O futebol brasileiro já teve dezenas de crques indiscutíveis. Que pena que a característica não seja genéticas! Os maiores astros dos grasmados brasucas não tiveram, rigorosamente, sucessores. Zizinho, Ademir Menezes, Pelé, Garrincha, Zico, Romário, enfim, quem o torcedor pensar não figura no time dessas feras. O único que foi bem sucedido chamou-se Domingos da Guia, pai do meia-palmeirense Ademir da Guia, até hoje, o maior ídolo da torcida alviverde paulistana.
O mais decepcionante de tudo foi o torcedor santista ver
Edinho, o filho de Pelé, sendo goleiro. Se o pai, autor de 1.281 agols, cansou
de desempragar goleiuros, o garoto foi para debaixo das traves, evitá-los,
barrar as maiores emoções do futebl. Houve uma fase em que ele até esteve
titular no time santista, com boas abuações. Mas fiocou naquuilo, nenhum outro
clube interessou-se pelas suas defesas.
Quem fez parte, também, dessa galeria dos “sem gen de
craque” foi Augusto da Silva, filho de
Leônidas da Silva, o craque que iniciou a formação da grandiosa torcida do
Flamengo e que foi o principal artilheiro da Copa do Mundo-1938. Mas, como o
bicho de uma das músicas do grupo “Quatro Ases e um Coringa”, o rapaz “tinha tudo de leão, mas não era;
tinha tudo do “Diamante Negro (apelido do pai)”, mas perdeu-se por pretender
copiar tudo do seu ítolo.
“Quando Leônidas pendrou as chuteiras, o São Paulo
tinha...um novato que prometia, em pouco tempo, ser o substituto do
“Diamante”...tinha tudo de Leônidas: o físico, o jeito maroto, a
agressividade...Em pouco tempo... estava sendo considerado um dos mais cmpletos
comandantes de ataque do nosso futebol. Mas, enbriagado pelos elogios baratos,
e certo de que era, de fato, o substituto de Leôndias, pretenderu criar os
mesmos casos criados pelo pai...que nunca foi flor que se cheirasse nos seus
tempos de craque”, criticou a revistas paulistana “Gazeta Esportivas”, quie via
no moço “a mesma classe, o mesmo gabarito de seu modelo”.
Com muito futebol, mas pouca experiência de vida e achando
que os tapinhas nas costas seriam par sempre, o jovem Augusto da Silva terminou
aborrecendo os conservadores diretores
do São Paulo FC, que o mandaram embora. Foi cumprir castigo no interiorano
Guarani de Campinas.
De saída, Augusto fez boas partidas, levando torcedores
são-paulinos a criticarem a pouca paciência de seus cartolas. De outra parte,
os do “Bugre Campineiro” comemoravam o grande achado. Mas, assim como no time
tricolor paulista, Augusto da Silva não teve cabeça para administrar o seu deslumbamento
com o sucesso. Destruiu a sua carreira.
Deve ser a “Maldição dos Craques”, pois Edinho Cholbi do
Nascimento terminou sendo mais noticiado pelas cadeias que andou pegando,
envolvido com marginais do mundo das drogas; Romarinho, filho de Romário, não
emplacou nem no Brasiliense; Rodrigo, filho de Roberto Dinamite, também não
decolou; Thiago, filho de Zico, da mesma forma; Márcio Rivellino, cujo
sobrenome dispensa apresentação, foi outro dessa turma, bem como Alexandre
Torres, filho do “capita” Carlos Alberto e que foi zagueiro do Vasco, mas sem
ser ídolo da torc ida, e o Jair Ventura, filho do “Furacão” Jairzinho. O
rebento foi mandado embora de um clube do interior gaúcho.
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