O Candangão-2014 começou com uma história surrealissima: o jogo de abertura não rolou, simplesmente, porque um dos contendores apareceu no estádio sem roupa e nem chuteira. Muito menos caneleiras. Ficou o vestiário, completamente nu. Dá pra acreditar? Pois aconteceu, em Brasiliense FC x Formosa-GO, marcado para começar às 10h da manhã de 18 de janeiro, no Serejão.
O
“Jacaré” batia bola no gamado e esperava tanto pelo time goiano, que sua
senhoria, o árbitro Wales Martins, irritou-se, bravamente. Pra nada, pois o
Formosa descobriu que estava desvestido, descalço e descanelado. Tudo o que
levara para cumpri rabela havia sumido, misteriosamente.
Rolo
rolando, a Federação Brasiliense de Futebol ofereceu 30 minutos de prazo para o
Formosa se resolver. Como, seo havia lojas de material esportivo abertas
naquele domingo, em Taguatinga, para fazer-se uma compra de emergência? Assim,
enquanto os formosenses defilavam, de chinelos, pelo vestiário, às 11h o seu
time foi dado por perdedor, por não comparecimento ao gramado.
O
Formosa havia hospedado-se, a partir dass 23h 30 da sexta-feira, em um hotel de
Taguatinga. Turma agasalhada, o motorista do ônibus que o conduzia foi
estacionar o carro. Foi e foi muito,
pois escafedeu-se. Às 8h30 do sábado, após o café da manhã, o presidente do
clube, Cacildo Cassiano, sentiu a falta do carinha. Como não o achou, o jeito
foi chamar taxi e pedir caronas a amigos,
além de registrar o sumiço do ônibus e do motorista na 12º Delegacia de
Polícia.
WO
levado, o mais abatido era o treinador Júnior Pezão, que prometia mostrar uma
rapaziada muito bem treinador, pronta
para devorar o Brasíliense na “Boca do Jacaré”, o reduto deste. De sua parte,
Cacildo já providenciava um outro ônibus para retornar a Formosa, dizendo que
já ter utilizado, em outras ocasiões, os serviços da Expresso França, sem
nenhum problema.
Faltavam
10 minutos para começar a pugna quando, ao saber que esta não começaria, o cara
que arrumava o placar, ajeitando as letras do jogo anterior – Brasiliense x
Cuiabá, pela Série C do Brasileiro –, não perdeu mais tempo, e deixou escrito:
Brasilense x F. E exclamou: “É f....”. E o pior: deixou faltando uma letra “i”
no nome do time anfitrião. Ficou "Braslense". Na certa, o Jacaré comeu.
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