A literatura brasileira é repleta de senhores acima de qualquer suspeita – inclusive moral. É o caso, por exemplo, de um dos principais representantes desssa estirpe, o festejado mineiro Carlos Drummond de Andrade. Nascido no 31 de outubro de 1902 – em Itabira – ele estaria celebrando, agora, 118 efemérides, interrompidas em 17 de agosto de 1984, quando já havia virado 84 folhinhas do calendário gregoriano.
Que o glorioso Drummond era um mágico com as letras, não se discute. O
que rola é o seu chute pra fora – grande torcedor do glorioso Club de Regatas
Vasco da Gama, chegou a escrever livro sobre o dito cujo - , ao dedicar 35
temporadas do seu jogo da vida traíndo a sua có-piloto
Dolores Dutra de Morais.
Este é um lance de jogada mirabolante do grande Drummond. Começou a pintar pela meia-lua da grande área pelo Natal de 1964, quando ele procurou o advogado Plínio Doyle, em Ipanema, para fazer consulta em um dos cerca de seus 30 mil livros. E voltou por sábados e sábados seguintes, levando o anfitrião a espalhar a notícia que motivou chegados a não perderam a chance de, também, conferirem o fim de tarde/início de noite da Rua Barão de Jaguaribe, quando o mineirinho itabirense era o primeiro a chegar e a sair. Em um certo sábado - o escritor Raul Bopp apelidou as reuniõea, em 1973, por Sabadoyle -, o esperto Drummond pisou na bola e a galera descobriu a sua jogada: ia adentrar a casa da bela escritora Lygia Fagundes Telles, pertinho dali, à Rua Alberto de Campos. E a moçada ficou alumbrada quando descobriu mais: o carinha batia aquele escanteio desde 1952.
Se
o Drummond – tido como sujeito da oração
de moral mais ilibada possível e de caráter ainda mais sem jaça - estava na
contramão da moralidade e dos bons
costumes católicos, apostólicos, romanos, nesses tempos pós-modernos,
discute-se, hoje. Para baianos, no entanto, o Carlinhos Itabira, meramente, seguia os seus conselhos que prgavam:
“não se pode dormir com todas as mulheres
do mundo, mas deve-se fazer um esforço”. Logo, recebera a merecida homenagem ao gavião) da cédula de 50 cruzados novos, que revirou-se pelos bolsos brazucas, entre maraço de 1989 e setembro de 1992.
Disso tudo, infere-se, então, que: mineiro trabalhava em silêncio (mas nem
tanto, certo?) bem antes do sologan percorrer
todo o Brasil, sob os auspícios do Governo Magalhães Pinto - década-1960. E o comprovou,
também, mas sem escancarar o lance, via o cronista Paulo Mendes Campos, dono de
inteligência que seduzia as mulheres, uma delas, a divina Clarice Lispector, da
qual diziam jogar líder, invicta, absoluta, evidentemente, antes de casar-se
com o diplomata Maury Valente – que covardia!
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