Não tinha jeito de ser mlitar. Pra começar, o Club de Regatas Vasco da Gama nasceu homenageando um almirante português que ficara famoso por abrir as rotas marítimas
para um incomunicável lado comercial do mundo que era tratado por Índias
Ocidentais. Era 1498 quando ele atravessou os oceanos Atlântico e Índico, para aportar
em
Calicute, no 10 de maio. Até dizem fanáticos torcedores vascaínos ter
sido ele quem dera as coordenadas a Pedro Alvres Cabral fazer de contas que não havia ventos em sua
rota de abril de 1.500 e vir descobrir o Brasil.
Verdade ou cascatas à parte, o certo foi que o
Club de Regatas Vasco da Gama, que homenageou o Almirante, em 21 de agosto de 1898, de lá para cá, além de ser
apelidado pela patente do xará, tem
um eterno capitão em sua história, o zagueirão Hideraldo Lulís Bellini, que
viveu 10 temporadas liderando a Turma da
Colina, de 1952 a 1961. À sua lateral-esquerda, o capitão Bellini contou com os serviços do Coronel, isto é, o apelido de Antônio
Evanil da Silva
que, também, passou o mesmo número de temporadas na casa – 1955 a 1964 - saindo
uma depois que o seu xerifão se mandara.
Além de almirante, capitão e coronel,
o Vasco da Gama teve, ainda, o comandante
de ataque Vavá, o glorioso Edvaldo Izídio Neto, bicampeão mundial nas Copas de
1958/1962, junto com o capitão
Bellini. E, quando sagrou-se campeão carioca de aspirantes, em 1964, tinha o
centroavante Rubilota, que era chamado pela imprensa por piloto do ataque. Realmente, voava nas redes, com a gana dos
aviadores kamikazes japoneses.
Também, já militou nas hostes cruzmaltinas um lateral-direito, Augusto da
Costa, membro da Polícia Especial do Rio de Janeiro, na época do presidente
Governo Getúlio Vargas (1930 a 1945).
Fora das quatro
linhas, o Vasco da Gama já foi treinado pelo “sargentão” Flávio Costa, assim apelidado devido ao seu jeito
explosivo; o marinheiro Gentil Cardoso, que chegou a participar de operações
durante a II Guerra Mundial, e o coronel
(de carreira) Carlos Fronter. Em comissõe técnicas contou com o major José Bonetti, supervisor da
campanha do título estadual de 1970. Falta o quê? Um general? Pois não falta.
Vamos para o parágrafo abaixo.
Em 1922, o time infantil do Vasco da Gama
contava com o garoto ponta/meia direita Eloy Massey Oliveira de Menezes, carioca
nascido no 21.11.1010 e que ficou conhecido no mundo desportivo pelo primeiro e
último nomes. O guri cresceu e foi promovido ao time juvenil e foi subindo, até
fazer 18 de idade, quando havia campeonatos para o que eram chamados por “primeiro, segundo e terceiro quadros”. Ele
disputou as três categorias, o que significa ter rolado bola pelo time
principal do Almirante. A partir
dali, não deu mais para o atacante Eloy Menezes defender o Vasco da Gama, pois
chegara a oficial do Exército e não poderia ser atleta profissional, o que pintara
pelo Brasil de 1933. Três décadas depois, ele presidiu o extinto (em 1990)
Conselho Nacional de Desportos.
Sem problemas! Saído o oficial Eloy Menezes, entrou um outro oficial. Durante a década-1950, São Januário passou a contar com o goleiro Carlos Alberto Martins Cavalheiro, que fez carreira na Aeronáutica e vestiou a jaqueta vascaína como amador, de 1951 a 1957. Foi campeão carioca-1956 e dos francês Torneio de Paris e espanhol Troféu Teresa Herrera-1957. Além disso, vice-campeão pan-americano, em Chicago-USA-1959, e um dos quatro goleiros convocados para os preparativos para a Copa do Mundo-1958. Também, participou, em função administrativa da Seleção Brasileira, das Copas do Mundo de 1974 e 1978, respectivamente, na Alemanha. E da equipe diretora vascaína-1974, quando o Almirante conquistou seu primeiro título do Brasileirão. Mais: esteve presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco da Gama, por vários mandatos, desde 1976.Sempre jogou por amor à camisa, pois sua função na Aeronáutica impedia de se profissionalizar no futebol. Viveu, de 25.01.1932 a 29.06.212.
E não termina por aqui a ligação cruzmaltina com os militares. A sede do clube, no Rio de Janeiro, fica na Rua General Almério de Moura, placa em homenagem a um maranhense nascido no 30.05.1880 e que começou a encarar o futuro pela Escola Militar do Rio de Janeiro, em 1897. Entre as várias atividades profissionais que exerceu, como General de Brigada, comandou a 6ª Região Militar, sediada em Salvador (1932); a 2ª Região Militar (1934), em São Paulo e, sendo General de Divisão, em 1937, a 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro. Foi, ainda, ministro do Superior Tribunal Militar, na década-1940, e viveu até 14 de agosto de 1944. Portanto, o Vasco da Gama, alémde clube da faixa, é, também, o clube das patentes
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