Vasco

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - DINAMITE

1 - Roberto Dinamite atuou em 1.022 vezes – 768 oficiais e 254 amistosos – e fez 754 gols, durante 22 anos como atleta cruzmaltino. Negociado, com o espanhol Barcelona, em fevereiro de 1980, após 10 anos na Colina, saiu com o currículo de 345 tentos, dos quais – 46 como juvenil – embora jogasse pelo time A, desde 1971. Só se profissionalizou em 1973.
 
2 - Com média anual de 34 bolas no filó, medindo 1,87cm  e com um chute aterrorizante, por U$ 710 mil, o “Barça’ veio buscá-lo, para tirá-lo de sua pior crise técnica dos últimos 28 anos. Mas o técnico Helenio Herrera não o queria. Pra piorar, Roberto jogava caindo pelas pontas, procurando o gol, o que lhe era difícil, pois as entradas de áreas eram congestionadas, tirando-lhe espaços para se movimentar, trabalhar a bola e chutar em boas condições, como no Vasco, “que jogava para ele”. No Barcelona, prevalecia o individualismo e Herrera não deu tempo para o Dinamite se adaptar.  
 
Em 1975, jogando em Brasília
3 - Muito cobrado, Roberto e não conseguia  render o mesmo dos seus tempos vascaínos. Fez só três gols – dois de pênalti –, em oito jogos. Como não explodia na Espanha, então, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, tentou repatriá-lo. Mas u Eurico Miranda foi mais vivo.

4 - Roberto reestreou  pelo Vasco em 24 de abril de 1980, no 1 x 0 sobre o Náutico, em Recife, pelo Brasileirão, com gol de Guina. Reencontrou-se com a galera cruzmaltina em 4 de maio,  no Maracanã, marcando todos os gols dos 5 x 2 sobre o ‘Timão”,  o campeão paulista, diante de 107.474 pagantes. Ao final da partida, ele foi pra galera, nos tempos da geral,  jogar a camisa 10 preta, coma faixa branca.

5 - Carlos Roberto de Oliveira é filho de Seu Maia e de Dona Neuza. Criado em São Bento, bairro pobre do município de Duque de Caxias, nasceu às 4h25 de 13 de abril de 1954. Apelidado por Calu, aos 12 anos, ele já era individualista, fominha, titular e artilheiro do principal time do seu pedaço, o Esporte Clube São Bento.
 
6 - Roberto foi descoberto, em 1969, pelo técnico e olheiro nas peladas suburbanas, Fernando “Gradim” Ramos, que gostou dos dribles desconcertantes do ex-Calu e já Carlinhos, aos 14 anos. Ele o levou, com 54 quilos, para as categorias de base do Vasco e o entregou ao Seu Rubens. Um mês depois, já estava no time juvenil, treinado por Célio de Souza. Em pouco mais de um ano, já tinha marcado mais de 46 gols e engordado 15 quilos, graças a um trabalho muscular. No Campeonato Carioca de Juvenis de 1970, foi o maior “matador” vascaíno, com 10 gols. Em 71, já foi o artilheiro da competição, com 13 tentos, chamando a atenção do técnico do time A, Mário Travaglini, que o relacionou para disputar o Brasileirão.
 
7 - Em 14.11.1971, Roberto estreou no time A, lançado pelo técnico Admildo Chiro, no lugar de Pastoril, na etapa final. Agradou e foi titular, em 21.11.1971, na derrota (1 x 2) ante o Atlético-MG, no Mineirão. Mas não esteve bem e cedeu vaga a Ferreti.  Veio, então, a noite de 25.11.1971, no Maracanã. Foi por foi ali que esta história começou, pra valer. Com um chute fortíssimo, de fora da área, Roberto virou o “Dinamite”, marcando o seu primeiro gol pelo time principal. Vítima? O goleiro Gainete, do Internacional, nos 2 x 0 válidos pelo então chamado Campeonato Nacional. No dia seguinte, o Jornal dos Sports fez a manchete “Explode o Garoto Dinamite”, pensada pelo redator Aparício Pires.

8 - Na realidade, o apelido “Dinamite” não surgiu depois do golaço contra o Inter. Na segunda fase do Brasileiro, durante os treinos para pear o “Galo”, Roberto se destacou legal. No dia anterior ao jogo, o jornal mancheteou: "Vasco escala garoto-dinamite". Fora uma sacada dos vascaínos Eliomário Valente e Aparício Pires. (Foto reproduzida do Jornal de Brasília). Agradecimento.

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