Vasco

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

HISTÓRIAS DO FUTEBOL BRASILIENSE. CEUB DERRUBA AMÉRICA-RJ NO FINAL

  A noite da quarta-feira 3 de outubro de 1973 marcava mais um jogo do Ceub, pelo Campeonato Nacional, no já demolido Pelezão – o adversário era o América-RJ. O time candango andava meio-devagar, com quatro empates, quatro derrotas e só duas vitórias, estas diante do pequeno Figueirense-SC (2 x 1, em 31.08), e do “grande” Cruzeiro-MG (2 x 0, em 05.09).  A torcida até não cobrava pelas quedas diante de Coritiba (1 x 2, em 29.08), e de Guarani de Camipnas, por 0 x 1(08.09), pois haviam sido fora de casa, contra times mais experientes. Mas não engolia 1 x 2 CRB-AL e 0 x 1 Nacional-AM, ainda que tivessem sido no reduto do adversário, que tinham times inferiores, ou equivalentes. 

 Como torcedor só quer saber de vitórias, os empates com os “grandes” Botafogo (0 x 0, em 25.08) e São Paulo (0 x 0, em 26.09) nem eram comemorados. A galera preferia cobrar as perdas de pontos contra Bahia (0 x 0, em 12.09) e Sport-Pe (1 x 1, em 22.09). Por causa disso, exigia a recuperação dos dois pontos perdidos diante do “Diabo Rubro” carioca. Para um jogo noturno em um estádio onde só poderia chegar fácil quem tivesse automóvel, até que 4.890 pagantes não fora um público fraco. Mas a renda, de Cr$ 42 mil, 879 cruzeiros foi. E o pior: descontadas as despesas e a cota do INPS (atual INSS), a cota ceubense, de Cr$ 12.609,18 ficou retida na então Federação Metropolitana de Futebol, tendo em vista o representante candango no Nacional ter débitos na Casa, pois só as partidas contra Botafogo, Figueirense e Cruzeiro foram, financeiramente, positivas.

E rolou a bola contra os americanos. Estes chegaram a dominar grande parte do jogo, mas não haviam trazido pés calibrados a Brasília. O Ceub jogou um futebol solidário, com Alencar sendo o seu grande nome e a maior figura em campo, defendendo, atacando e brigando muito e sempre pela posse da bola. De  sua parte, o América-RJ mostrou-se cauteloso. Com Oldair Barchi errando passes, em uma má noite, o “Diabo” foi ganhado a meia-cancha e criou momentos de embaraços paras o anfitrião. Mas não soube administrar isso bem e errou por se retrair, para jogar em contra-ataques, tática que não prevaleceu, pois a zaga ceubense era muito firme.

 Já que ninguém marcava gole, a torcida começou a reclamar e dizer que a preliminar Jaguar 1 x 0 Carioca, pelo Campeanto Amador do DF, agradara mais, porque, pelo menos, tivera rede balançando. No entanto, aos 42 minutos, o meia Cláudio Garcia, campeão crioca-1969 pelo Fluminense, bateu no filó, fazendo o Ceub vencer, pela contagem mínima. Resultado justo.

 Apitado por Renato Oliveira Braga-SP, o pega teve o Ceub escalado assim por João Avelino,o apelidado “71”: Rogério; Adevaldo, Cláudio Oiveira, Pedro Pradera e Rildo: Alencar, Oldair e Cláudio; Fernandinho, Juraci (Dario) e Xisté. O América-RJ, teinado por seu ex-apoiador Amaro, alinhou: Vanderlei; Cabrita, Alex, Mareco e Álvaro; Ivo Wortmann e Tadeu; Expedito, Edu Coimbra (Flecha), Sérgio Lima e Mauro (Jair Santos).       

  

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