Vasco

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

AS BELÍSSIMAS BAIANINHAS NO CARNAVAL

O escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral, o muito observador Pero Vaz de Caminha, encantado com as meninas baianas, enviou este segundo relato sobre a terra ao seu senhor , no Lisboa: 
- Mui Digníssimo, Altíssimo, Adoradíssimo Rei! Como  informei-lhe, pela missiva anterior, as meninas baianas mostram um requebrado capaz de sintonizar mouros e cristãos no mesmo tom. Olhe só que graça e energia. Nestas fotos, as primeira que fiz  após o achamento das terras d´além mar que ora tomamos posse, elas não estão peladas, para desespero da nossa tripulação, mas, normalmente, vivem com as suas vergonhas de fora. Aqui, dançam, em louvor a Momo, uma divindade que anima as suas vidas durante um período do ano. Mas não se preocupe com isso, pois este tal de Momo não ameaça Vossa coroa. É um sujeito muito gordo, que caminha muito devagar e só faz animar as nativas.
Ao receber a missiva, o Rei de Portugal chamou o comandante de sua Marinha e o avisou:
-  Preciso enviar a Rainha às Índias, para ela conhecer melhor as especiarias locais, e parar de me encher o saco, dizendo que falta tudo no palácio.    
- Perfeitamente, Majestade. Vou providenciar melhorias na melhor das nossas caravelas e deixar os aposentos reais em condições de receber, condignamente, o meu Rei e a minha Rainha - disse o chefe da Marinha lusitana.
- Mas quem lhe disse que eu viajarei juntamente com a Rainha, oh gajo?
- Pôijs, pôijz, oh não, Majestade? - espantou-se o súdito de Sua Majestade.
- Não! Enquanto a Rainha estiver navegando para as Índias, eu estarei indo para a Bahia. Lá tem umas índias muito mais + mais. Veja estas fotos que o Caminha me enviou, oh pá! – e mostrou o material ao homem.
- Majestade! O que é que o senhor ainda está fazendo aqui, que ainda não viajou? Aliás, se possível, me inclua fora desta viagem às Índias, com a Rainha, e me aliste nesta sua rota para a Bahia – pediu o comandante da Marinha.
- E o que é que você está ainda fazendo aqui, que ainda não estamos em alto mar? Queres perder o emprego? - ameaçou o soberano.
 Quando o Rei e o comandante de sua Marinha chegaram à Bahia e viram as meninas baianas exibindo o seu requebrado no Carnaval, o senhor dos mares nunca d`antes navegados, só teve uma atitude:
- Lavre aí uma ordem de expulsão do Cabral da Marinha lusitana.
- Motivo, Majestade - indagou o Ministro das Justiça, que ele levou junto.
- Demorou demais a descobrir a Bahia - sentenciou o venturoso rei lusitano.  
 
Fotos reproduzidas d www.simoesfilhoonline.com.br e de www.rols.news.com.br . Agradecimento desate blog que não é comercial, só histórico e cultural.

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