936, tendo sido o primeiro goleiro vascaíno gringo da era profissional.

Antes de se tornar vascaíno, Errea encarou Pelé, defendendo o Boca Juniors - reprodução de www.futebolportenho.com.br

NÉSTOR ERREA – também, argentino, passou por grandes times de sua terra, como Boca Juniors, Estudiantes (campeão da Taça Libertadores-1970) e o uruguaio Peñarol. Mas não aconteceu na Colina, tendo atuado por poucos compromissos de 1968, quando o titular era Pedro Paulo.

TADIC – o pior goleiro que já passou por São Januário. Nascido na antiga Iugoslávia, foi inventado por Petkovic, que o trouxe de Nikšić, em Montenegro (atual Sérvia). Jogou pouco, em 2004, para o bem da torcida.

MARTÍN  SILVA  - goleiro campeão estadual-RJ-2015/2016, titular vascaíno, de 2014 a 2018, por 245 partidas, com 111 vitórias, 73 empates e 61 escorregadas. Nascido, em 1983, na uruguaia Montevidéu, defendeu a seleção do seu país, por 11 jogos, medindo 1m86cm de altura. 

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - TORNEIO INÍCIO

                        FOTO REPROUZIDA DE WWW.NETVASCO.COM.BR 

                                                   


29 de março de 1931 – Torneio Início, no estádio das Laranjeiras, disputado, ainda, por América, Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Brasil, Carioca, Flamengo e São Cristóvão.  No primeiro jogo, vascaíno, 1 x 0 Carioca, por 1 x 0, com Sant´Anna na rede. Diante do Bonsuça, 1 x 1,  com os rubro-anis cedendo um córner amais e caíndo fora. O terceiro  batido foi o Andarahy, por tentos de Paes e Fausto, este batendo pênalti. Na final, contra os tricolores, Fausto voltou a cobrar pênalti, e o Vasco da Gama venceu, por 1 x 0, com a mesma formação em todas as partidas: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahianinho, Paes, Waldemar, Mário Mattos e Sant’Anna.

29 de março de 1942 – Torneio Início - campeão-1926/29/30/31, o Vasco da Gama venceu, também, em 1932,  pela Associação Metropolitana de Esportes Athlético-AMEA – havia, também, a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres. A sexta conquista foi em São Januário, por este roteiro:  1 x 0 Bangu,  com gol por Villadoniga; 1 x 0 Canto do Rio, com  Nino no filó, e 0 x 0  Madureira, com o título saindo pelo menor número de corners (escanteios). O Madura, muito pressionado, cedeu dois, para o Vasco da Gama  ganhar mais um Initium, como a imprensa escrevia. Com a mesma formação, em três partidas: Valter; Florindo e Sampaio; Figliola, Zarzur e Argemiro; Alfredo I, Ademir, Nino, Villadoniga e Orlando. 

                                                           

segunda-feira, 28 de março de 2022

HISTORI & LENDAS DA COLINA - RIVALIDAS

 1 - O Vasco encarou o Fluminense em 19 duelos na década 2000-2010. Se deu bem em nove e empatou em oito. Confira:02.04.2000 – Vasco 3 x 2; 21.05.2000 – Vasco 0 x 1; 11.02.2001 – Vasco 2 x 0; 15.04.2001 – Vasco 3 x 3; 07.03.2002 - Vasco 2 x 2; 15.05.2002- Vasco 1 x 0; 02.02.2003 – Vasco 2 x 2; 19.03.2003 – Vasco 2 x 1; 23.03.2003 – Vasco 2 x 1; 07.03.2004 – Vasco 4 x 0; 04.04 – 2004 – Vasco 2 x 1; 27.02.2005 – Vasco 2 x 1; 26.03.2005 – Vasco 1 x 1; 05.03.2006 – Vasco 2 x 2; 17.02.2007 – Vasco 4 x 4; 23.03.2008 – Vasco 1 x 2; 08.02.2009 – Vasco 0 x 0; 13.02.2010 - 0 x 0 e 28.03.2020 – Vasco 3 x

2 - O América foi o  primeiro rival vascaíno. E tornou-se grande freguês da cadereneta da Colina. O maior estrago cruzmaltino nos costados do Diabo (apelido dos americanos) chegou aos 9 x 0, em 12 de fevereiro de 2011. Na década-2000, há, ainda, 5 x 0, em cinco de maio de 2001. Mais pra trás, registra-se o chocante 8 x 2, de 14 de agosto de 1949 e os tremendos 6 x 1, em 24 de junho de 1945, só para citar três pegadas.   

3 - O primeiro amistoso entre Vasco da Gama 2 x 0 Internacional-RS foi em 25 de março de 1945,  o Vasco da Gama. Pelas seguintes seis vezes, o Almirante se deu bem em três e meio-bem em dois empates. Confira: 06.04.1952 - Vasco 1 x 0;  25.11.1953 – Vasco 2 x 2 Inter; 29.08.1978 – Vasco 3 x 0; 04.04.1979 – Vasco 3 x 2; 09.12.1982 - Vasco 1 x 1 Inter.

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - DESPEDIDA DE EDMUNDO

                                                 

  28 de março de 2012 - Vasco da Gama 9 x 1 Barcelona de Guaiaquil- EQU – amistoso marcando a despedida de Edmundo, um dos maiores ídolos da torcida cruzmaltina. Claro, que só poderia rolar em São Januário, onde ele escreveu a grande parte de sua história e sua verdadeira casa, de onde entrou e saiu por cinco vezes (1992/1996-1997/1999-2000/2003-2004 e 2008). Aposentado, desde o final de 2008, e sem jogar profissionalmente, desde então, aos 40 de idade, Edmundo escreveu 241  partidas disputadas e 137 gols vascaínos, incluídos os deste jogo contra o time B do Barcelona, do Equador. Seus gols durante aquela noite saíram aos  12 (de pênalti) e aos 34 minutos do primeiro tempo – Éder Luís (2) Alecsandro,  Juninho, Fellipe Bastos, Diego Souza e Allan foram os outros artilheiros do prélio festivo, apitado por Marcelo de Lima Henrique-RJ, assistido por  16.021 pagantes e 21.247, que gastaram  R$ 528.330,00. Time da vez: Fernando Prass (Alessandro); Fagner (Allan), Dedé (Fabrício), Renato Silva e Thiago Feltri (DieysonT); Rômulo (Nilton), Juninho (Abelairas), Felipe e Edmundo (William Barbio), Eder Luis (Fellipe Bastos) e Alecsandro (Diego Souza). Técnico: Crstóvão Borges.   

Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br 


domingo, 27 de março de 2022

ANIVERSARIANTE DO 27 DE MARÇO - BARBOSA

                                                        

                                                ANIVERSARIANTE

                   Lance da estreia vascaína de Barbosa, reproduzido de paponacolina.com.br 

(MOACYR) Barbosa (NASCIMENTO) – escritos antigos (e até mais modernos) fazem dele o maior goleiro da história vascaína, em 494 partidas. Entre os seus principais títulos pela Turma da Colina estão os de campeão carioca-1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958; do Torneio Rio-São Paulo-1958 e do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948. Nascido na paulista Caminas, viveu entre 27 de março de 1921 e 7 de abril de 2.000, tendo entrado, pela primeira vez, na esquadra do Almirante, no amistoso Vasco da Gama 6 x 1 Grêmio-RS, em 18 de março de 1945. Seu último Vasco foi em 10 de maio de 1962, com 3 x 0 Grêmio Maringá-PR, também, amistosamente.      

                             

 

ESCULHAMBAÇÃO NA ISKINA DA KOLINA

Vasco da Gama x Flamengo é um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Mas já rolou alguns deles que não deveriam ter ocorrido mesmo! Confira:

1 - Vasco da Gama 1 x 0 Flamengo, em 2002 pelo Estadual-RJ. Valeu no placar para a Turma da Colina, mas foi um exemplo de esculhambação, bagunça, por parte dos cartolas que levaram Fla, Flu e Botafogo a escalaram times reservas durante quase toda a Taça Guanabara. Esquisitamente, jogado em tarde de uma segunda-feira, na Rua Bariri, pela 11ª rodada da primeira fase, do primeiro turno da competição. Apenas, 350 pagantes deram as caras no Estádio Antônio Mourão Vieira Filho, pagando insignificantes R$ 1.750,00. Léo Macaé, aos sete minutos do primeiro tempo, balançou a rede e o técnico. Evaristo de Macedo escalou esta rapaziada: Márcio; André Ladaga, André Leone, Leonardo e Valença; Jaílson (Fabão), Rodrigo Souto, André Silva e Haroldo; Michel (Geovani), Léo Macaé (Anderson) e Cadu.

2 -  Vasco da Gama 2 x 1 Flamengo, em 2004, pelo mesmo  Estadual-RJ. Este teve  8.899 testemunhas pagantes e renda de R$ 129  mil, 366 reais. Novamente, preju no cofrinho, com o Clássico dos Milhões virando Clássico dos Tostões. Vitor Boleta e Alex foram à caçapa e o treinador vascaíno Geninho (Eugênio Machado Souto) escolheu para vencer: Fábio: Alex Silva (Coutinho), Henrique, Santiago e Victor Boleta (Marcos Paulo); Beto, Rodrigo Souto, Ygor e Robson Luis; Alex Alves e Cadu (Fabiano). 

sábado, 26 de março de 2022

VASCODATA

                                                    

                                                                Foto reproduzida da Revista do Santos Futebol Clube

O Rei do Futebol  não sorriu do cruel Almirante naquela sua temporada mágica em que ele foi, indiscutívelmente, o cara

27 de março de 1967 – Vasco da Gama 2 x 1 Santos - Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, um dos embriões do Campeonato Brasileiro, em domingo, no Maracanã, assistido por 46.053 pagantes. Do outro lado, estava  “ele”, o cara da camisa 10 santista, torcedor vascaíno, como contou em sua autobiografia. Armando Marques apitou aquela façanha cruzmaltina que teve gols marcados por Adílson Albuquerque e Bianchini. O do visitante foi de quem? Dele, seu 835º, em 715 jogos como profissional. O técnico vascaíno era Zizinho (Thomas Soares da Silva), o ídolo do adolescente Edson Arantes do Nascimento, e a Turma da Colina chamava-se: Franz; Jorge Luiz, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão (Danilo Menezes) e Salomão; Zezinho,  Nei (Adílson), Bianchini e  Moraes. Os vassalos do Rei Pelé eram: Gilmar; Carlos Alberto Torres, Haroldo,  Oberdan  e Geraldino; Zito e Lima (Buglê); Copeu (Amauri), Toninho, Pelé e Edu. 

 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MARÇAÇO

  1 - Se todas as datas fossem 25 de março, seria  “o márçimo” para a torcida vascaína. Nela, a  Turma da Colina, em três duelos contra o maior rival, mandou duas pancadas no Urubu (3 x 0 e 1 x 0) e empatou uma (2 x 2). E espalhou pó-de-arroz (4 x 1) pra tudo quanto é lado. Contra outros desafetos, goleantes sobre os amazonenses (7 x 0), o catarinense Joinville-SC (6 x 0) e o Americano-RJ (6 x 0), além da desmascaragem do inglês Arsenal (1 x 0), que se considerava "o tal" (gíria antiga). Depois de vencê-lo, durante a noite do 25 citado acima, o Vasco da Gama voltou, em mais duas oportunidades, a enfrentá-lo, escrevendo, em 1951, no Maracanã,  4 x 0, com Tesourinha, Ademir Menezes, Friaça e Djayr comparecendo ao filó e, em 1980, em Belgrado (antiga Iugoslávia e atual Sérvia), Vasco 2 x 1, com gols marcados por Paulo César Caju e Roberto Dinamite – Zagallo chefiava a rapaziada.

2 - Vasco da Gama 1 x 0 Flamengo, em 2002, valeu no placar para a moçada que disputava o Estadual. Mas foi um exemplo de desorganização, bagunça, por parte dos cartolas. Esquisitamente, foi jogado em tarde de uma segunda-feira, na Rua Bariri, pela 11ª rodada da primeira fase, do primeiro turno da Taça Guanabara – ponha esquisito nisso!  Na verdade, um “Clássico de Tostões”, nunca de milhões, pois, apenas, 350 pagantes deram as caras, pagando insignificantes R$ 1.750,00. Léo Macaé, aos sete minutos do primeiro tempo, balançou a rede. Evaristo de Macedo era  o  comandante e esta sua rapaziada machucante: Márcio; André Ladaga, André Leone, Leonardo e Valença; Jaílson (Fabão), Rodrigo Souto, André Silva e Haroldo; Michel (Geovani), Léo Macaé (Anderson) e Cadu.

sexta-feira, 25 de março de 2022

VASCODATA

                                            A BRASA DA CASA

25 de março de 1949 – Vasco da Gama 1 x 0 Arsenal-ING - os ingleses se consideravam os donos das bola. Inclusive, se recusaram a disputar as três primeiras Copas do Mundo -1930/34/38 -, dizendo que não teriam adversários. O Almirante, porém, não ia nesse papo. E desafiou  o Arsenal - primeiro time inglês a visitar o Brasil - para um amistoso noturno, em São Januário, confiado em formar uma das esquadras mais poderosas do futebol sul-americano, do qual fora o campeão continental-1948. Isso, além de ter no currículo os títulos estaduais, invictos, de 1945 e 1947. Motivos mais do que suficientes para 24 mil almas, entre pagantes e sócios, rumarem para a Rua General Almério de Moura, onde a imprensa viu não menos do que 50 mil pessoas adentrarem ao recinto cruzmaltino.

        O Kike achou, no twitter, comemoração pelos 70tão da vitória

  E rolou a bola. Logo, os ingleses viram que estavam preliando contra um grande adversário. Se eles eram os melhores da Inglaterra, tiveram de se segurar, pois o Vasco atacou mais e não se intimidou com o cartaz deles.  As redes, porém, não balançaram no primeiro tempo. Só aos 33 do segundo, quando Nestor, aproveitando-se de uma centrada de bola, por Mário, pegou, de primeira, e acabou com a invencibilidade dos arrogantes visitantes, que haviam goleado o Fluminense e vencido, também, o Corinthians.Conta a revista carioca Globo Sportivo, que os vascaínos foram sempre superiores, “mas deixaram os ingleses equilibrarem a partida”; e que ficaram mais ofensivos depois das entradas de Mário e de Heleno de Freitas.

 O juiz foi o inglês o Mr. Barrick, auxiliado pelos brasileiros Mário Viana e Alberto da Gama Malcher. O Vasco alinhou: Barbosa. Augusto e Sampaio; Ely, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir. Ipojucam (Heleno) e Tuta (Mário). O Arsenal era: Swindin, Barnes e Smith;  Macanly. Daniels e Forbes; Mac Pherson, Logie, Rockie, Hshman e Wallance.

                                              

                                              ANIVERSARIANTEs

Parabenizado pelo www.supervasco.com, pelo seu grande futebol

MARTÍN (Andrés ) SILVA  (Leites) - goleiro campeão estadual-RJ-2015/2016, titular vascaíno, de 2014 a 2018, por 245 partidas, com 111 vitórias, 73 empates e 61 escorregadas. Nascido, em 1983, na uruguaia Montevidéo, defendeu a seleção do seu país, por 11 jogos, medindo 1m86cm de altura. 


HISTÓRIAS DO FUTEBOL BRASILIENSE. PERIQUITO VAI À FESTA E LEÃO DANÇA

A cidade de Sobradinho, satélite de Brasília e sua porta de entrada norte, armou programação para comemorar os seus 18 de vida. Na linguagem da rapaziada, passava a ser “maior de idade”, em alusão à maioridade civil das pessos.

No domingo, dia 14 de maio de 1978, uma das programações do aniversário era o jogode futebol amistoso entre o time que represetnava a cidde no Campeonato Candango, o Sobadinho Esporte Clube, e a Sociedade Espiortiva do Gama,no estádio Augustinho Lima, casa que leva tal nome em homenagem mao  jornalista homônimo, que residia por lá.

Rolou a bola e os dois times levaram a partida em um indiscutível equilíbrio técnico. Se bem que a melhro figura em campo foi o goleiro gamense Roldofo, um candango que estava no Flamengo e viera emprestado pelos rubro-negros. Fazia a sua etreia. Além dele, também estreavam o lateral-esqerudo Edwaldo, que já passara pelo Brasília EC e, ultimamente, jogava em um clube do Rio Grande do Norte, e o meia Miguel.

A torcida do “Leão da Serra”, o apelido do alvinegro sobrdinhense, fez a sua parte, empurrando a sua moçada para tentar ogol, além de levar mais de Cr$ 10 mil cruzeiros para as bilheterais do estádio, pouco, mas evitava prejuizos com os gastos do jogo. Todo aquele esforçio deu em nada, pois, aos 32 minutos do segundo tempo, durante cobrança de escanteio, o apoiador Santana, pela primeira vez, macou um gol, em cabeçada, e fez o seu time alviverde vencer, por 1 x 0. Ele era especialista em chute forte de fora da área.

O Gama venceu com: Rodolfo; Carlão, Quidão, Manoel Sivla e Edwaldo (Amaro); Santana, Manoel Ferreira e Miguel (Antônio Carlos); Roldão, Maninho e Júlio. O Sobradinho levou a campo: Ari (Baiano); Ivonildo (Renê), Zezão,m Dorival e Pebinha; Gérson, Marco Antônio e Tote (Chenco); Dásio, Careca e Vino. O juiz foi Antônio Barbosa.

Na mesma tarde, no Pelezão, pelo fato de o o Taguatinga EC empatar, por 1 x 1, com o Corintians (sem “h”) do Guará, o Gama ficava com a obrigação de vencer este adversário, no domingo seguinte, por três gols de diferença, se quisesse impedir os taguatinguenses de conquistarem o primeiro turno do Torneio Incentivo.            

quinta-feira, 24 de março de 2022

VASCODATA

              

Picolé

24 de março der 1966- Vasco da Gama 1 x 0 Portuguesa de Desportos - Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã, assistido por 14.233. Gol de Picolé e treinamentos por Zezé Moreira que mandou Amauri; Joel, Brito, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo Menezes; Zezinho, Célio, Picolé e Tião. OBS: aquele foi o Jogo 23 entre os dois clubes que se enfrentavam desde 6 de agosto de 1933. Nele, o Almirante quebrou tabu de quatro triunfos seguidos da Lusa do Canindé, a maior sequência paulistana no confronto.

Picolé reproduzido da revista do Esporte

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RELAMPEJÕES NA ESQUINA DA COLINA

 1 - Em 1946, na última edição do Torneio Relâmpago, o Vasco da Gama já havia colocado nos trilhos o Expresso da Vitória”, pilotado pelo uruguaio Ondino Vieira. Atropelava quem pintasse pela frente. Se bem que, nesta conquista, tivesse deixado de mandar  lenha na caldeira, em algumas das viagens: 20.03 – Vasco 0 x 0 São Cristóvão e 16.03 – Vasco 0 x 1 América. Nas demais, rolou isso: 24.03 – Vasco 2 x 0 Flamengo; 27.03 – Vasco 8 x 4 Botafogo; 31.03 – Vasco 1 x 0 Fluminense.

2 - Na goleada sobre os botafoguenses, Djalma (2), Friaça (2), Dino, Elgen, João Pinto e Santo Cristo foram os impiedosos. Sobre os tricolores,  Santo Cristo voltou a marcar. Na vitória contra os rubro-negros, João Pinto e Elgen balançaram as redes. Vascaínos e rubro-negros se enfrentaram por quatro vezes, nesta competição, com duas vitórias cruzmaltinas, um empate e uma queda. Foi assim: 16.03.1943 – Vasco 1 x 1 Flamengo; 19.03.1944 – Vasco 5 x 2; 08.04.1945 – Vasco 3 x 4; 24.03.1946 – Vasco 2 x 0.


3 - Vasco da Gama 2 x 1 Flmengo foi o resultado do  Jogo 100 entre eles: em 17 de março de 1956, mas valendo pelo Campeonato Carioca da temporada anterior, que andou atrasadinho. Pinga (José Lázaro Robles) marcou os dois tentos do Almirante, aos 55 e aos 84 minutos do jogo que teve arbitargem do inglês Charles Wiliams. Treinado por Flávio Costa, o esquadrão Colina saiu de campo com virada de placar. Os vira-vira: Ernâni, Paulinho e Beto; Haroldo, Orlando e Válter; Sabará, Maneca, Vavá, Pinga  e Dejayr. Entre aquele 1955 e 1956, o Almira esteve por sete vezes cara-a-cara com os rubro-negros. Venceu duas e empatou três. Confira: 09.01.1955 –  Vasco 0 x 0 Flamengo;  16.07.1955 – Vasco 3 x 3 Flamengo; 02.10.1955 – Vasco 3 x 0; 22.01.1956 – Vasco 1 x 1 Flamengo; 17.03.1956 – Vasco 2 x 1.  

quarta-feira, 23 de março de 2022

VASCODATA - RECORDE REGINALDO

                                                   

       Reginaldo deu uma rapidinha - reproduzido do twitter 

23 de março de 2014 - Vasco da Gama 4 x 0 Duque de Caxias-RJ – Taça Guanabara dominical, com 2.392 pagantes tirando o escorpião do bolso. Mais veneno tiveram Reginaldo, que picou no primeiro minuto, bem como Edmílson, por duas vezes, e Everton Costa. O treinador Adílson Batista chamou para a tarefa estes quatrêzêros: Martín Silva; André Rocha, Luan Garcia, Rodrigo e Marion; Aranda, Fellipe Bastos, Douglas (Dakson) e Everton Castro (Bernardo); Reginaldo (Montoya) e Edmilson.  

                                                           

BANGUZELENSES NA ISKINA DA KOLINA

1 - Vasco da Gama 3 x 0 Bangu foi o primeiro prélio da dula no Século 21. Rolou em 17 de maraço de 2.000, em São Januário, valendo pelo primeiro turno da Taça Guanabara, com apito de Álvaro Quelhas. Edmundo, aos 30 minutos do primeiro tempo; Alex Oliveira, aos 18, e Pedrinho, aos 36 da etapa final, foram os primeiros chegantes nas redes alvirrubras no novo século. Abel Braga era o treinador desta rapaziada: Helton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Amaral, Juninho Pernambucano e Alex Oliveira (Pedrinho); Edmundo e Romário.

2 - Vascaínos e banguenses se pegaram por 13 vezes na primeira dúzia de temporadas dos anos 2000. A Turma da Colina ficou na frente do placar em um time delas (11), com um detalhe: mesmo sendo da mesma cidade, os dois times passaram mais de cinco anos sem se cruzarem, entre fevereiro de 2004 e abril de 2009. Confira esta historinha: 18.02.2000 – Vasco 3 x 0: 17.05.2000 – Vasco 4 x 1; 26.04.2001  – Vasco 3 x 2; 26.01.2002 -  Vasco 3 x 0; 07.04.2002 – Vasco 5 x 1; 23.05.2002 – Vasco 3 x 1; 02.06.2002 – Vasco 1 x 4; 23.02.2003 – Vasco 2 x 2 Bangu; 01.02.2004 – Vasco 2 x 1; 05.04.2009 – Vasco 4 x 0; 03.03.2010 – Vasco 2 x 0;  03.04.2011 – Vasco 4 x 0; 01.02.2012 – Vasco 3 x 1

3 – Vasco da Gama e Grêmio Porto-Alegrense-RS já disputaram oito amistosos. Anote:  18.03.185 - Vasco 6 x 1; 10.04.1952 - Vasco 0 x 0 Grêmio; 23.11.1955 - Vasco 0 x 2; 21.02.1957 - Vasco 1 x 0;  05.02.1958 - Vasco 4 x 1; 01.06.1960 Vasco 5 x 2; 21.06.1980 - Vasco 0 x 1; 19.05.1983 - Vasco 2 x 1. 

4 - Confrontos Vasco x Fluminense registram três duelos na data 21 de março, com uma vitória vascaína e dois empates: 21.03.1943 – Vasco 4 x 4 Fluminense; 21.03.1999 – Vasco 3 x 0 Fluminense e 21.03.1993 – Vasco 1 x 1 Fluminense.

terça-feira, 22 de março de 2022

HISTÓRIAS DO KIKE. MAIOR JOGO NO MINEIRÃO: CRUZEIRO 5 X 4 INTER-RS

 Além de  Carnaval e futebol , não necessariamente nesta ordem, “um outro algo” que brasileiro adora é eleger  “o maior do mundo”. No futebol mineiro, a “Revista do Cruzeiro” – Nº 5, de 22 de 1996 – elegeu Cruzeiro 5 x 4 Internacional “o maior jogo da história do Mineirão”.

 Pode até ter sido, pois rolou emocionantíssimo, principalmente, pelo placar, incomum entre “times grandes”. Transmitido, pela TV, para todo o país, empolgou a torcida brasileira, realmente. Mas já houve, no Mineirão, clássicos Cruzeiro x Atlético-MG que o torcedor presente garante que, nunca mais, alguém, verá igual, caso dos 3 x 3 de 26 de novembrode 1967, quando os atleticanos colocaram três gols de frente e a turam de Tostão & Dirceu Lopes foi buscar a conta.

Os 5 x 4 da “Raposa” sobre os colorados gaúchos valeram pela Taça Libertadores, em 7 de março de 1976, assistidos por 65.463 pagantes. As emoções começaram aos três minutos, quando Palhinha (Vanderlei Eustáquio de Oliveira) abriu o placar. Sete depois, ele voltou à rede. Passados mais quatro, foi a vez do Inter reagir, por intermédio de Lula. Mas, aos 21, Joãozinho (João Soares de Almeida Filho) esfriou a tentativa de reação gaúcha, que voltou a ser esboçada, aos 39, por conta de Valdomiro.

Incrível! Aqueles 3 x 2  de primeiro tempo eram transpirações demais para o torcedor administrar. Diante do que via, ninguém arriscava palpite para a etapa final. E esta, aos seis minutos (ou 51), teve Zé Carlos marcando gol contra e igualando o marcador. Aos 18 (ou 63), no entanto, o endiabrado Joãozinho, o gande nome da emocionante tarde, passou o Cruzeiro, novamente, na frente.

A torcida do time mineiro comemorava a vantagem, com um homem a menos, em todo o segundo tempo – Palhinha fora expulso de campo, por brigar com Figueroa –, mas via que o Inter não desistia da luta. Assim, aos 25, o seu maior goleador, Flávio Almeida Fonseca, foi substituído, por Ramon, que aproveitou a chance e bateu na rede. Que loucura!

Caminhava a pugna para o seu final. O Cruzeiro, que estreava na Libertadores e queria vingar a queda – 0 x 1, em 14 de dezembro de 1975, com 82.568 pagantes – ante um Internacional que lhe tirara o título do Campeonato Brasileiro, dentro do Beira-Rio, a casa colorada, em Porto Alegre. Seu teiandor, Zezé Moreira, mandou a rapaziada ir pra cima, com tudo. E foi. E conseguiu um pênalti. Aos 40 minutos (ou 85), Nelinho soltou a bomba e o time dirigido por Rubens Minelli foi buscar a pelota no fundo da caçapa: mineiros 5 x 4.            

O Cruzeiro alinhou: Raul; Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Roberto Batata (Isidoro), Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. O Internacional teve: Manga; Cláudio (Valdir), Figueroa, Hermínio e Vacaria; Falcão e Caçapava; Valdomiro, Escurinho, Flávio (Ramon) e Lula –  jogaço que valeu muito mais do e Cr$ 1 milhão, 874 mil, 265 cruzeiros arrecadados pelas bilheterias do Estádio Governador Magalhães Pinto (nome oficial). Que venha o próximo ”maior jogo” na casa.

 

                                                        

CORREIO DA COLINA - PRIMEIRÍSSIMA VEZ


 “Os meus pais, portugueses, comerciantes e sócios do Vasco, me levavam, desde pequeno, aos jogos do clube, para a nossa empregada folgar nos domingos.  Mas, do primeiro jogo que me lembro foi quando eu estava de 12 para 13 anos de idade. Imagino que tenha sido Vasco 1 x 0 Portuguesa, pois um irmão do meu pais, morador na Ilha do Governador, veio junto com vários amigos. Tempos depois, vi a reportagem sobre aquela que eu imagino  ter sido a partida em uma revista que o velho sempre comprava. Por sinal, aquela coleção do meu pai está hoje com o meu filho, também vascaíno, professor de Educação Física e dono de uma biblioteca repleta de revistas e livros esportivas, e sobre a sua profissão” -  Mário Pires Gonçalves – Rio de Janeiro.

KIKE NO LANCE  - Vasco 1 x 0 Portuguesa-RJ rolou em um domingo, em São Januário - 4 de agosto de 1957 -, pelo Campeonato Carioca. O juiz foi Amílcar Ferreira, a renda de Cr$ 219 mil, 940 cruzeiros e o gol teve assinatura de Sabará (foto). O time do dia: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Valter Marciano e Pinga. 

segunda-feira, 21 de março de 2022

VASCODATA

                                           

                                                                 EMPATÃO

                            Isaías deixou o dele no barbante dos tricolores

21 de março de 1943  - Vasco da Gama 4 x 4 Fluminense - este festival de bolas na rede valeu pelo Torneio Relâmpago, no botafoguense e carioca Estádio General Severiano, conferido por 11.822 pagantes, durante uma tarde de domingo. Endereçadores de maricota: Lelé, Batista, Isaías e Chico. O time treinado por Harry Welfare foi à caçapa com: Alfredo, Haroldo e Oswaldo Carvalho; Octacilio, Figliola e Argemiro; Batista, Lelé (Moacir), Isaias, Jair (Ademir) e Carreiro. OBS: este tem sido o maior placar empateiro entre vascaínos e tricolores, superando os 3 x 3, de 1º de julho de 1944. A escadinha anota, ainda: 2 x 2, em 13 de fevereiro de 1952; 1 x 1, em 5 de dezembro de 1954 e 0 x 0, no 18 de novembro de 1956. 


HISTORI&LENDA DA COLINA - PERUAZADA

No dia 9 de novembro de 2011, o almriante fez o peruano Universitário esquecer tudo o que aprendeu para se dar bem na  Copa Sul-Americana. Pra começao de conversa, reverteu a vantagem dos gringos, que haviam vencido no jogo de ida, uma semana antes, em Lima. Fora a segunda virada vascaína naquela disputa continental – nas oitavas de final, o boliviano Aurora levara a melhor, em casa, mas caíra, por 8 x 3, em São Januário. Como voltava a precisar de três gols de vantagem, a rapaziada foi, logo, ao ataque. Aos 24 minutos, Juninho Pernambucano sofreu pênalti e Diego Souza encaçapou: 1 x 0, mas a etapa inicial terminou no 1 x 1. No início do segundo tempo, aos 2 minutos, Rabanal chutou, a bola bateu em Dedé, enganou o goleiro Fernando Prass e os peruanos viraram: 2 x 1. A reação vascaína foi imediata. Aos 3 minutos, após a nova saída de bola, Juninho esticou passe para Elton cabecear e regualar: 2 x 2.

Diego Souza foi à rede e para o chuveiro... mais cedo
  A casa começou a ser colocada em ordem a partir dos 12 minutos, quando o zagueiro Dedé atacou e finalizou: 3 x 2. O mesmo Dedé, que fazia 100 jogos com a camisa cruzmaltina, marcou o quarto, em cabeçada, aos 27 minutos: 4 x 2. “Eu nunca tinha feito dois gols em um jogo", contou, o zagueiro-artilheiro, que ainda desviou a bola, de cabeça, para Alecsandro fechar o placar, aos 36 minutos da etapa final: 5 x 2.
O jogo foi muito nervoso e entre os expulsos de campo esteve o vascaíno Diego Souza. Os vencedores foram: Fernando Prass; Fagner (Allan), Dedé, Renato Silva e Diego Rosa; Nilton, Fellipe Bastos (Bernardo), Juninho Pernambucano e Diego Souza; Eder Luis (Alecsandro) e Elton. Técnico: Cristóvão Borges (interino).
A classificação foi um presente ao presidente Roberto Dinamite, que comemoraria, no dia seguinte,  29 anos da marcação do 500º gol, no jogo Vasco 1 x 1 Volta Redonda, pelo Cariocão-1982. Roberto é o jogador que mais gols marcou com a camisa cruzmaltina: 644 em 955 jogos.

domingo, 20 de março de 2022

VASCODATA

                                                        

       Reprodução de foto do finlandês Juha Tamminen @TamminenJuha

20 de março de 1974 – Vasco da Gama 2 x 1 Remo-PA – Campeonato Brasileiro quartafeirano, no Estádio Baenão, em Belém do Pará, assistidas por 10 mil pagantes. Roberto Dinamite, aos 31 minutos do primeiro tempo, e Fred, aos 5 da etapa final,  marcaram os gols vascaínos, escalados pelo treinador Mário Travaglni, que usou: Andrada; Fidélis, Gílson Paulino, Miguel e Alfinete; Alcir, Zanatta e Amarildo (Fred); Jorginho Carvoeiro (Galdino), Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos.  OBS: 1 – neste jogo, Roberto Dinamite foi expulso de campo, aos 27 minutos do segundo tempo, tendo batido na rede, aos 31 da etapa inicial; 2 – o Amarildo desta escalação vascaína tem sobrenome Tavares da Silveira e é o mesmo da Copa do Mundo-1962, tendo voltado do futebol italiano, após nove temporadas no exterior.; 3 – o Baenão é chamado assim por ficar na Travessa Antônio Baena, mas o seu nome verdadeiro é Estádio Evandro Almeida.         

          

 

HISTORI & LENDAS - NATUREZAMENTE

Pé de pinheiro nasce onde? Em algum veredejante campo grande. Então, o Almirante  pegou o mapa e correu atrás do que mandava a natureza. Confira:  
  
6 de abril de 1972 - Vasco da Gama 3 x 0 Pinheiros-PR -  derrubou os pinheirenses, em uma quinta-feira, amistosamente, no Rio de Janeiro, onde os paranaenses não tinham torcida. Tanto que só 466 pagantes deram as caras, gerando renda menor do que o apito de Válter Gino: Cr$ 2 mil, 864 cruzeiros. Suingue abriu a conta (de pênalti), Marco Antônio a aumentou e Jaílson fechou o caderninho.  Se o visitante não tinha torcida no RJ, porque os vascaínos plantaram aquele sacode na Colina? Time da vez: Tião; Haroldo, Miguel (Alfinete), Miguel (Joel) e Ebrval; Alcir, Luís Carlos e Suingue; Jaílson, Ferreti, Roberto Dinamite e Marco Antônio, treinados por Zizinho.       

 6 de abril de 1977- Vasco da Gama 4 x 0 Campo Grande-RJ - em uma quarta-feira, durante a campanha do título estadual. A pelota rolou em São Januário, pelo primeiro turno da Taça Guanabara, na presença de 7.389 pagantes. O técnico Orlando Fantoni comemorou, é claro, os gols marcados por Orlando Lelé, e Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e Ramon Pernambucano, para estaformação: Mazzaropi: Orlando, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Helinho e Dirceu Guimarães; Fumanchu, Roberto e Ramon (Wilsinho).  

sábado, 19 de março de 2022

VASCODATA

                                                   

Repropdução de
 www.osgigantgesdacolina

  
                 Vavá reproduzido de www.ogol.com.br- agradecimento

19 de março de 1993 – Vasaco da Gama 2 x 1 Sampaio Corêa-MA – jogo

HISTORI & LENDAS DA COLINA - ONZEOU

 Um time de gols (11). Foi o quanto o Almirante deixou registrado no campo de bolas no filó, em dois amistosos antigões. Curiosamente, em uma quarta-feira, dia 18 de março, e o outro em uma terça-feira, dia 17 de março. Confira as duas curiosidades:   

Vasco da Gama 6 x 1 Grêmio Porto-Alegrense – amistoso de 1945, o primeiro entre os dois  dois times. Jogado em tarde domingueira, no Estádio da Timbaúva, em Porto Alegre, teve gols vascaínos marcados por Chico (2), Berascochea, Jair, João Pinto e Lelé. O time era treinado elo uruguaio Ondino Vieira e papou aquela com: Barbosa, Sampaio e Rafanelli (Djalma); Berascochea, Nílton e Cordeiro; João Pinto (Massinha), Argemiro, Lelé, Jair  e Chico – em 18 de maraço de 1945.

Vasco da Gama 5 x 0 Trem-AP - amistoso terçafeirano, em Macapá, com os redeanos aplaudidos pelos amapaenses sendo Friaça (3),  Maneca e Vavá. O treinador Flávio Costa mandou esta turma balançar o filó: Ernani, Augusto e Bellini; Alfredo II, Mirim e Walter; Sabará, Maneca, Friaça, Alvinho (Vavá) e Chico – em 17 de março de 1953.  

sexta-feira, 18 de março de 2022

VASCODATA

            

19 de dezembro de 1973 – Noite de uma quinta-feira e um selecionado brasileiro foi formado para enfrentar estrangeiros que atuavam no Brasil, a fim de marcar a despedida de Mané Garrincha do futebol.

 O prélio foi no Maracanã, o grande palco das maiores exibições do antigo craque do Botafogo, foi chamado por “Jogo da Gratidão” e promovido em razão de Garrincha estar passando por grandes dificuldades financeiras. Com os equivalentes hoje a mais de US$ 160 mil dólares arrecadados, Garrincha (com 40 de idade) comprou sete casas (para as filhas); uma outra no bairro carioca da Tijuca; um carro Mercedes-Benz (usado) e uma casa de shows no bairro de Vila Isabel, para a sua companheira/cantora Elza Soares se apresentar.

Na bola, os nacionais venceram, por 2 x 1, com gols marcados por Pelé e Luís Pereira, tendo o homenageado atuado por 30 minutos. Ao sair de campo, fez a volta olímpica, e recebeu uma das maiores celebrações na história do estádio, aplaudido por cerca de 150 mil torcedores, para os quais jogou as chuteira com as quais havia participado do amistoso com a primeira etapa apitada por Armando Marques e a segunda por Arnaldo Cézar Coelhol.

 No primeiro tempo, o grande momento foi o lance do gol marcado por Pelé, driblando cinco adversários e mandando a bola para o canto direito da trave defendida para o goleiro  vascaíno Andrada. Mas o público que reclamava da tremenda noite calorenta carioca já havia vibrado, aos 18 minutos, quando Garrincha passou a bola por entre as pernas do uruguaio Bruñel e centrou a pelota, perigosamente, para a área dos gringos, que abriram o placar, pouco depois, por conta de Brindisi.

O empate aconteceu após a volta olímpica do Mané. Clodoaldo desarmou Brindisi e lançou o “Rei Pelé”, pela intermediária, para o Camisa 10 armar o show descrito acima. E, por 1 x 1, terminou o primeiro tempo. No segundo, com times bastante modificados, o desempate brazuca surgiu aos 27 minutos: Jairzinho venceu o marcador, foi à linha de fundo e fez cruzamento perfeito, para Luís Pereira
“sair pro abraço”.    

 A Seleção Brasileira começou com o time do tri (faltando só Gérson) e alinhou: Félix (Leão); Carlos Alberto (Zé Maria), Brito (Luis Pereira), Piazza e Everaldo (Marinho Chagas); Clodoaldo (Zé Carlos/Cruzeiro) e Rivellino (Manfrini); Garrincha (Zequinha), Jairzinho (André), Pelé (Ademir da Guia) e Paulo César Caju Lima (Mário Sérgio), comandados por Mário Jorge Lobo.

O time chamado por Seleção Internacional contou com: Andrada (argentino); Forlan (uruguaio), Alex (alemão criado no Brasil), Reyes (paraguaio) e Brunell (uruguaio); Dreyer (argentino) e Pedro Rocha (uruguaio); Housemann (argentino), Doval (argentino), Brindisi (argentino) e Onyshchenko (ucraniano que atuava pela seleção da então União Soviética). 

 ÚLTIMO? - Embora aquele tivesse sido o “Jogo de Despedida” de Mané Garrincha, na verdade ele havia disputado a sua última partida, como profissional, em 7 de setembro de 1972, pelo Olaria Atlético Clube, durante amistoso em que o time alviazul suburbano carioca levara 5 x 1 da aniversariante Caldense, no Estádio Cristiano Ozório, que não existe mais - terreno virou sede social do clube mineiro,  piscinas, quadras de tênis e campo de futebol society.   

 Naquele derradeiro amistoso como profissional, Garrincha não marcou gol – o último havia sido em 22 de março do mesmo 1972, diante do Comercial, de Ribeirão Preto. Quando foi contratado pelo Olaria, ele estava há duas temporadas sem jogar, e a intenção do clube era usá-lo por atrativo para arrecadar um dinheirinho em amistosos pelo país, como rolou.

 Em janeiro de 1982, Garrincha viveu o seu último dia vivo, partindo da vida material pobre e levado pelo alcoolismo.