Vasco

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CALENDÁRIO DA COLINA - 6 A 10 DE FEVEREIRO

6 DE FEVEREIRO -   O Vasco iniciara a temporada carioca de 2011 de forma "horrorshow". Perdera quatro jogos seguidos, para times pequenos, munição mais do que suficiente para as torcidas adversárias falarem em queda para a Segunda Divisão. Veio, porém, a tarde quente de sol forte de 6 de fevereiro.
 Com o técnico Ricardo Gomes estreando na direção do time, em substituição a Paulo César Gusmão, a "Turma da Colina" recuperou-se, com  3 x 0 sobre o Americano, incluindo pênalti defendido pelo goleiro Fernando Prass. Aquela fora a arrancada cruzmaltina no rumo do título da Copa do Brasil-2011 e do vice-campeonato brasileiro, que só não rendera título devido a tantos erros de arbitragem. 
O jogo valeu pela sexta rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno do Estadual-RJ, e teve apito de Djalma José Beltrami Teixeira. Marcel, aos 37 minutos do primeiro tempo; Dedé, aos 8, e Jéferson, aos 35 do segundo, balançaram as redes. O time foi: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Anderson Martins (Fernando) e Ramon; Eduardo Costa, Romulo, Jéferson (Enrico) e Caíque (Felipe); Eder Luís e Marcel.
Os mesmos 3 x 0 haviam sido aplicados no 6 de fevereiro de 2002, diante do Entrerriense. Naquele dia, a bola quicou no gramado do Estádio Odair Gama, em uma quarta-feira, com apito de José Roberto de Souza. E por falar em Souza, o do Vasco abriu o placar, aos 44 minutos do primeiro tempo. Ely Thadeu aumentou, aos 3 da etapa final, mesma fase em que Alex Oliveira fechou a conta, aos 17.
Com tabela marcando a terceira rodada do primeiro turno do Estadual-RJ, a Taça Guanabara, o treinador Evaristo de Macedo dirigiu o time vascaíno, que foi: Márcio; André Ladaga, Fabão, Gomes e Barbirato; Bóvio (Gleison), Alex Oliveira (Léo Macaé)e Rodrigo Souto; Ely Thadeu, Michel (Marlon) e Souza.
Mas não foram só estes dois 3 x 0. Em uma outra quarta-feira, em São Januário, a "Turma da Colina" recebeu a visita do Coritiba, pela primeira fase do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, e não teve cerimônia. Mandou 3 x 0 no "Coxa", diante de 6.137 pagantes.
 O gaúcho Carlos Sérgio Rosa Martins apitou e os gols foram de Roberto Dinamite, aos 6 minutos do primeiro tempo, e aos 40 do segundo, além de mais um de Vítor, aos 44 da mesma etapa final. O teinador Edu Antunes Coimbra escalou: Acácio; Edevaldo, Ivan, Nenê e Aírton; Vítor, Geovani e Cláudio Adão; Mário "Tilico" (Romário), Roberto Dinamite e Rômulo (Donato).

OBS: este Mário "Tilico" é filho do homônimo que defendeu o Vasco na década-1960. Herdou o apelido.

7 DE FEVEREIRO -Em 7 de fevereiro de 1982, um domingo, a pauta do Vasco foi golear o Nacional, de Manaus, por 4 x 0, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro. Assistido por 18.099 pagantes, o embate foi apitado por Newton Martins (PR) e teve três gols no primeiro tempo: Roberto Dinamite, aos 13 e aos 33 minutos, e Dudu, aos 43. Na etapa final, Cláudio Adão acabou de afogar o "Naça", aos 44. Antônio Lopes era o treinador e o time foi: Mazaropi; Galvão, Rondinelli, Ivan e Pedrinho2; Serginho, Dudu e Cláudio Adão; Wilsinho (Da Costa), Roberto Dinamite e Marquinho.
  Do Norte, para o Nordeste. Em 7 de fevereiro de 1965, o Vasco foi a Pernambuco disputar o "Troféu 50 Anos da Federação Pernambucana de Futebol". Venceu o Santa Cruz, por 2 x 0, em um domingo, no Estádio Adelmar Carvalho, sob apito de Sebastião Rufino e sacudidas no barbante por conta de Luizinho Goiano, aos 2 e aos 7 minutos.Naquele dia em que o treinador Zezé Moreira usou Levis, Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico (Quincas); Luizinho (Joãozinho), Saulzinho (Mário "Tilico"), Célio e Zezinho, os dois clubes formaram um "time de duelos",  11 jogos, desde o primeiro, em 29 de março de 1936,  amistoso em que o Vasco mandou 6 x 2.
Do Nordeste para o Sul - No 7 de fevereiro de 1958, a vítima foi o São Paulo,  da cidade gaúcha de
Rio Grande. A turma lá do extremos sulistas do país já havia convidado a moçada de São Januário para dois amistosos, quando perderam, por 4 x 1, em 23 de março de 1950, e por 3 x 0, em 17 de fevereiro de 1957.
Em 1958, não dava mesmo pra encarar. O timaço cruzmaltino, que seria campeão do Torneio Rio-São Paulo e carioca, mandou impiedosos 8 x 1. Sem dó! Depois daquilo, os dois times só se viram uma vez, em 29 de junho de 1977, quando ficaram no 1 x 1. 07.02.1965 – Vasco 2 x 0 Santa Cruz-PE; 07.02.1981 – Vasco 1 x 1 Ponte Preta; 07.02.1987 – Vasco 1 x 1 Benfica-POR; 07.02.1981 – Vasco 1 x 1 Ponte Preta-SP; 07.02 -1982 – Vasco 4 x 0 Nacional-AM; 07.02.1990 - Vasco 2 x 1 América de Três Rios.
TUDO EM CASA - Em partidas caseiras, a vitória do 7 de fevereiro foi em 1990, por 2 x 1, sobre o América de Três Rios,  em uma quarta-feira, pelo primeiro turno do Estadual-RJ, a Taça Guanabara. Rolou em São Januário, com 4.031 pagantes. Cláudio Gonçalves Garcia apitou e Sorato, aos 12 minutos do primeiro tempo e aos 44 do segundo tempo balançou as redes pelo Vasco, que era treinado pr Alcir Portella e formou com: Acácio; Ayupe, Marco Aurélio, Quiñonez e Mazinho; Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro, Bismarck e William (Roberto Dinamite); Bebeto e Sorato.

8 DE FEVEREIRO  - Entre 1956 e 1958, o Vasco e o Real Madrid estiveram entre os melhores times do mundo, principalmente, o espanhol, pentacampeão europeu e tetra nacional. Os vascaínos tinham  os campeões mundiais Bellini e Orlando , mas não viviam um bom momento, mesmo mantendo estrelas que passaram pela Seleção Brasileira, como Coronel, Écio, Paulinho de Almeida, Sabará, Delém e Pinga
 Até aquele amistoso com o Real Madrid, em 8 de fevereiro de 1961, o maior público no Maracanã fora o de 16 de julho, da final da Copa do Mundo: 199.854 presentes, dos quais 173.850 pagaram para entrar.
Vieram, então, os merengues, 11 anos depois. Com a imprensa carioca badalando o encontro, os dois times iriam para o seu quarto duelo, um desempate, já que rolava uma vitória para cada lado e uma igualdade. Era o "Jogo do Século", mesmo com o Vasco em quinto lugar no Campeonato Carioca. Para o torcedor, porém, o que importava era ver em ação o assombroso melhor time do planeta, com Di Stefano, Puskas e Gento. Mais de 140 mil foram ao estádio, dos quais 122.038 compraram ingresso, gerando o maior público de jogo de um clube sul-americano.
Quando o árbitro argentino Juan Brozzi chamou os capitães Bellini e Gento para sortear a saída de bola, havia dezenas de fotógrafos pelo gramado. Nenhum, porém, conseguia fazer Di Stefano posar. O estrelismo do Real Madrid era tamanho que os seus atletas nem cumprimentaram os anfitriões. Por protocolo, só os presentearam, com relógios de ouro – em troca, receberam flâmulas vascaínas.
Quando a bola rolou, o Real tinha Del Sol e Puskas, pela meia esquerda, deixando a direita para penetrações de Vidal e Canário, que infernizava a vida de Coronel. Aos poucos, Di Stefano foi mostrando precisão nos passes, inteligência nos deslocamentos e fazendo corridas inesperadas, para livrar-se dos marcadores. E distribuindo ordens. Seu treinador nem se manifestava, ao contrário do estreante técnico vascaíno, Martim Francisco, que gesticulava e berrava muito, segurando os suspensórios.
Com futebol rápido e brilhante, o Real Madrid agradava. Aos 14 e aos 15 minutos, fez  2 x 0, com gols de Del Sol e Canário. Reclamando muito do calor da noite carioca, os madrilenhos saíram para o intervalo, recebendo água mineral em suas cabeças. Para o segundo tempo, uma novidade: o árbitro usando camisa amarela, substituindo o preto total  da etapa inicial, sugerido pelo "bandeirinha" Alberto da Gama Malcher –  Eunápio de Queirós foi o outro – , para não ser confundido com os cruzmaltinos.
Dada a nova saída de bola, quem esperava por uma goleada do Real Madri viu o Vasco se superar. Aos sete minutos, Casado marcou um gol contra. Aos 17, Pinga empatou, cobrando pênalti, sofrido por Delém. Depois, a torcida vaiou Di Stefano, quando ele foi substituído. E o duelo ficou 2 x 2 no placar e nos empates do confronto.
O Vasco (foto)  formou com: Humberto Torgado (Miguel); Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel: Écio e Orlando; Sabará, Delém, Wilson Moreira, Lorico e Pinga (Da Silva). O Real Madrid foi: Dominguez; Marquitos (Michel), Santamaria (Zagarra) e Casado; Vidal e Pachin; Canário, Del sol, Di Stefano (Pepillo), Puskas e Gento. (fotos reproduzidas da Revista do Esporte).

LEVOU TAÇA CIDADE DE CABO FRIO - Em 8 de fevereiro de 1975, o Vasco foi a Arraial do Cabo (distrito de Cabo Frio, até 1985), encarar o Flamengo. O clássico rolou no Estádio Hermenegildo Barcelos e cerca de 15 mil torcedores gastaram escutarem o apito de Alcides Rocha-RJ e viram a “Turma da Colina” vencer, por 2 x 1.
 Edu Coimbra abriu o placar, aos 2 minutos, e Doval empatou, aos 27 do primeiro tempo. Na etapa final, Carlos Alberto Zanata desempatou, aos 17, e o Vasco carregou a Taça Cidade de Cabo Frio. Time copeiro da Colina: Andarada; Paulo César, Miguel (Joel Santana), Moisés e Celso Alonso; Alcir Portella, Zanata (Gaúcho) e Luís Carlos Lemos; Carlinhos, Roberto Dinamite e Edu.

MASSACROU OLARIA -  Em 8 de fevereiro de 1995, o Vasco guardou a sua maior goleada na data: 6 x 1 sobre o Olaria, pela primeira fase do primeiro turno do Estadual. Mas só 630 pagantes pintaram na Colina para testemunharem o massacre, apitado por Jorge Luiz Carius
A mando do técnico Nelsinho Rosa, as bolas no filó foram endereçadas por Pimentel, aos 16; Marcão, Valdir ‘Bigode’, Clóvis e Yan. A rapaziada massacrante foi: Carlos Germano; Pimentel, Paulão, Ricardo Rocha e Cássio (Bruno Carvalho); Leandro Ávila, Luisinho. Richardson e YIan; Valdir e Clóvis.


9 DE FEVEREIRO - Nada de peninha! Em 9 de fevereiro de 2005, o Vasco sapecou 4 x 1 no Friburguense, em uma quarta-feira, pela quinta rodada da Taça Guanabara. Naquela noite de terror (para o time visitante), Romário foi a maior aleivosia. Espantou o goleiro, em dois lances seguidos: aos 28 e aos 29 minutos do segundo tempo. Antes, aos seis, Diego já havia começado a assombração – Marco Brito encerrou a bagunça.
Daquele furdunço nas redes do Friburguense, só o “Almirante” não gostou. Esquisito! Porque pintou uma carteirada assombrosa nas catracas de entrada do estádio de São Januário. De 15.537 presentes, só 537 foram ao fundo do bolso – pagaram R$ 110.295,00.
Fábio Dorneles Calábria foi o juiz, Joel Santana o técnico vascaíno e o time formou com: Everton; Thiago Maciel (Claudemir), Fabiano, Marcos e Diego; Ygor, Coutinho, Robson Luis e Allan Delon (Marco Brito); Alex Dias e Romário.
RAPSÓDIA RAPOSONA - A data 9 de fevereiro registra uma outra vitória interessante na Colina: 3 x 2 sobre o Cruzeiro. Porquê interessante? O Vasco estava sem sete titulares e a ‘Raposa’ foi reforçada por Gérson, do Botafogo.
Naquele amistoso, apitado pelo mineiro Willer Costa, João Pinto, Alfredo e Orlando balançaram as redes cruzeirenses. A formação cruzmaltina teve: Barbosa, Rubens e Sampaio; Alfredo, Dino (Newton) e Ely; Djalma, Elgen, Isaías, João Pinto (Friaça) e Santo Cristo.
DRAGADA - O 9 de fevereiro é marco, ainda, do amistoso em que o Vasco venceu o Atlético Goianiense, por 1 x 0, em 1980, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Era um sábado e o gol cruzmaltino foi marcado por Orlando.


10 DE FEVEREIRO -  O "Almirante" embrenhou-se pelo sertão do Piauí, para encarar o “Zangão”. Oficialmente, Sociedade Esportiva Picos. Já foi até campeão estadual, em  1991/1994/1997/1998. Fundado em 8 de fevereiro de 1976, o seu presente da aniversário, no 10 de fevereiro de 1998, foi uma picada no barbante: Vasco 8 x 0, em uma terça-feira, em São Januário, pela Copa do Brasil.
Quem começou  a fazer o Picos em picadinho foi Luizão, com um minuto de bola rolando. Pedrinho fez o segundo, aos 21, e Nasa fechou a contagem da fase inicial, aos 34. Na etapa final, Pedrinho, aos 2 e aos 35; Luizão, aos 19 e aos 21, e Felipe, aos 43, deixaram o “Zangão” mais zangado ainda.
 Edson Espiridião apitou a chuva de gols, testemunhada por apenas 491 almas,  pra ver Vasco fazer o time do sertão virar um mar de gols. O treinador cruzmaltino Antônio Lopes escalou: Márcio; Vitor (Maricá) Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luizinho, Nasa (Fabrício) e Pedrinho; Brener (Sorato) e Luizão e Richardson.  
 Aquele foi o segundo e último jogo Vasco x Picos. O primeiro rolara em 27 de janeiro do mesmo 1998 e ficou no 1 x 1, também pela Copa do Brasil. Naqauele dia, Ramon abriu o placar, aos 5 minutos do primeiro tempo, mas, aos 25 do segundo, Brinquedo empatou. Brincadeira!
CALOR DE VERÃO - No segundo domingão de verão em fevereiro de 2008, no dia 10, o Vasco  deu um calor na Cabofrinse: 5 x 1.  Rolava o Estadual-RJ, a sexta rodada da Taça Guanabara, em São Januário, e pintaram na casa 5.370 pagantes.
A marcha da contagem começou com Morais, aos  7 minutos. Alan Kardec fez mais um, aos 45. Na segunda parte da zonzeira, Leandro Bonfim, aos 26; Alex Teixeira, aos 30, e Calisto, aos 45, fecharam a conta. Marcelo de Lima Henrique apitou, Alfredo Sampaio era o treinador e o Vasco usou: Tiago; Wágner Diniz (Marcus Vinícius), Jorge Luiz, Luizão e Calisto; Jonílson, Andrade, Leandro Bonfim (Amaral) e Morais; Alex Teixeira e Alan Kardec (Abuda).

PEGOU PESADO -  Uma outra balaiada já havia rolada na datas: 4 x 0 sobre o mexicano Atlas, em 10 de fevereiro de 1949, uma quinta-feira, amistosamente. Mas nem todos os placares foram folgados para os vascaínos nos 10 de fevereiro. Por exemplo, em 1990/1994, diante do Itaperuna.
Da primeira vez, sob apito de Sérgio Cristiano do Nascimento, pintou só 1 x 0 na rede. Um golzinho de Cássio, aos 6 minutos do segundo tempo, pela Taça Guanabara. Alcir Portella era o comandante e sua turma tinha: Acácio; Luis Carlos Winck, Marco Aurélio, Quiñonez e Cássio; Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro (Tita) e Bismarck (Roberto Dinamite); Sorato, Bebeto, William.
 No jogo de 1994, Vasco 2 x 1, o chefe era Jair Pereira. Foi pela terceira rodada da  Taça GB, no Estádio Jair Bittencourt, em Itaperuna, diante de 5.329 presentes. Carlos Elias Pimentel apitou e Yan encaçapou o primeiro gol, aos 28 minutos do primeiro tempo. Jardel fez o outro, aos 36 do segundo. O time: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Sídnei; Leandro Ávila, França (Jardel) e Gian (Vítor); Yan, Dener e Valdir 'Bigode'.

DESARVOROU PINHEIRÃO - Em 1992, o Vasco voltou a bater fora de casa. Pela primeira fase do  Brasileirão, naquele 10 de janeiro, foi ao Pinheirão e mandou 2 x 0 no Atlético Paranaense, em uma segunda-feira, com gols de Sídnei e de Júnior, respectivamente, aos 14 e aos 45 minutos do segundo tempo.
Com público de 4.937 pagantes, José Aparecido de Oliveira (SP) apitou e o técnico Nelsinho Rosa escalou: Régis, Luis Carlos Winck, Jorge Luís, Alexandre Torres, Eduardo, Luisinho, Geovani, Edmundo (Sídnei), William, Sorato (Júnior), Bebeto (foto).
RESUMO:  10.02.1973 - Vasco 1 x 0 Flamengo; 10.02.1982 - Vasco 2 x 0 Paysandu-PA;  Foto de Luizão reproduzida de álbum de figurinhas e de Bebeto do arquivo do Jornal de Brasília). Agradecimentos.
Andrada, Paulo César, Alcir, Moisés,Miguel, Eberval (em pé), Jorginho Carvoeiro, Buglê, Silva, Tostão e Ademir (agachados), uma das formações vascaínas com o "mineirinho".


Vasco e Flamengo marcaram encontro na Colina, em 10 de fevereiro de 1973. Quem vencesse,  levaria a Taça Erasmo Martins Pedro, pra beber um chope dentro dela naquele sábado de verão carioca.
Combinadíssimo! Embora não fosse chegado às fórmulas que passam por perto de C2H4OH (da cachaça), o mineirinho abstêmio, Eduardo Gonçalves de Andrade, falou pra sua rapaziada. "Uai, sô! Já que ta´mo aqui e tem um taça aqui, vamos segurar o trem por daqui. Tá´qui mesmo, uai! (Se não falou, deveria ter falado).
Pois bem! O jogo foi duro e o Urubu não queria soltar as penas. Mas o mineirinho jurou: "Mato este bicho, sô! Nem que seja o último crime da minha vida" (Se não jurou, deveria ter jurado). E cumpriu com a ameaça. Aproveitando de jogar do lado do ‘Aranha” Dé, aos  21 minutos do segundo, ele enrolou bola na rede rubro-negra e mostrou que quem não tem milhão caça  com TOSTÃO – último gol da carreira do mineirinho, que marcou 245 pelo Cruzeiro; 7 pelo Vasco e 36 pela Seleção Brasileira, em 492 jogos oficiais.
Vasco 1 x 0 Flamengo, em de 10.012.1973, teve apito de José Aldo Pereira, público de 15.432 pagantes e renda de “só Deus sabe”. O dono da taça, treinado por Mário Travaglini, teve: Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Pedrinho; Alcir e Carlos Alberto Zanata; Jorginho Carvoeiro, Dé, Tostão e Amarildo.  

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