Vasco

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

HISTÓRIAS DO KIKE - DUDU DA LOTECA

No dia 19 de abril de 1970, o torcedor brasileiro tinha motivos para sonhar mais do que só com as vitórias do seu time: surgia a Loteria Esportiva, para ele mostrar que entendia muito de futebol, acertar os 13 vencedores da cartela de apostas, ganhar um concurso sozinho e ficar rico.  

 Naquele dia, aconteceu um cuncorso experimental válido só para o antigo Estado da Guanabara. Em 17 de maio, a sorte estava lançada, também, para o apostador de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília,  com a bola rolando, oficialmente, só a patrir de 7 de junho, quando vários trorcedores/apostadores acertaramn os 13 pontos. Mas o primeirão, sozinhão, a ganhar veio no Teste 5, de 28 de junho. Chamava-se Gilberto Furtado Medeiros e acertou 12 palpites, em um volante que teve oito empates.     

 O primeiro, no entanto, a ficar milionário, foi o maquinista Josino Viriato do Carmo, que embolsou, em agosto de 1970, Cr$ 2, 9 milhões de cruzeiros (moeda da época), que valeria, hoje, RS 5,4 milhões de reais. Porém, terminou a vida, em 2.000, pobretão.

Dudu, ao lado de Tereza (reproduzidos da revista
 Manchete) era parecido com o craquer Rivellino 

 A Loteria Esportiva teve muitos milionários, mas o que ganhou mais publicidadem nos tempos da coqueluche curiosidade foi o carioca Eduardo Varela Teixeira, o Dudu da Loteca. Em maio de 1972, no Teste 85, ele desacreditou no grande Corinthians, um dos principais times do futebol paulista, com 95% das proferêcias dos apostadores, e cravou na coluna do Juventus-SP, que vinha de cinco derrotas consecutivas. Graças ao gol do meia Brecha e ao 1 x 0 da zebra, ele ganhou Cr$ 11,6 milhões, ou atuais Cr$ 18,2 milhões de reais.  

 Milionário, aos 23 de idade, ele comprou vários imóveis, inclusive um apartamento na charmosa Avenida Vieira Souta, da badalada Ipanema, dos edereços mais caros do Rio de Janeiro - e do país, E dois hotéiss na paulsita Campos do Jordçao. Deixava para trás aquele tempo em que o aposentado do seu pai – mãe dona de casa, sem trabalhar fora – não tinha dinheiro para ele assistir aos jogos do Madureira Atlético Clube, o que lhe fazia pular o muro do estádio da Rua Conselheiro Galvão, junto com ao amigos da rua, pra ver a bola rolar.

 O garoto Dudu, aos 17, sonhava ser jornalista. Era fã, também,  da escola de samba Império Serrano, do seu bairro, e a viu ser campeã do Caranval carioca quando ele estava com oito de idade. No seu 1972 de sorte, o Império voltou a ser campeão, bem como o time pelo qual torcia, o Flamengo.       

 Tendo apostado dentro  loja do amigo de infância Moacir Rodrigues (ex-patrão), o Dudu foi para a casa da noiva Tereza Cristina, na noite do domingo, e os dois ficaram fazendo planos para o futuro, na varanda do número 15 da Rua  Pereira Costas, da pequena Vila Nossa Senhora Aparecida, em Madureira. Planejavam se casar, pelo início de 1973, e alugar um aparatamento, com os Cr$ 800 que ele ganhava e os Cr$ 500 que ela passaria a ganhar. E economizariam para comprar um Fusca e uma casa na Madureira onde nasceram, foram criados e tinham os seus amigos.

Sonhos de namorados rolando, ao voltar pra casa, o Dudu ligou a TV em um programa esportivo e este anuciou um resultado errado da Loteca, que o deixava com 12 palpites certos. Mas havia acertado os 13. Na terça-feira, aproveitou o horário do almoço, deu uma saidinha da Fábricas Borborema, onde era chefe de expedição, e foi até a loja do amigo Moacir, onde ficara sabendo que estava rico.     

   O Dudu da Loteca,  ao ficar rico, colocou quase tudo o que adquiriu em nome do sogro Alberto. Sem experiência para administrar nada, foi acusado, pelo Fisco paulista, de sonegação de impostos. Quando separou-se da mulher, em 1976, perdeu a fortuna e ficou só com duas salas no centro do Rio e um imóvel, em Itaipava, na serrana região do RJ - o ex-rico trabalhava como empregado de uma corretora de valores.

 


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