Esta foi mais uma grande jornada do que se pode chamar de “time a jato”. Fundado em 1º de agosto de 2.000, o Brasilense Futebol Clube papou o Candangão da Série B-2.000, subiu à elite da bola-DF e tornou-se bi, em 2004/2005. Mais: ganhou os Brasileiros das Séries C e B, em 2002/2004, respectivamente, e surpreendeu o país, ficando vice-campeão da Copa do Brasil-2002, prejudicado por uma arbitragem que favoreceu o Corinthians, no jogo de ida, em São Paulo.
Na
temporada-2005, o “Jácaré”, como seu chefe, o ex-senador Luís Estevão, o
apelidou, conquistou o bi da terra, em grande estilo. Decidindo o título, no
Serejão, mandou 3 x 0 no Gama. Indiscutíveis. Festa que não demorou a começar.
Aos 12 minutos, o lateral-esquerdo
Márcio serviu Iranildo, que deixou Marcelinho Carioca olhos nos olhos com o
goleiro gamense. Ângelo salvou o gol, mas deu rebote para Ianildo, o “Chucu”,
principal artilheiro do time, abrir o placar e marcar o seu oitavo gol no
campeonato. E ficou por aquilo o primeiro tempo.
Na
etapa final, aos 14 minutos, o camisa 10 Iranildo cruzou bola na medida para
Igor endereça-la ao canto direito da trave alviverde. Por ali, a galera já
começou a gritar “bicampeão, bicampeão”.
Aos 17, o número da sorte do chefão Luís Estevão, o técnico Valdyr
Espinosa mandou Giovani a campo, com a camisa 17. E ele entrou e marcou o gol
anotado na súmula, pelo árbitro Jamir Garcez, como tendo sido aos 17 minutos da
partida do dia 17 de abril. Assim que pegou na bola, lançado por Iranildo, o
carinha mandou-a para o mesmo canto direito por onde havia passado no gol
anterior.
Malmente
o apito final foi ouvido, a torcida invadiu o gramado, promovendo bagunça tão
grande, que tornou-se impossível aos bicampeões candangos fazerem a volta
olímpica. A galera arrancava meiões, calções e camisas dos jogadores. Foi
difícil para o capitão e zagueiro Jairo receber o “caneco” lhe entregue pelo
Secretário de Esportes do Governo do DF, Weber Magalhães, hoje, presidente do
Gama.
Pior,
ainda, foi a entrada da rapaziada no vestiário. Os “comemorantes” rolavam
tapinhas e empurrões e cercavam Marcelinho Carioca, famoso por ter jogado pelo
Flamengo, Corinthians e Seleção Brasileira, e Iranildo, ex-Flamengo e Botafogo,
e o grande nome da campanha. Para a turma sair dali e rumar para uma
churrascaria, onde comemoraria o “caneco”, a segurança do “Jaca” teve de
organizar cordão de isolamento.
Marcelinho, o mais protegido pelos “homens”, dizia aos repórteres que as
quatro vitórias no quadrangular haviam saído durante as preleções de Espinosa,
momentos antes das partidas. “Ele elevou a nossa auto-estima”, garantida. De
sua parte, Tiano considerava-se “tri”, invocando que fora campeão
candango-2002, pelo CFZ.
O
principal pega candango teve 6.191 pagantes e grana de R$13.684, com os bi
formando assim: Donizete; Dida, Padovani, Jairo e Marcio (Rochinha); Deda,
Robston, Marcelinho Carioca e Iranildo: Igor (Leandro Tavares) e Giovani
(Tiano). O Gama, armado pelo técnico
Ivan Araújo e pelo qual haviam jogador
Jairo, Rochinha, Deda e Robston, alinhou: Ângelo; Patrick (Cleiton), Cabrerizo,
Emerson e Bobby; Agenor, Goeber (Erivaldo), Diego e Wesley; Victor e Mais ( Da
Silva)
Bi
faturado, o próximo desafio do Brasiliense seria estrear no Campeonato
Brasileiro da Série, A, contra o Vasco da Gama, em tarde de domingo, no velho
Mané Garrincha, jogo em que rolo um tremendo rebu no “tapetão” , envolvendo
Procon, “laranjas” e muito bate-boca. Assunto para uma outra coluna.
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