Vasco

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

O ETERNO CAPITÃO BELLINI - 3

Antigamente, zagueiro  ficava lá atrás e só tomava conta de sua área. Dificilmente, fazia gol. Bellini, porém, teve dia de comparecer ao barbante. No 1º de novembro de 1961,  uma quarta-feira, saiu do
Zagueiro goleador, no Uruguai
"time do gol zero”.
O Vasco jogava, amistosamente, no Estádio Centenário, em Montevidéu, contra o Nacional, e perdia, por 0 x 2. De repente, a bola sobrou para Bellini, que se mandou ao ataque, como não era comum. Próximo da área “uruguaya”, mandou uma pancada e diminuindo o marcador. Entusiasmado com o lance inusitado, a sua turma foi à  frente e o meia Viladônega empatou a peleja: 2 x 2.
Além de Vasco e São Paulo, Bellini defendeu, ainda, o Atlético-PR. Mas foi quando ainda era um cruzmaltino que fez as suas três maiores partidas, como contou à “Revista do Esporte”: Brasil 1 x 0 Peru, que valeu a classificação à Copa do Mundo-1958; Brasil 2 x 0 União Soviética e Brasil 5 x 2 França, estas duas da disputa na Suécia.         
Na entrevista, Bellini lembrou da fama que cercava a seleção soviética (Moscou controlava uma união várias repúblicas), apontada como provável ganhadora da Taça Jules Rimet, criando um clima de muita expectativa pela partida e até influenciando jogadores mais experientes.

Entrando em campo para encarar a União Soviética.
 Imagem reproduzida de www.gazetapress.com.br
– O fato de atuar ao lado de Orlando (Peçanha de Carvalho, companheiro na zaga do Vasco), muito facilitou o meu trabalho, mas nessa partida estive bem, quer nas marcações, coberturas e antecipações”, considerou.
Sobre seu terceiro grande jogo, o eterno capitão da “Turma da Colina” relatou à mesma publicação:
– A defesa da Seleção Brasileira passou por severo teste e foi aprovada. A França apresentou, naquela ano, uma linha de ataque, realmente, endiabrada. Conseguimos (mesmo tendo sofrido dois tentos), praticamente, anular todo o perigo que eles representaram para o nosso arco. Fui feliz, pois Fontaine (Just, o artilheiro do Mundial-58, com 13 gols, ainda não superados e que atuou bem naquele dia) não pode realizar tudo aquilo que vinha fazendo e, em grande  parte, por minha causa”. Grande Bellini!   

 

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