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domingo, 2 de julho de 2017

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - EDNA LOTT NA PISCINA DOS CROCODILOS

Edna era filha  do....
 Edna Lott gostava de passar finais de semana na mineira Lambari. Daquela vez, o dia seria consagrado a Corpus Cristhi e ela não estava a fim de viajar. Só o fez ante a insistência do corretor de imóveis Eduardo Fernandes da Silva, convidando-a para um churrasco no sítio de um amigo.
 Edna foi e levou junto o casal Almir Figueiredo Peixoto (dentista), e Beatriz de Oliveira Peixoto (professora primária). 
 Durante o churrasco, em Nova Baden, estação experimental do governo mineiro, sorriu muito, como era o seu jeito, e conversou, animadamente, com os amigos. Eram 15h30, quando o encontro terminou.

EDNA saiu antes, com os seus convidados e Eduardo, para a casa que  mantinha na cidade, na Alameda Hélio Sales Nº 15.  Enquanto Almir e Beatriz ficaram lendo um jornal, na sala de visitas, Edna e Eduardo se trancaram no quarto dela, tendo Almir e Beatriz notado o sujeito bastante grosseiro. Pouco depois, ouviram dois disparos de revólver calibre 32, que deixaram dois ferimentos na cabeça da vítima.
 Em depoimento à policia mineira, Almir contou ter Eduardo saído do quarto de Edna com as mãos sujas de sangue. Em seguida, ele (Almir) foi até o quarto da anfitriã e a encontrou ensanguentada, debruçada sobre um móvel ao lado de uma cama.
... marechal Lott...
Eduardo havia chegado a Lambari às 21 horas da véspera do crime. No dia seguinte, telefonou a Edna, no Rio de Janeiro. Impaciente com a sua demora em chegar, ficara bebendo uísque. Conta a revista “O Cruzeiro” que, após o crime, Eduardo, também funcionário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, fugiu no Volkswagen de placa GB-31-55-65, pertencente a Mozart Olinto Magalhães, o promotor público de Lambaria, que confessou tê-lo escondido na fazenda de um amigo.    
 O CORPO de Edna Lott foi levado para um hospital da cidade, o São Vicente de Paula, onde os médicos Ismael Gesualdi e José Benedito Rodrigues fizeram a autópsia, constatando que uma das balas disparadas por Eduardo deslocara a base do crânio, perto da coluna, e outra atravessara a cabeça, indo parar no assoalho do quarto.
Filha do marechal Henrique Duffles Teixeira Lott, candidato a presidente da República, vencido por Jânio Quadros, em 1960, Edna  participara ativamente da campanha presidencial do pai, tornando-se a primeira mulher brasileira a fazê-lo, em âmbito nacional.
Em 1962, foi eleita deputada estadual, pelo PTB- Partido Trabalhista Brasileiro do então Estado da Guanabara, defendendo os interesses de professores e trabalhadores do setor de segurança, que englobava, na época, as forças amadas, policiais militares e bombeiros.
Reeleita, em 1966, não completou o mandato, quando era vice-presidente da Comissão de Administração da Assembleia Legislativa da Guanabara, por ter os seus direitos políticos cassados, em 1969.   
... candidato a presidenteda República.
“Faço política por gosto, meu pai por patriotismo”, dizia Edna Lott, acrescentando que o velho marechal considerava a vida política uma “piscina cheia de crocodilos”.
Ela entrara nisso, em 1959, após o assassinato, em Goiás, do seu marido, o capitão do Exército, Moraes Costa.
 DIPLOMADA pela Escola Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, Edna cursou, ainda, a Faculdade Nacional de Filosofia. E voltou á Escola Normal lecionando História e Geografia.
Além de ter os seus direitos políticos cassados, o seu filho jornalista, Nélson Luís Lott de Moraes Costa, respondeu a inquérito perante o Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Aeronáutica, incurso da Lei de Segurança Nacional.
Edna foi mãe, também do engenheiro Oscar Henrique, de 26; de Carlos Eduardo, de 17, e de Laura, de 15 anos. Viveu entre 1919 e 1971, quando contava 52 anos de idade.
IMAGENS REPRODUZIDAS DE ÁLBUM DE FAMILIA E DA REVISTA O CRUZEIRO

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