Vasco

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domingo, 2 de julho de 2017

VASRUBU E FLACALHAU-14 - YUSTRICH

Ele foi atleta (goleiro) e treinador do Flamengo e do Vasco da Gama. Caso raro de acontecer entre dois clubes “rivaislíssimos”, como diria  o ponta-direita Roldão, do Gama, das décadas-1970/1980.  
Reproduzido de www.correiodecorumba.com.br
Primeiramente, Yustrich vestiu-se de rubro-negro, jogando 184 partidas. Venceu 110, empatou 40 e perdeu 30. Isso valeu-lhe os títulos de campeão carioca-1939/42/43/44, o que significa ter participado do primeiro tri estadual do Fla.
Como treinador, Yustrich foi para a Gávea, em 1970, e ganhou a Taça Guanabara, o seu único título por lá em um novo ofício. De temperamento explosivo, ganhou o apelido de “Homão”,  sobretudo por medir  1m90cm de altura e ter um físico avantajado. Envolvia-se em constantes atritos com jogadores (aos quais não permitia usar cabelos longos),  colegas, cartolas e repórteres. Foi demitido, em 1971, porque o seu time, em 25 jogos, só vencera oito – totalizou 94, com 44 vitórias, 29 empates e 20 quedas.

CRUZMNALTINO - Como atleta Yustrich esteve pela Colina entre 1944/1945, disputando a posição com  Barcheta e Oncinha.  O treinador era o uruguaio Ondino Viera e o restante do time tinha os zagueiros Sampaio (Rubens, Zago) e Rafanelli; os então médios Berascochea (Alfredo II), Dino (Nílton, Ely do Amparo) e Argemiro, e os atacantes Djalma (Cordeiro), Lelé (Eugen), Isaías, Ademir (Jair) e Chico. 
 Seu verdadeiro nome era Dorival Knipel, nascido na mato-grossense Corumbá-MT, em 28 de setembro de 1917. Faria, dentro de três meses, 100 temporadas no planeta, se ainda estivesse vivo, o que só ocorreu até 15 de fevereiro de 1990. O nome diferente, na verdade, era um apelido, devido a sua semelhança física com um  goleiro muito famoso na Argentina, Juan Elias Yustrich, do Boca Juniors.
 Yustrich  passou pro São Januário, também, como treinador. A partir de outubro de 1959, quando comandou os goleiros Barbosa Hélio e Miguel; os defensores Paulinho de Almeida, Dario, Bellini, Orlando, Russo e Coronel; os apoiadores  Écio, Roberto Pinto e Rubens, e os atacantes, Sabará, Teotônio, Almir, Pacoti, Delém, Roberto Peniche e Pinga. Saiu de São Januário, em março de 1960, entregando o cargo ao argentino Filpo Nuñez.   
Reproduzido de www.historiadordofutebol.com.br
Último treinador do Vasco na década-1950, ele foi o primeiro dos anos-1960. Assim que assumiu o comando da rapaziada, inventou normas esquisitas para eles, como fila indiana, ao entrar e sair de campo;  assobiar um  hino militar – “Nós somos da pátria a guarda/Fiéis solados por ela amados...” – durante as marchas nos treinamentos e  beberem guaraná ao final das práticas. Além disso, concedeu a cada atleta fumar um cigarro após as refeições.
 As outras ordens foram proibir falas em enquanto ele estivesse falando; instalar um banco, perto do gramado, para os repórteres cobrirem os trabalhos da rapaziada; tirar a concentração de São Januário; ter duas rouparias à disposição; isolar profissionais dos juvenis e acabar com as multas. Esta agradou.
Por ser muito exigente, durão, Yustrich ganhou o apelido de “Homão”. Mas jurava ser um sujeito tranquilo, tratável. Avisava, porém, ser rigorosamente disciplinador, sem hesitar usar meios violentos para atingir objetivos, sem complacência com quem tentasse sabotar o seu trabalho.  
 À Revista do Esporte de Nº 38, de 28 de novembro de 1959, ele disse que a trajetória de um treinador não depende só dele, mas de uma série de fatores conjugados, que podem levá-lo à gloria ou ao abismo. “Depois que o time entra em campo, ... passa a depender, quase que, exclusivamente, dos reflexos dos seus comandados. Quando... não acerta, não tem técnico que dê jeito”, garantiu.

Um comentário:

  1. Ele conseguiu a "proeza" de perder para o Bahia no Rj e não disputar a final da Copa do Brasil de 1959, o que nos daria a possibilidade de disputar a primeira Libertadores

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