Vasco

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CALENDÁRIO DA COLINA - 14 DE FEVEREIRO



O  Club de Regatas Vasco da Gama tem nome de um mestre dos mares e foi criado em uma cidade litorânea. Mas, em 1948, pareceu detestar assuntos marítimos. Pelo menos, pegou o Litoral, da Bolívia (que não tem litoral) e mergulhou-lhe 2 x 1. Tremenda onda! Era o caminho marítimo descoberto pelo “Almirante” para carregar a taça do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, disputa armada pelos chilenos para consagrar o então melhor time do mundo, o argentino River Plate, chamado de "Lá Máquina" e que reunia os cracaços Di Stefano e Labruna.
 Os organizadores, no entanto, esqueceram-se de combinar com o Vasco, o campeão carioca de 1947, temporada em que não teve adversários. Pois bem! O Vasco estreou em 14 de fevereiro de 1948, remando para o primeiro título de um clube brasileiro no exterior, com os citados 2 x 1 lá de cima. Os gols daquela vitória foram de Lelé, diante de 34 mil almas que viram desfilar pelo gramado do Estádio Nacional de Santiago estes carinhas: Barbosa, Rafanelli (Augusto) e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Djalma (Friaça), Lelé, Ismael (Maneca) e Chico. O técnico era o "sargentão" Flávio Costa.
Prova de que o Vasco não gostava mesmo de assuntos mariscos foi uma outra vitória sobre um time de litoral. Mas de litoral mesmo. Em 14 de fevereiro de 1982, a “Turma da Colina” afogou o Peixe, apelido dos santistas, com 3 x 0, pelo Campeonato Brasileiro. Daquela vez, fisgou os três pontos no gramado do Maracanã, com iscas colocadas na rede por Cláudio Adão, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pedrinho, aos 9, e Wilsinho, aos 35 minutos da segunda etapa.
Vasco 3 x 0 Santos teve apito de Sérgio Rosa Martins (RS) e foi assistido por 42.959 pagantes. Com Antônio Lopes no leme, o Vasco remou com a força de: Mazaropi; Rosemiro, Rondinelli, Ivan e Pedrinho; Serginho, Marquinho e Dudu: Wilsinho, Cláudio Adão, Roberto Dinamite e Renato Sá.
VITORIA SECA - Em 1979, as federações de futebol dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara fundiram-se em uma só e criaram um campeonato extra, concebido como a fase final da primeira disputa do mais novo estado do país, o Rio de Janeiro. Então, as competições de 1978, de clubes cariocas e fluminenses, foram concebidas como fases classificatórias para 1979, por determinação da Resolução Nº 4/78 do extinto Conselho Nacional de Desportos.
Em 25 de janeiro de 1979, após o término das fases citadas acima e que representaram os últimos campeonatos dos antigos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, rolou o "Campeonato Especial" de 1979. Já o I Campeonato Estadual do novo RJ fcou para os meses de maio a setembro daquele mesmo ano.
No meio de todo aquele rolo, em 14 de fevereiro de 1979, no Maracanã, o Vasco mandou 3 x 0 no Goytacaz, de Campos, diante de 9.391 pagantes. Valquir Pimentel apitou e Folha (contra) abriu a conta, aos 21 minutos do primeiro tempo. Washington Oliveira, aos 30, da mesma etapa, aumentou a fatura, fechada por Gaúcho, aos 15 minutos da fase final. A rapaziada era: Leão; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Hélinho, Paulo Roberto e Washington Oliveira. Ramón; Paulinho (Zé Mário) e Paulo César (Gaúcho). A data teve ainda, em1999, - Vasco 2 x 0 Cabofriense, e, em 2007, Vasco 2 x 1 Fast Club-AM.
NOITE DE TERROR NA SELVA - Chamado de “Rolo Compressor”, pela imprensa manauara,  Fast Club era o adversário vascaíno em 14 de fevereiro de 2007, no jogo ida da Copa do Brasil, no Estádio Vivaldo Lima, da capital amazonense. Também chamado, pela sua torcida, de “Tricolor de Aço”,  o time da terra orgulhava-se de ter sido um dos dois clube amazonenses a já terem conseguido vencer os vascaínos (27 de junho de 1968), que eram uma lenda no Amazonas – o outro foi o Rio Negro, por 3 x 2, coincidentemente, em um outro 27 de julho, o de 1984,  ambos amistosamente.
O Vasco encantava os amazonenses porque, desde 1953, na época do “Expresso da Vitória”, quando se apresentara, pela primeira vez, na região, totalizava 46 duelos contra representações estaduais, carregando o cartel de 35 vitórias, algumas por goleadas que chegaram a 8 x 1,  7 x 0, 7 x 2 e 5 x 0, só para citar  quatro.  
 Veio, então, aquele jogo de 2007, em uma quarta-feira. O Vivaldão quase lotou: 27.821 pagantes do total de 34.696 presentes, com os caronas, gerando a extraordinária renda, para a cidade, de R$ 374.062,50. Vencer era uma obrigação para a “Turma da Colina” que, até então, só havia disputado duas refregas com o “Rolo”. Como vencera a primeira, em 8 de outubro de 1955, por  2 x 1, o confronto estava pa-a-pau: 1 x 1.  
O tira-teima foi uma autêntica noite de terror diante das “feras da selva”, que tinham nomes engraçados, como Labilá, Kitó, Gibi, Guará e Bazinho. E o pior: o Fast endureceu o jogo e abriu o placar. Pra complicar mais o Vasco, seu meia Madson foi expulso de campo. Às duras penas, nas últimas bolas do jogo, o “Almirante” conseguiu virar o placar, que lhe deixava atrás desde os 11 minutos do segundo tempo:  2 x 1, com gols de Renato e de Marcelinho, respectivamente, nas 86ª e 87ª voltas dos ponteiros do relógio do juiz Françuar Fernandes da Silva (RR).
 Renato ‘Gaúcho’ Portalupi era o treinador vascaíno e o time dele teve: Cássio; Eduardo Santos, Gustavo Breda (Anderson Luiz), Jorge Luiz e Sandro; Amaral, Júnior (Renato), Madson e Morais; Marcelinho e  Alessandro (Alan Kardeck).
 
 

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