Vasco

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - FECHOU

1 - O Vasco já fechou o calendário do futebol brasileiro em três oportunidades. Em 31 de dezembro de 1929, mandou 3 x 1 no Palestra Itália-SP, e em 31.12.1950 passou pelo Bangu, por 2 x 1. No entanto, o jogo mais emocionante de fechamento de temporada foi na noite de 20 de dezembro de 2000, com 4 x 3 sobre o Palmeiras, de virada, com 3 x 0 para eles no primeiro tempo.

Daquela vez, valia o título da última Copa Mercosul (atual Copa Sul-Americana), foi na casa do adversário, com a espetacular virada rolando aos 48 minutos do segundo tempo, o último gol do Século 20. Quem balançou o filó foi o camisa 11 Romário, que marcava o seu 11º tento na competição, a 11 dias do início do terceiro milênio. Exatamente, 11 meses após sua volta a São Januário, de onde saíra 11 anos antes, para ser dirigido naquela partida pelo técnico Joel Santana, cujo nome tem 11 letras.

Anote a ficha técnica da partida: 20.12.2000- Palmeiras 3 x 4 Vasco. Estádio: Parque Antarctica-SP. Juiz: Márcio Rezende de Feitas-MG. Público: 29.993 pagantes. Gols: Arce, aos 36; Magrão, aos 37, e Tuta, aos 45 min do 1º tempo; Romário, aos 14; Romário, aos 23; Juninho Paulista, aos 40, e Romário, aos 48 min do 2º tempo. Vasco: Hélton; Clébson, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa, Jorginho Amorim, Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller e Romário. Técnico: Joel Santana. Palmeiras: Sérgio; Arce, Gilmar, Galleano e Thiago Silva; Fernando, Magrão, Taddei e Flávio; Juninho e Tuta. Técnico: Marco Aurélio.

 2 - O Vasco sustentou um tabu, de quase sete temporada, sem perder para o seu maior rival, o Flamengo. A escrita começou em 13 de maio de 1945, pelo Torneio Municipal, no estádio das Laranjeiras, por 5 x 1(gols de João Pinto (2), Ademir Menezes, Santo Cristo e Berascochea) e foi até 16 de setembro de 1951, quando o “Urubu” fez 2 x 1, pelo Campeonato Carioca. Veja o que aconteceu depois de aberto o “tabuzaço”: 16.09.1945 – Vasco 2 x 1; 18.11.45 – 2 x 2; 24.03.46 – Vasco 2 x 0; 19.05.46 – Vasco 3 x 1; 03.08.46 – 2 x 2; 065.10.46 – Vasco 4 x 3; 25.05.1947 – 2 x 2; 19.07.47 - Vasco 2 x 1; 14.09.47 – Vasco 2 x 1; 30.11.47 – Vasco 5 x 2; 30.05.48 – Vasco 2 x 1; 01.08.48 – Vasco 3 x 1; 24.10.48 – Vasco 3 x 2; 21.08.49 – Vasco 5 x 2; 13.11.49 – Vasco 2 x 1; 14.01.1950 – 1 x 1; 24.09.50 – Vasco 2 x 1; 26.11.50 – Vasco 4 x 1 e em 23.03.51 - 2 x 2. Portanto, 20 jogos invicto diante dos flamenguistas.

3 - Em 25.11.1971, com um chute fortíssimo, de fora da área, Roberto virou “Dinamite”, marcando o seu primeiro gol pelo time A de São Januário. A vítima foi o goleiro Gainete, do Internacional-RS, abatido, nos 2 x 0 vascaínos, valendo pelo então chamado Campeonato Nacional. No dia seguinte, o “Jornal dos Sports” saiu com a manchete “Explode o Garoto Dinamite”. Na realidade, o apelido não surgira depois do golaço. Na segunda fase do Brasileiro, durante os treinos para enfrentar o Atlético-MG (21.11.1971), Roberto se destacara nos treinos e ganhara a vaga de titular. No dia anterior ao jogo o mesmo jornal anunciou: "Vasco escala garoto-dinamite". Eliomário Valente e Aparício Pires, vascaínos, sacaram tudo e criaram o apelido quando o garoto ainda era um juvenil.

4 - Carlos Roberto de Oliveira, nascido em Duque de Caxias-RJ, em 13 de abril de 1954, totalizou 47 partidas com a camisa da Seleção Brasileira. Venceu 28, empatou 14, perdeu cinco e mandou 26 bola nas redes. Dessas, 38 foram contra seleções nacionais (22 vitórias, 11 empates e cinco quedas, marcando 20 tentos); 9 diante de seleções estaduais, clubes e combinados (seis vitórias, três empates e cinco visitas ao filó). A Fifa considera só 20 como jogos oficiais (11 vitórias, um empate e uma vez atrás no placar, deixando neles nove gols. Pela seleção olímpica, foram cinco compromissos, com um vencido, dois empatados e dois perdidos. Marcou só um gol. Seu último jogo foi com a camisa vascaína, em 24 de março de 1993, contra o espanhol Deportivo La Coruña, que venceu, por 2 x 0, no Maracanã. 
5 - Pelé entende que o seu primeiro título no futebol profissional fora conquistado usando a camisa do glorioso Club de Regatas Vscoda Gama. Na realidade, não foi, pois o "Torneio Internacional Morumbi", do qual ele disputou, pelo Combinado Vasco/Santos" não chegou ao final. Devido prejuízos financeiros, já que o público era aquém do esperado, os organizadores desistiram de concluí-lo. N entanto, foi graças àquela competição que o treinador da Seleção Brasileira, o ex-atacante gaúcho Sylvio Pirillo, tomou conhecimento da sua existência ficou encantado com o seu futebol e o convocou para um amistoso, três meses depois.

Pelé, sempre, se disse torcedor do Vasco, no futebol carioca. Talvez, o seu pai, Dondinho, também fosse admirador da "Turma da Colina", pois batizara o seu segundo filho com o nome de Jair, numa época em que o meia Jair Rosa Pinto era um dos mais destacados futebolistas do país. Então, sabendo daquele lado cruzmaltino do "Rei do Futebol", o presidente Manuel Joaquim Lopes – eleito em 13 de março de 1964, cmo o 36º chefe da Casa – fez questão de "condecorá-lo" com o título de benemérito vascaíno.

 

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