Vasco

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sábado, 15 de julho de 2017

VASCAINAMENTE&RUBRO-NEGROS-26

Fausto dos Santos foi o segundo futebolista  vascaíno a vestir a camisa do Flamengo, segundo o pesquisador Alexandre Mesquita. Aconteceu entre 1936 a 1938, depois de duas passagens por São Januário, de 1928 a 1931 e de 1934 a 1935.
 Atleta de grande técnica e chute forte, Fausto media 1m86cm de altura e era um meio-campista (na época, médio) tão bom que, durante a Copa do Mundo-1930, no  Uruguai, ganhou o apelido de “Maravilha Negra”. No Brasil, ninguém de sua posição igualou-se a ele, entre as décadas-1920/1930.
Cria do Bangu, Fausto foi dos Tempos do futebol amador, mas não amou tanto o Vasco. Renunciou a relação, em 1931, durante uma excursão à Europa, traindo-o com o catalão Barcelona. Depois, com o suíço Young Fellow e o uruguaio Nacional, de Montevidéu.  Voltou à Colina, onde comemorara o título de campeão carioca-1929, participando de 21 dos 23 jogos – 15 vitórias, sete empates, uma queda, 60 gols pró e 24 contra  – por uma formação que a torcida não errava: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pascoal, Carlos Paes, Russinho, Mário Matos e Santana.
Em 1934, quando houve dois campeonatos – da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (oficial) e da Liga Carioca de Futebol (pirata), Fausto usou a sua segunda faixa de campeão vascaíno, atuando em 11 dos 12 jogos – oito vitórias, dois empates e duas derrotas, marcando 28 e levando 16 tentos. Por ali, a formação já era: Rey,  Domingos das Guia e Itália; Gringo, Fausto e Molas; Orlando Rosa Pinto, Nena, Gradim e D´Alessandro.
 O elegante futebol de Fausto virou flamenguista entre 1936 a 1938, por 76 jogos, com 46 vitórias, 14 empates e 16 derrotas – marcou só um gol. Foi nesta fase rubro-negra que a tuberculose visitou-lhe, para matá-lo, aos 34 anos de idade, em data ignorada – nascera maranhense, de Codó, em 28 de janeiro de 1905.    
 Fausto viveu no Flamengo um dos casos mais citados pelos historiadores do clube. Recuado, para a zaga, pelo treinador Dori Krueschner, que incomodava-se com as suas constantes dores no peito e momentos de fraqueza física, jogou-o contra a torcida e os dirigentes. Terminou sendo um dos motivos da queda do chefe, que não o via mais forças nele para jogar pelo meio do campo, com o brilhantismo, por exemplo, das seis partidas que fizera pela Seleção Brasileira.
FOTO DE FAUSTO DOS SANTOS REPRODUZIDA DE     WWW.OSGIGANTESDACOLINA.BLOGSPOT.COM.  

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