1 - O Departamento de Futebol Infantil e Infanto-Juvenil da Federação Metropolitana de Futebol realizava cinco jogos infantis e três infantos, pela oitava rodada, nos inícios da déada-1980. Em Inter x Haway C, o árbitro encerou a partida faltando cinco minutos para completar o tempo, mesmo alertado por um dos bandeirinhas. Sentindo-se prejudicado – perdia, por 1 x 0 –, o Inter foi ao “tapetão”. O torneio infantil contava com um time com nome de mulher: Fátima. Naquela rodada, perdeu, por 2 x 1, do Haway B. Então, a molecada vencedora sacaneou: “Mandamos porrada na Fatinha”.
2 - Hermínio Ferreira das Neves, o Tim, fundador da Sociedade
Esportiva do Gama, tempos depois de ter deixado o clube, por pressão da
Administração Regional da cidade, que o considerava de baixo nível cultural –
era servidor humilde de um tribunal –, criou o Clube Atlético Brasiliense, que
chegou a ser vice-campeão amador candango. Para poder usar e usar a estátua dos
“Dois Candangos” – está na Praça dos Três Poderes – como emblema do clube, ele
trocou a permissão do autor, Bruno Giorgio, por um jogo de camisas. Sem nunca
tirar o Gama do coração, Tim disse aos cartolas gamenses que o substituíram ter
um sensacional atacante em suas hostes. Para mostrar-lhes o veneno de Humberto,
marcou um amistoso, no Bezerrão. Era inícios da década-1980. o Gama mandou 13 x
1 e não levou o rapaz, que era bom jogador, realmente. Alegou não ter dinheiro
suficiente para o investimento.
3 - Na temporada-1981, o Gama consolidara a fama de time de
maior torcida no DF. E seu presidente, Osvando Lima, vivia dizendo que para
vencê-lo, dentro do Bezerrão, só se fosse no tapetão. O marketing ajudava,
embora o “Periquito”, campeão candango-1979, tivesse sido vice, em 1980, ganho
pelo rival Brasília. Mas, como a propaganda é a alma do negócio, houve domingo
em que o Gama fez dois amistosos. O time A encarou o SESI, no Bezerrão, e um
“misto quente”, com reservas e juniores, foi a Formosa-GO, colocar as faixas de
campeão local no Disnes FC. Valeu, valeu!
4 - Ao assumir o comando do time do Taguatinga, em 1982, o
treinador João Avelino disse que ganhar campeonato não dependia só de muito
trabalho. Também, “proteção espiritual”. E marcou uma ida de toda a sua
rapaziada à uma missa noturna na igreja do Menino Jesus de Praga, o seu santo
protetor. Mais: anunciou pretender levar a rapaziada a paulista Aparecida do
Norte, a padroeira do Brasil, a fim de
agradecê-la pelo título candango de 1981, quando o treinador nem era ele. “É um
lance de fé”, justificava, acrescentando que muitos clubes além de visitar a
santa, ainda levavam bolas para serem benzidas.
Só não disse se as bolas batiam na rede dos adversários, depois de
bentas.
5 - Faltava poucos dias para o início da Copa do Mundo-1982, na
Espanha. Como a cidade de Taguatinga aniversariava, o Taguatinga EC convidou o
Vasco da Gama para um amistoso, no Serejão, dentro dos festejos, engrandecidos
pelas presenças de jogadores famosos, como o goleiro Mazaropi, o zagueiro
Rondinelli, o meio-campista Dudu “Coelhão” e os atacantes Katinha, Renato Sá,
Cláudio Adão e Roberto Dinamite. A galera prestigiou, a renda chegou aos CR$ 5
milhões, 163 mil cruzeiros (muito boa) e o placar Vasco 1 x 0 (gol de Roberto
Dinamite, aos 41 minutos do segundo tempo) não foi o mais importante, mas três
fatos: 1 - falta de luz no estádio; 2 – demissão do treinador Canhoto, do Taguatinga;
3 -
chegada de telex enviado pela CBD convocando o Dinamite para substituir
o contundido Careca (Antônio de Oliveira Filho) na equipe canarinha, que já
estava na Espanha.
6 – Na tarde do domingo 26 de outubro de 1978, se vencesse o
Guará, na casa deste, o Brasília já poderia considerar-se campeão do primeiro
turno do Candangão. Para evitar a glória do rival, quando o árbitro Cacírio
Marinho preparava-se para mandar a bola rola, um
torcedor do ”Lobo da Colina” mandou uma
galinha preto dentro das quatro linhas. Acertou os costados do atacante
Raimundinho “Baianinho”, que levou um tremendo susto e garantiu: “Erraram o
alvo. Macumba em cima de baiano é bola fora”. E pareceu ter razão, pois, no
início do segundo tempo, a zaga do “Lobo da Colina” aprontou uma tremenda
lambança, que o meia Ernani Banana, que
não esperava por tamanha gentileza, ficou até “com vergonha” de fazer o gol. No
segundo, ele lançou Edmar e a defesa anfitriã parou, deixando o goleador
dominar a bola, ajeitá-la e encobrir o goleiro, à espera de marcação de
impedimento. O dono da casa se deu mal em todo os itens.
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