Além de Carnaval e futebol , não necessariamente nesta ordem, “um outro algo” que brasileiro adora é eleger “o maior do mundo”. No futebol mineiro, a “Revista do Cruzeiro” – Nº 5, de 22 de 1996 – elegeu Cruzeiro 5 x 4 Internacional “o maior jogo da história do Mineirão”.
Pode até ter sido, pois rolou
emocionantíssimo, principalmente, pelo placar, incomum entre “times grandes”.
Transmitido, pela TV, para todo o país, empolgou a torcida brasileira,
realmente. Mas já houve, no Mineirão, clássicos Cruzeiro x Atlético-MG que o
torcedor presente garante que, nunca mais, alguém, verá igual, caso dos 3 x 3
de 26 de novembrode 1967, quando os atleticanos colocaram três gols de frente e
a turam de Tostão & Dirceu Lopes foi buscar a conta.
Os
5 x 4 da “Raposa” sobre os colorados gaúchos valeram pela Taça Libertadores, em
7 de março de 1976, assistidos por 65.463 pagantes. As emoções começaram aos
três minutos, quando Palhinha (Vanderlei Eustáquio de Oliveira) abriu o placar.
Sete depois, ele voltou à rede. Passados mais quatro, foi a vez do Inter
reagir, por intermédio de Lula. Mas, aos 21, Joãozinho (João Soares de Almeida
Filho) esfriou a tentativa de reação gaúcha, que voltou a ser esboçada, aos 39,
por conta de Valdomiro.
Incrível!
Aqueles 3 x 2 de primeiro tempo eram transpirações
demais para o torcedor administrar. Diante do que via, ninguém arriscava
palpite para a etapa final. E esta, aos seis minutos (ou 51), teve Zé Carlos
marcando gol contra e igualando o marcador. Aos 18 (ou 63), no entanto, o
endiabrado Joãozinho, o gande nome da emocionante tarde, passou o Cruzeiro,
novamente, na frente.
A
torcida do time mineiro comemorava a vantagem, com um homem a menos, em todo o
segundo tempo – Palhinha fora expulso de campo, por brigar com Figueroa –, mas
via que o Inter não desistia da luta. Assim, aos 25, o seu maior goleador,
Flávio Almeida Fonseca, foi substituído, por Ramon, que aproveitou a chance e
bateu na rede. Que loucura!
Caminhava
a pugna para o seu final. O Cruzeiro, que estreava na Libertadores e queria
vingar a queda – 0 x 1, em 14 de dezembro de 1975, com 82.568 pagantes – ante
um Internacional que lhe tirara o título do Campeonato Brasileiro, dentro do
Beira-Rio, a casa colorada, em Porto Alegre. Seu teiandor, Zezé Moreira, mandou
a rapaziada ir pra cima, com tudo. E foi. E conseguiu um pênalti. Aos 40
minutos (ou 85), Nelinho soltou a bomba e o time dirigido por Rubens Minelli
foi buscar a pelota no fundo da caçapa: mineiros 5 x 4.
O
Cruzeiro alinhou: Raul; Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Zé Carlos e
Eduardo Amorim; Roberto Batata (Isidoro), Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. O
Internacional teve: Manga; Cláudio (Valdir), Figueroa, Hermínio e Vacaria;
Falcão e Caçapava; Valdomiro, Escurinho, Flávio (Ramon) e Lula – jogaço que valeu muito mais do e Cr$ 1
milhão, 874 mil, 265 cruzeiros arrecadados pelas bilheterias do Estádio
Governador Magalhães Pinto (nome oficial). Que venha o próximo ”maior jogo” na
casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário