Vasco

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sábado, 8 de dezembro de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - HISTÓRIA DAS 'FAKE NEWS' NA HISTÓRIA DA BRASUCADA

QUANDO AINDA NÃO HAVIA 'MIDIA', BRASIL JÁ FABRICAVA HERÓIS
Jair Bolsonaro
reproduzido de facebook
A recente eleição presidencial, polarizada entre os candidatos Jair Bolsonaro (eleito) e Fernando Hadad, foi marcada por grande número de falsas acusações aos dois rivais. Mais ainda, durante a campanha para o segundo turno - um tempo de 'fake news', novo anglicanismo que tomou conta do linguajar 'brasuca'.
 O Ministério da Educação do próximo governo bem que poderia criar uma comissão de notáveis para sumir com as “fake news” dos livros de história do Brasil. Uma delas é classificar José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, como o líder da Inconfidência Mineira.
 Na verdade, Tiradentes não liderou nada. Participou do movimento, mas os grandes pensadores, articuladores foram Thomaz Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa. Tiradentes, que não passava de fiscal de uma nova estrada ligando a mineira Vila Rica, atual Ouro Preto, ao Rio de Janeiro. A sua garnde contribuição foi para a coroa portuguesa. Enchia a cara de cachaça e pregava a revolta nos botecos, levando-a ao conhecimento do Império.
 Por ser um sujeito exaltado, que se expunha, Tiradentes terminou enforcado, um grande negócio para ele, pois, sendo o único esquartejado, perdeu o pescoço, mas terminou “Patrono da Pátria”. Nas figurações sobre o fato, ele aparece barbudo, mas a lei da época previa o corte da barba para ir ao cadafalso. Até nisso a história do Brasil tem “fake news”.
Tiradents reproduzido de acervo da
 Prefeitura Municipal de Diamantina
 Já há farto número de pesquisas revelando essas “culhudas” (mentira, para os baianos) que se tornaram fatos verdadeiros e “oficiais” dos livros de história. Uma das mais confiáveis é a do professor Rui Mourão, que presidiu o Museu da Inconfidência e lecionou há Universidade Federal de Minas Gerais. Até pesquisadores ingleses já  vieram ao Brasil e também, constataram as “fake news” sobre a Inconfidência Mineira. Recentemente, foi lançado livro baseado em documentos encontrados em uma organização militar, e nada favorece à história ensinada em nossas escolas.
 No que diz respeito a Thomaz Gonzaga, ele era o chefe da Justiça, em Vila Rica, espécie de presidente de tribunal. Se Tiradentes não enchesse tanto a cara e falasse menos, Gonzaga, certamente, seria o chefe do poder judiciário nacional. Mas Cláudio Manual da Costa não foi firme em seu depoimento e terminou incriminando-o – e virando arquivo queimado, no dia seguinte.
 Na história oficial, Silvério dos Reis é o entregador de Tiradentes. Outra “fake news”. Historiadores ainda não encontraram documentos comprovando, mas tudo se encaminha para João Rodrigues Macedo ter sido o mandante da queima de arquivo. Silvério era uma piabinha diante daquele tubarão, o homem mais rico daquele Brasil, encarregado, por Portugal, pela cobrança dos impostos.
Malandrão, Macedo usava testas-de-ferro, já comprovado, para ganhar todas as licitações e representa-lo no movimento inconfidente. Devia muito à Coroa, razão de querer a independência do Brasil, para livrar-se da dívida. Então, por debaixo do pano, financiava os inconfidentes. Escapou do pior porque todos lhe deviam, inclusive as autoridades.
 
Thomaz Antônio Gonzaga reproduzido do
  acervo da Biblioteca Digital Luso-Brasileira
 Quanto ao Silvério, novas pesquisas mostram que ele, meramente, repetiu denúncias já feitas, quando rolou entregação geral - todo mundo entregando todo mundo! Tanto que o vice-rei de Portugal, Luiz de Vasconcelos, vendo tratar-se de um “mané”, meteu-lhe na cadeia e depois o soltou.
 Uma outra “fake news” que deve sumir da nossa história é a de que Dom Pedro I proclamou a nossa independência, em 1822, por grande patriotismo Basta ler a história, com atenção, que se verá rolar várias revoltas pelos “brasis” a fora. A independência era questão de mais dia, menos dia. Já estava caindo de madura. Mandam dizer isso algumas atitudes independentistas, casos de: Revolução Pernambucana, republicana, em 1817; Revolução Liberal, em 1821, na Bahia e no Pará; Independência da Bahia, em 1821; Guerra da independência do Brasil, contra militares legalistas portugueses, envolvendo Bahia, Piauí, Maranhão e Pará, em 1822 – hora, então, de guerra às “fake News” da história do Brasil.

  

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